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Práticas assistencialistas: erradicação da pobreza e desigualdade?

http://www.genderandhealth.ca/en/modules/poverty/imageContent/JBUHX86N.jpg
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Dil-Jr. · Rio de Janeiro, RJ
12/9/2007 · 88 · 19
 

Diante do cenário global contemporâneo, evidenciamos a pobreza e a desigualdade fazendo-se presente no nosso cotidiano sob a ótica de um pensamento hegemônico e socialmente dominante oriundo das ajudas assistencialistas praticadas por empresas, entidades filantrópicas e pessoas voluntárias. Estes, a partir do emprego da filantropia, buscam soluções, a nosso ver, ilusórias, para a erradicação destes entraves na promoção do desenvolvimento social. Nesta perspectiva, como romper com uma visão assistencialista, objetivando vencer a pobreza e a desigualdade?

Primeiramente, podemos declarar que políticas públicas internas eficientes e eficazes, capazes de produzir efeitos maximizadores no bem-estar da população e, conseqüentemente, minimizar os problemas sociais, é de suma importância para favorecer a integração do indivíduo ao Estado e ao gozo dos direitos que lhe permitam participar da vida pública. Em outras palavras, desenvolver a criticidade do indivíduo perante a sua realidade, reivindicando seus direitos e deveres enquanto um agente transformador do meio do qual pertence. Neste sentido, todos os cidadãos estariam aptos a lutar pela sua melhoria social, tornando desnecessárias as ajudas assistencialistas.
Além disso, outra medida favorável na diminuição da pobreza e desigualdade faz-se pela implementação de políticas educacionais de qualidade. A partir dos conhecimentos transmitidos pelo professor, somos levados a questionar uma determinada realidade através da identificação dos problemas da esfera social, na tentativa de buscar soluções possíveis. Assim, seríamos todos capazes de preconizar o surgimento de uma nova sociedade sem o abismo econômico entre os sujeitos, o que propiciaria a melhora da qualidade de vida, isenta de caridades que hoje suprem a sobrevivência de milhões de pessoas ao redor do globo.

A partir de uma breve análise da inclusão sob o viés das políticas públicas e educação, demonstramos que a prática assistencialista da filantropia não deve ser a única medida na tentativa de promover uma profunda transformação social. A inclusão estará mais próxima da realidade na medida em que seja almejado um novo modelo de sociedade, em que oportunidades referentes à educação e à eficiência das políticas públicas façam-se presente no âmago social. Entretanto, no modelo social vigente, com a presença de um sistema educacional precário – principalmente nos países em desenvolvimento em que a pobreza e a desigualdade são mais evidentes –, e a falta de compromisso no planejamento e fiscalização da execução das leis, as práticas filantrópicas assistencialistas colaboram na manutenção do sistema de classes, contribuindo para que determinadas parcelas da população permaneçam sob a condição de carentes e necessitados.

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Dilton Ribeiro do Couto Junior
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Andre Pessego
 

dIL-JR.
Também perfilo a convicção de que haja por traz das entidades ditas de assistência e desenvolvimento social uma fonte de enriquecimento ilícito; uma rede de mascarar a verdade; um mecanismo para dizer "estamos dividindo responsabilidades".
Devemos acabar com elas?~ Não sei. Mas devemos ter uma
outra concepção, uma outra forma de ação. Agir e deixar do mesmo geito. Não resolve.
Vou ver se volto, com mais tempo, um abraço, andre

Andre Pessego · São Paulo, SP 8/9/2007 19:40
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Dil-Jr.
 

Com certeza, André, é preciso uma nova concepção do que está por trás de todas essas políticas assistencialistas. Um abraço.

Dil-Jr. · Rio de Janeiro, RJ 8/9/2007 23:40
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Nydia Bonetti
 

Concordo plenamente Dil. Porém precisamos encontrar alternativas, a médio e longo prazo, que estabeleça as condições de justiça e igualdade no Brasil e no Planeta! Utopia? Acredito que não. Acredito realmente ser possível... Abçs...

