Prazo De Validade. Ou Vida In(útil).
O ser humano (assim como os animais), deveria vir com um prazo de vida útil.
Uma mosca (musca domestica), vive trinta dias. Um gato domestico vive dezesseis anos. Uma galinha sete anos. Um rato dois. Uma zebra quinze. Um esquilo onze. Um cavalo trinta. Uma girafa dez. Um gorila vinte. Um leão vinte e cinco. Uma Aedes aegypti trinta dias. Uma barata dois. Um gafanhoto oito meses. Arvores, plantas, fungos, bactérias, vÃrus, enfim, todos seres que precisam de oxigênio para existir, têm seu prazo de validade, ou vida útil.
Devemos levar em consideração os fins de existência traumáticos, as mortes acidentais ou não.
Se ninguém se opor, gostaria de sugerir, quarenta anos como tempo máximo para nossa estadia material neste planeta.
Quarenta anos estaria de bom tamanho para, sairmos fora do convÃvio social do nosso habitat terrestre.
O mosquito (fêmea) da dengue, por exemplo, vive apenas trinta dias, em compensação, ele vive intensamente, voa muito, (Voar não é o nosso sonho de infância? [Geralmente?]), reproduz muito, bebe sangue numa orgia controlável, enfim, brinda a vida. É sábio o bastante para vencer grandes batalhas.
Existem milhares de exemplos, onde se conseguiu fazer muito em pouco tempo. Alguns exemplos:
Rafael Sanzio morreu com trinta e sete anos, Vicent Van Gogh trinta e sete, Jesus o Cristo trinta e três, Antônio Frederico de Castro Alves vinte e quatro, John Lennon quarenta. João da Cruz e Sousa trinta e seis. E tantos outros, a provar que o importante não é a quantidade e sim a intensidade.
Nós humanos, teimamos em viver cem, cento e dez, cento e vinte anos, isso, num corpo corroÃdo pelo tempo, carcomido por doenças, por vÃrus, bactérias e fungos de toda espécie, um corpo improdutivo e problemático.
Isto acontece porque: Tentamos a todo custo nos igualar a Deus, com formulas e graus diferentes, porém tentamos ser Ele a qualquer custo. Esta necessidade (de sermos Deus), nos leva a cometer as maiores aberrações sobre a humanidade e a natureza. O exemplo citado do mosquito, ilustra melhor, por ser um tema atual (apesar da dengue ser uma doença medieval) e recorrente na mÃdia.
Nós somos assim mesmo, somos feitos a imagem Divina, somos seus filhos, somos Seu semelhante e isso leva a nos sentirmos proprietários, donos de coisas e seres. Somos como deuses gregos ou romanos, ou como outros deuses de qualquer cultura.
Partindo deste sentimento, queremos atingir não apenas cento e quarenta e quatro anos, almejamos mais, desejamos a eternidade. Por esta razão, partimos do centro dos continentes em direção aos litorais, para lançarmo-nos ao mar. E ao morrer, eternizarmo-nos.
E nesta trajetória destruÃmos tudo.
O grande mal da humanidade é julgar-se Deus. Nesta trajetória tentamos possuir tudo, e quando não conseguimos, tentamos destruir.
Por que será que a maioria dos seres humanos que não prestam vivem mais do que os que prestam? PolÃticos senis vivem em média 80 anos ou mais e insistem em levar aquela vdinha vadia e gananciosa. Outros morrem na prisão, envelhecem lá (ou pelos antigamente era assim. Hoje eles nem têm tempo de envelhecer atrás das grades)...
A velhice é a fase mais dramática e improdutiva pela qual um ser humano pode passar, arrastando consigo dores diversas, intoxicado de tanta medicação.
Concordo contigo quanto ao prazo de validade do ser humano, até porque, quanto mais tempo ele vive, mais se autodestrói e mais tempo ele tem de fazer suas "cagadas" (desculpe o termo, mas é isso mesmo, rs). Sem contar o problema da ultra-mega-super população que só faz crescer, e quanto mais gente por aqui, mais barbárie, mais negligências, mais injustiças, mais poluição e destruição teremos.
Enfim, adorei seu texto.
Sinta-se à vontade para visitar meu perfll pra ver se algo por lá te agrada... Ou não! A crÃtica é tão ou mais importate que os elogios. Serás bem vindo de qualquer maneira.
Abraço
P.S.: já estás entre meus fav. ones...
Poetisa Sihmoneh, captou a sÃntese do texto.
Grato por sua visita e comentário.
Abraço.
"ou pelos antigamente era assim", ahaAHAHAhahah... Cada uma! Desculpaê! x D
naturalmente eu queria (deveria, mas não deu, não sei por quê) ter dito "ou pelo menos antigamente era assim"...
Ai, Cabral... Minha pena está a izcreveire sozinha, ó pá!
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