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Pueris Ludus

Spírito Santo
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1
Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ
9/9/2008 · 164 · 23
 

(Instruções de jogo para meninos)

1
Eu mesmo me caço
me apeno
2
eu mesmo rígido júri
me condeno
3
me enlaço
me algemo

4
Mas é mágico o laço

Da forca trançada
a laçada desfaço
e escapo.
5
Fácil, fácil:
o laço
eu mesmo desembaraço

-------------

6
Cadafalso
parafuso confuso
no furo fundo sem fim
de nada a se fazer
de mim
7
Cada vez mais
fundo nada a se fazer
por mim

----------

8
Mas é mágico o laço:
9
Da porta trancada
sem mais nem menos
eu mesmo posso
10
fazer o meu desapego
11
o meu desapeno
12
Fácil, fácil:
o braço
desembaraço
e com um aceno
me descondeno

Spírito Santo

Set 2008

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Spírito Santo
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Ilhandarilha
 

Pô, Spírito, que coisa mais linda! Esse seu celular é mesmo inspirador! fotos e texto se completam lindamente.

Ilhandarilha · Vitória, ES 6/9/2008 23:30
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Spírito Santo
 

E viu o olhar de esperteza dos carinhas? Cheios de moral me dando me ensinando o truque. O menorzinho, que fica de cobaia para o outro, ao final da aula que me deram fez questão de frisar:

- "Foi eu que ensinei tudo a ele, viu, tio".

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 7/9/2008 08:56
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Saramar
 

À delícia da brincadeira, juntam-se estes versos perfeitos, música de brincar e de pensar.

Gostei muito.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 7/9/2008 20:12
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Ilhandarilha
 

Perguntinha de ignorante: pueris ludus poderia ser traduzido como brincadeiras infantis ou seria infância lúdica?

Ilhandarilha · Vitória, ES 8/9/2008 11:22
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Spírito Santo
 

Você sabia?
Recorrencias ou redundancias óbvias (até que um latinista me corrija) : Lúdico vem de 'ludus' (que é relativo à brinquedo, brincadeira -e jogo também- ) e 'pueris' é relativo à criança e, por extensão, infância. O mais curioso é que 'arte' em geral, na maioria das línguas tem a ver como este 'ludus' aí (como 'jogo', 'jogar'). Em alemão, por exemplo, musico é 'musikspieler ('spiel' é o mesmo que 'ludus')

Você sabia?

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 8/9/2008 12:30
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Compulsão Diária
 

Brincar se aprende brincando com as crianças.
Com Spírito aprendo seguindo o aprendizado.
saudades
beijo
CD

Compulsão Diária · São Paulo, SP 9/9/2008 02:49
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O NOVO POETA.(W.Marques).
 

muito bom.votado.

O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 9/9/2008 12:05
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Adroaldo Bauer
 

Brinquedo de prender
e mandar soltar
nem precisa de juiz,
só de juízo próprio.
apropriado habeas corpus
esse teu capriichado
pueris ludus,
Spirito

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 9/9/2008 17:03
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joe_brazuca
 

Pueril !...e profundo, "comme il faut"...
Igual a vida...sem tramelas, tudo se pode....com elas, só desafio, mas se pode igual...
"ludus vivendi, pueris operandi"...né ?...rs
bom !...pra la de...
abs
p.s....manda um beijo e um beliscão nas buchechas de cada um dos dois sapecas ai...profesores de esgrima !...rs

joe_brazuca · São Paulo, SP 9/9/2008 17:25
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Ize
 

Oi Spirito, que beleza esse texto que traduz poeticamente as imagens (nem sempre uma imagem diz mais do mil palavras...). Impressionante como as crianças subvertem o sentido que conferimos ao termo infantil. Remetendo a perguntinha nada ignorante da Ilha, que me levou a pensar bastante, eu diria que seu Pueris Ludus poderia significar Infância da Cultura Lúdica. Desse modo, o Pueris Ludus passaria a ser um tempo que nós adultos deveríamos revisitar para jamais esquecermos de ser subversivos.
Bjs
Ize
Sabe o que acabei de pensar relendo o poema? Que se ele viesse sem as imagens, ele contemplaria o adulto (Instruções de jogo para o menino que mora no homem). Não repara não, é que acho que estou precisando revisitar a menina que mora em mim.

Ize · Rio de Janeiro, RJ 13/9/2008 00:19
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Spírito Santo
 

Ize,
Revisite a sua menina pois. Faço isto toda semana por honra e graça daqueles meninos. Como eles já sabem que existe um monte de coisas que eu não sei (ou esqueci) e quero (re) aprender, a gente faz trocas emocionantes, como esta. Já havia registrado aquelas da 'cama de gato'. Tem umas 'puladas de corda' bem complexas para fazer com as meninas (tenho poucas meninas na turma agora), tem uma coisas de pipa, de 'polícia-e-ladrão' (que a ignorância dos professores atuais reprime, como se os meninos fossem virar bandidos só de brincar assim).
Dava para montar uma faculdade de 'Pueris ludus', com uma cachoeira de teses de doutourado.