Nydia Bonetti · Campinas, SP 11/9/2007 08:44
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anamineira
 

Dil, Parabéns pelo texto. Jovens como você e de coração aberto para ajudar o planeta, com certeza, farão a diferença. Votado. Um abração mineiro.

anamineira · Alvinópolis, MG 11/9/2007 13:26
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Rita Costa
 

Com toda certeza precisamos mesmo de um novo modelo de sociedade.
Hoje se faz urgente, mais que enganar a barriga da miséria.
É isso ai amigo... através da palavra nos manifestamos.
Bom demais seu texto Dil-Jr. Parabéns!

Rita Costa · Rio de Janeiro, RJ 11/9/2007 14:13
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Dil-Jr.
 

anamineira, Rita Costa, muito obrigado pelas belas palavras! Quero aproveitar e dar crédito também ao fantástico filme brasileiro, ''Quanto vale ou é por quilo?'', que com certeza me ajudou a refletir mais sobre as práticas assistencialistas.

Abraços aqui do Rio!

Dil-Jr. · Rio de Janeiro, RJ 11/9/2007 17:41
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Ize
 

Ótimo Dil! Votei, aliás como votei no outro que vc postou por aqui.
De fato, como diz a Anamineira, é muito bom nos depararmos com jovens como vc que desmistificam a idéia de que a juventude de hj é alienada e só quer saber de sexo, drogas e rockn'rol. Vc é a prova de que o jovem de hj continua tão engajado como o de ontem.
Ah! e eu não estou insinuando que vc não gosta de sexo e rockn'rol rsrsrsrsr
Abrçs

Ize · Rio de Janeiro, RJ 12/9/2007 01:22
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Dil Jr.
" Estes, a partir do emprego da filantropia, buscam soluções, a nosso ver, ilusórias, para a erradicação destes entraves na promoção do desenvolvimento social"

Não concordo com a idéia segundo a qual, com a prática da filantropia alguem esteja, em sã consciência, buscando soluções para as desigualdades. Não! A Filantropia para quem a pratica não passa de um mecanismo de "valvula de escape" da panela de pressão social.

Por outro lado, meu caro Dil, eu esperava que você tocasse na última moda pós globalização: o assistencialismo do Estado –Bolsa dissso, bolsa daquilo,l eve leite, etc. inclusive porque rema contra a maré das tais políticas públicas de inclusão social que você preconiza, com toda razão.

Só mais uma coisa, que, veja bem, não passa da minha opinião: o uso da primeira pessoa do plural na sua dissertação se, de um lado, transmite uma certa "respeitabilidade" às suas opiniões,por outro torna o seu texto mais dogmático, aquela "voz do pastor" que conhece melhor do que ninguém o significado dos versículos bíblicos, emanação do verbo divino, se me entende.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 12/9/2007 03:39
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Andre Pessego
 

Muito bem, voltei pra votar; ou como diz o Andre Gonçalves, votei pra voltar.
Eu só quero acrescentar. No rol da "Filantropia", com outro nome estão as leis de incentivos fiscais. As filantropias, enriquecem ilicitamente alguns pobres. As Leis de Incentivos Fiscais, re-enriquecem os já ricos. E me recordo dos "felizardos"
de "O FANTASMA DA ÓPERA". Arrecadou mais dinheiro que a verba de assistência social (2007),da Prefeitura de São Roque, saiu no jornal, parabens,. andre

Andre Pessego · São Paulo, SP 12/9/2007 05:21
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Andre Pessego
 

Obs: Lá em cima ia dizer as Leis de Incentivo à Cultura, re-inriquecem os já ricos.

Andre Pessego · São Paulo, SP 12/9/2007 05:23
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peninha
 

Prezado, li sua matéria e tenho concordância em vários aspectos.
Sua matéria me fez publicar parte de um estudo que fiz e enviei para o Secretário de Políticas Urbanas de Belo Horizonte. A resposta foi... nenhuma!!
Convido-o e aos amigos que aqui estiveram a ler este ensaio postado agora no Overblog sob o título de "Desfavelização Imperiosa".
Espero comentários.
Um abraço.

