É preciso além de “amar”, amar! E se não for suficiente: -amar.
Mas se “de tudo” (ao meu amor...), o amor não for suficiente, amamos. “Então vamos”.
Ora, quando amamos somos menos inteiros ou mais inteiros?
Se somos menos inteiros, mais amamos. Se somos mais inteiros amamos mais. (Alguém disse isso ou foi eu mesmo?). -Acho que eu.
Parece-me algo assim, como uma fórmula dismática positiva-(up)...
No entanto, porque o amor está ligado à morte?
Morrem-se algos nos amantes.
No início algumas arestas, para que justo-postos se encaixem...
Se denotem, se dotem e se adotem. (?...!)
Na arte literária registra-se:- Rorô & Juju (rs) de Shakespeare... Paulo e Virgínia, (francês setecentista, pouco conhecido por aqui)..., Ananias e Safira - (Bíblicos)... E os pré-inteligentes gregos com seus psico-dramas arquetípicos edípicos recorrentíssimos, eticetíceros e ... Mortíferos. (Tantos, quantos...pasmo, com as mãos à boca como em “O grito” de Edvard Munch). Pasmo mesmo, veja um tema: -“O trem da morte, antigo fantasma, agora se desnuda e a coisa muda”...(O título é esse, quero ver “quem quando, como e onde”, vai montar. Com jornalistas investigaticios atentos, na arquibancada prá qualquer momento...
Quem se dá bem é Dante, Cuja Beatriz ululante por auxiliá-lo se diafaniza...
Dança quixotesca promove Dom cuja Dulcinéia é apenas som, do vento uivante que permeia sua mente inconsistente...(Como a morte que só é vista depois de acolher o sequestrado pelo destino, sempre sempre um moribundo...Lançá-lo sob a terna fria e úmida terra e escutar o xorôrô da galera, quase sempre só família, demonstrando sua cálida e impassível (e relativa digo eu) inatacábilidade! (Da morte, não do morrer).
E alguém, nesse momento, em minha memória, com um arranjo tão simples, que me lembra banjo, canta: - "Só o amor constrói"... Sabendo ele o que diz, pois como o amor é universal, manifesta-se em sua inteireza em sete maravilhosos e particularmente perfeitos níveis, fazendo-se compreender em sua essência mais íntima, por qualquer um!...
Digo mais: - Gostar é opção. Já o amor é opinião. É um tônus, uma verve, um estro que se adota por fusão à uma idéia que não é figura e sim princípio...Uma lógica assim como o "construtivismo". Amor é Cerne de madeira de lei! Não imagem, projeção. Que se engane o coração, minha cabeça não.
Tijolos sobre tijolos internos, afetivos, psicológicos, embevecedores, pré-paratórios do prazer de amar de fato, de estar junto e gozar no ato, na preparação, no fato, na memória, na mente, na intenção... na retro-alimentação do sistema amor... psico-emocional-físico e nutricional. (“Na cama, na lama e” na trama).
É trabalho, ocupação, doação,entretenimento, passa-tempo e resultado que transcende a experiência...porisso morte! (!). (Muitas vezes sem opção).
Até onde se existe é experiência até onde não mais se existe, inicia-se a morte. Falo agora da morte positiva da "construção"...da reconstrução, do aperfeiçoamento, da transmutação mas falo de morte. “Guerreiro ferido de morte” – “Policial ferido câmbio!” (@, i-). Parece que morte não se confunde com nada, já o amor...
- Morte e vida severina que o boi envém... diria eu, Cabra-macho sem chapéu, sem lenço e pelado cás mão no bolso, numa casa engraçada, que permeia minha amada, com mosca na sopa e faróis baixos sob neblina. Co’as minina na esquina, porque dois home fu-mânu junto pode ser muito arriscado no quatrilho desse abraço e beijo nu ar faço e farto. Rorô agora drigues e brigue cês dois que eu quero é amar...nesse xarope Mazzaropi. (Tônia e Tião Carrero ao avesso Zé do caixão, que o trem tá ficânu bão!).
O amor pode ser jocoso, além de (para alguns) ser, “vício do coração”?
Pode ele ser firula? Pode (ele pode), ser pasquim?
- Há o caso de um lesado vizinho de uma amiga que se apaixonou por um manequim, esses de plástico de loja e de butiquim...
- Pode sim. O amor pode ser tudo, só não pode ser "não ser"... porque tudo o que de fato “não é”, (e só nesse caso), é aquilo que por ser anterior ao amor... foi só preparação.
Se o amor é coisa do coração, é como uma desgraça de um navio levado por tsunami, e que se arrebenta e estatela sobre a praça central da cidade, pestilentando com sua carga secreta, biológica e agressiva aquela indefesa gente...
(Óh, essa engravidou!...) Amor agora é demolição. Amor é ilusão? “Um fantasma da ópera”, “Um corcunda” “Uma branca de neve”, “um anão”. Uma imagem na mente, que encanta a gente.
