pranto de mulher
até pode fazer tudo o que bem quiser,
mas o único direito que você não tem
é armar essa censura a um pranto de mulher,
às lágrimas choradas pelo teu desdém.
e, veja, não se trata duma vagabunda
que pede teu desprezo para o próprio bem;
nem falo, aqui, também duma pedinte imunda
clamando caridade, sem ter um vintém;
refiro-me, abestado, a quem sempre sofreu
do amor (que ninguém mais conseguirá te dar)
jogado nu'a cadeira da sala de estar,
vivendo da tristeza que lhe anoiteceu.
não digo que se porte tal Édipo Rei,
porém magoar a mãe te faz fora-da-lei.
(a imagem é do ilustríssimo Osvaldo!)
Belíssimo soneto, Carlão!
Que verso magnífico: "vivendo da tristeza que lhe anoiteceu."
Salve ETC, Poesia da boa.
Valeu.
Salve, mestre Firmiano!
Muito obrigado!
E agradeço também ao Osvaldo, pela imagem que elaborou tão bem!
Maravilhoso, Carlos,
É necessário, como diz Chico Cézar, saber pisar no coração de uma mulher, ainda mais quando essa mulher assume o papel de anjo ao se tornar mãe, para entendê-la e defendê-la como você faz tão bem no poema.
Abçs, amigão
Ô, Márcio! Muito obrigado por suas palavras!
Abraço enorme!
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