peninha · Butão , WW 12/9/2007 11:10
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Marcos André Carvalho Lins
 

concordo que filantropia não é solução para nada, mas apenas paliativo.não obstante, medidas emergenciais têm de ser tomadas diante das circunstâncias. Não se pode educar de barriga vazia e receber a educação ou cultura com a saúde prejudicada. Penso que trata-se de todo um encaminhamento de políticas públicas que visem mais tornar o ser humano cidadão do que um simples dependente de recursos materiais. Mas penso também, que isso passa necessariamente por uma mudança radical na mentalidade arcaica e desumana da nossa elite, alterar hábitos, visões de mundo e formas de interação passam necessariamente por uma cultura mais arraigada de movimentos. O movimento social é urdido a partir das necessidades sociais prementes e tem como foco , não prejudicar alguém, mas alavancar o todo sobre parâmetros educacionais e de cidadania. construir o cidadão é lhe transmitir esperança, mas principalmente lhe trazer a consciência de que ele faz parte do tecido social e apenas com a sua pressão organizada em grupos, nesse ou naquele sentido, poderá mudar o rumo de sua própria vida e dos seus compatriotas. ( vide meu texto no overmundo mesmo: Cultura de Movimentos )
Gostei demais do seu texto Dil!!!
abração,

Marcos André Carvalho Lins · Recife, PE 12/9/2007 12:36
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Dil-Jr.
 

Oi Joca! Gostei das suas observações.
Eu acredito que a filantropia é praticada para promover, de certa forma, um bem-estar pessoal, ou, nas suas palavras, uma ''válvula de escape''. Mas também não posso deixar de entender que muitos ainda encontram nela um mecanismo de conter o crescente abismo social. Afinal, se não fosse por esta premissa, será que exisitiram tantos voluntários nas práticas assistencialistas?

Quanto ao assistencialismo do Estado (as ''bolsas''), certamente renderiam bons argumentos para complementar e sustentar a idéia central defendida no texto. Na verdade, como este foi um texto que enviei à um concurso de redação ano passado, e uma das normais incluiam a extensão máxima de 40 linhas, acabei optando por deixá-lo intacto, sem acréscimos.

Até hoje devo confessar que não sei ao certo se devo ou não escrever na terceira pessoa do plural ou na primeira pessoa do singular. Ultimamente tenho optado pela primeira pessoa, e você me fez perceber agora que talvez eu deva continuar a fazê-lo.

Um grande abraço!

Dil-Jr. · Rio de Janeiro, RJ 12/9/2007 17:37
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Dil-Jr.
 

Estou muito contente com vocês, overmanos, que estão complementando e discutindo questões tão interessantes, além de expandirem a discussão daqui para outros textos que estão sugerindo.
Abraçossss a todosss

Dil-Jr. · Rio de Janeiro, RJ 12/9/2007 17:41
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crispinga
 

Não é com ações filantrópicas tipo "cesta alimentação" ,"bolsa-escola", farmácia a um real e práticas utópicas vamos mudar este país. Precisamos ensinar o povo a pescar e não esperar que o governo seja responsável por tudo!Educação e súde! è disso que precisamos...O resto é enxugar gelo!

crispinga · Nova Friburgo, RJ 12/9/2007 22:47
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crispinga
 

SAÚDE! Corrigindo...

crispinga · Nova Friburgo, RJ 12/9/2007 22:50
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Richelle Neri
 

qual a epoca retratada no texto?
Gostei muito dele.

Richelle Neri · Rio Branco, AC 18/2/2009 18:52
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Giselle B Carvalho
 

Olá Dil!!
Estou fazendo um trabalho de faculdade onde a professora pediu para fazer uma análise do seu texto. Será que poderia me ajudar?
www_giselle@hotmail.com
Parabéns pelo seus textos...
Beijos

Giselle B Carvalho · Ouro Preto, MG 26/2/2009 23:01
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rodriguesv
 

Oi Dil!!!Estou fazendo um trabalho academico sobre esse texto...Qual é a epoca retratada no texto???Preciso de sua ajuda para fazer uma analise do mesmo. Obrigada
Meu e-mail é cyntyvieira@hotmail.com.
Aguardo sua resposta

rodriguesv · Campos Sales, CE 26/3/2009 12:01
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