Amor é desconstrução. Amor solapa, tira a pele e salga, arde e desidrata com ácido os vasos arrebentados, cortados de faca cega, pelas mãos trêmulas no escuro noturno e soturno da madrugada. Corta as tripas, arranca batendo o coração e enterra vivo um indefeso...meu Deus! - Não há solução???? Onde vai parar o rio caudaloso desse gozo invertido, quando o amado sumido, assumido te rejeita então? Amor vira ódio, intriga e divórcio litigioso...com freqüência até caixão. -“Não há solução”.
Pessoas sub-consciente, casais perfeitos passam a vida se iludindo com a sua incompetência para o outro de fato ver. E aí, que fazem??? – Não se “dão boi” não! Não fazem nada e o tempo passa e tudo transforma...Ô natureza boa! -(Se tem mesa e coisa á toa)...Felizes com aquela sociedade primitiva, um negócio lucrativo para estado e religião. Merda! Onde foi parar agora meus sentimentos? (Os meus aqui...embaixo.) Deixa-ver...tamanha maculação. Sofrimento, descontentamento, devassidão. Já sei... é preciso ausência de expectativa, de chegada e de saída mas, é preciso ocasião. Isso é lógico. (Enfim uma âncora, talvez uma “ânfora de vinho”, como diria Omar Kayame). É preciso acontecimento, encontro e curtição. Se tá bom, deixa crescer. Se tá ruim, pega essa plantinha, ainda tenrinha, põe água a ferver e faz chá de "desola coração"... “que espanta cafumbira!” (Acho que estou conseguindo)...Altos e baixos, é isso amor///???\ Amor tem esquerda e direita, acima e abaixo, frente e trás, ontem e amanhã, verdade e mentira? (Iche, meu texto genial já tá parecendo coisa comum, mas...). (É um lapso, uma parte de um segundo, uma fração do tempo e do mundo e,se abre o pensamento...) Achei! -Brado. (ou melhor lembrei, pois em minha memória o grifei.): -Aquele ponto ainda no início do texto, onde eu disse, (melhor dizendo teclei aqui no meu pc, nesse e-mail prá vc), que -Digo mais: - Gostar é opção. Já o amor é opinião. É um tônus, uma verve, um estro que se adota por fusão à uma idéia que não é imagem e sim princípio...Uma lógica', uma decisão (e fechei). Lembra?
- É isso, o resto é elucubração. Deixa eu falar disso!
Amor, é opinião, algo que se adota porque se quer, um princípio, uma norma, um afazer que nos faz bem...é assim. Um atarefar-se constante, entre mente, sentimento e cada instante. Sempre em espírito, mesmo quando se está perto! E, lembra sacrifício (sacrum oficious), por demais prazeroso. Logo (lá vai eu de novo..), porque descartar alguém? Porque os relacionamentos terminam? (Que medinho bobo). Algo corrói o relacionamento das pessoas desavisadas, ou mesmo nós, quando assim ‘largados” estamos. A "coisa" se deteriora. "Deixamos a peteca cair". Perdemos. Aí, vem em nosso socorro o "novo", a "nova possibilidade"...(quase sempre em meio à “manteiga derretida”), aí recomeçamos. Solução? Compreender mais, ser mais generoso, mais longânime, presente e...competente? Pasme: -"competência conta?" - Lógico digo eu. Mas disso não posso falar agora, é o segredo do negócio, de um trem que vem, vai e vem, mas não para na estação. Nessa não!
bjbj abcs, depois tc mais e, te amo e mais!
Zemh Em 20 Julho 2011
Ensaio existencial sobre o amar. Auto-biográfico, realista, existencial e até animista, minimalista, concretista e virtualista...Onde: - Gostar é opção. Já o amor é opinião. É um tônus, uma verve, um estro que se adota por fusão à uma idéia que não é imagem e sim princípio...
Nossa, reflexivo e complexo esse texto.
Mas concordo que só a amor não basta ele nasce mas não se alimenta sozinho. É preciso um caminhar de comum acordo mas isso nos dias atuais, quando a sociedade exige muito dos seres humanos, é cada vez mais dificil.E então, ao mesmo tempo que o amor constroi ele destroi e causa sofrimento e dor. bjs
Que ótimo que o texto tenha chamado sua atenção amiga. Quando vc diz que " é preciso um caminhar de comum acordo...", entendo que se refere à um elemento fundamental, que é o contrato...Simone e Sartre o tinham, segundo escritos, "implícito", ele não fora declarado. Entendo que ele ddeve ser explicitado. É o fundamento. Queremos lógo, nos doamos e fazemos...isso é uma escolha,que gera ocupação onde se precisa atenção, continuidade, doação...Amor não é 'namorar", por exemplo. Vai além do coração...Obrigado. Zemh.
Zemh Teixeira · Belo Horizonte, MG 22/7/2011 11:25Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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