Bjs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 13/9/2008 11:03
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Adroaldo Bauer
 

Spirito,
sobre isso: Dava para montar uma faculdade de 'Pueris ludus', com uma cachoeira de teses de doutourado...
É só seguir a pista de minha muito amiga Ana Marta Goelzer Meira que swe dedidica há muito ao temana academia a partir da ação direta com crianças de rua no Parque da Redenção, recuperando a memória de brinquedos, veja só, socializantes, em que as crianças parrticipam em grupos, não apenas tecnológicos, ou plásticos promotores do encerramento em quatro paredes di tipo eletrônicos...
em parte do currículo, ela mesma diz:

Possui graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1985) e mestrado em Psicologia Social e Institucional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2004) com a pesquisa A cultura do brincar - A Infância contemporânea, o brincar e a cultura no espaço da cidade, na linha de pesquisa Subjetividades contemporâneas, discursos e sintomas sociais, com orientação de Edson Sousa. Doutoranda em Educação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na linha de pesquisa Educação: Arte Linguagem Tecnologia, com orientação de Analice Dutra Pillar, desde março de 2006, com a pesquisa Olhares das crianças sobre a cidade de Porto Alegre. Infância contemporãnea, arte, psicanálise e educação. Faz parte do GEARTE/PPGEDU/UFRGS - Grupo de Pesquisa em Educação e Arte. Coordena o Espaço Criativo Cidade das Crianças, dirigido a crianças de 4 a 11 anos, buscando realizar atividades lúdicas e artísticas tendo como eixo os olhares das crianças sobre a cidade de Porto Alegre, realizado semanalmente no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 13/9/2008 13:25
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Spírito Santo
 

Adro de Deus! Caraca!

O que me surpreende nas janelas (mesmos as mais minúsculas como estas fotografiazinhas) é que sempre que se abre - umazinha que seja - sempre se descortina um imenso mundo inteiro de coisas feitas e/ou por fazer.

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 13/9/2008 14:06
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Ize
 

Incrível Adro essa pista que vc mandou pro Spírito e que eu já peguei pra mim. Os estudos que pensam a cultura da infância são relativamente recentes e estão ligados a um campo do conhecimento tb recentemente constituído, a Sociologia da Infância. A UFRGS é um polo importante de irradiação desses estudos, cujo objetivo básico é descobrir como as crianças negociam, compartilham e criam culturas com os adultos e com seus pares. Isso significa negar o conceito de criança como
receptáculo passivo das doutrinas dos adultos que continua inspirando as ações educacionais dentro e fora da escola. O que se tem descoberto é que, contrariamente aos pressupostos pedagógicos inaugurados com a modernidade, o brincar não é uma atividade própria da condição imatura da criança, que é superada com a chegada dos sisos ("muito riso, pouco siso"), mas é uma ação que supõe a produção de uma cultura da imaginação, da invenção, da subversão da linguagem. Por isso, a infância vem sendo entendida não mais na perspectiva do "infans" (aquele que não fala), mas como origem instauradora da capacidade do homem se reinventar. Daí a necessidade de revisitarmos constantemente a infância (a nossa própria e a do outro).
Vcs devem estar pensando que de nada adiantam esses estudos se na prática tudo continua como "dantes no quartel de Abrantes" e eu já me antecipo na resposta, dizendo que, se a condição da criança, especialmente dessa que o Spírito retrata em suas fotos e textos, é ignominiosa, já há iniciativas no âmbito da educação infantil que vêm sendo marcadas por essa perspectiva, como se vê nas discussões do Fóruns de Educação Infantil que reúnem mensalmente os profissionais dos municípios de vários Estados brasileiros. Se a coisa ainda está muito longe do ideal, é bom vislumbrar uma luz no fim do túnel. E se uma das atitudes da criança que o adulto considera como infantil é a repetição, cabe lembrar Manoel de Barros, poeta que faz da infância tempo de plenitude, quando diz: "Repetir, repetir, repetir...até fazer diferente".
Desculpe a extensão do comentário, mas como essa é a minha seara, não consigo ser parcimoniosa.
Bjs
Ize

Ize · Rio de Janeiro, RJ 13/9/2008 17:19
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Spírito Santo
 

Ize,

Se eu criança fosse, mesmo, de verdade ainda, acerca da repetição renitente dos tais sabidamente errados 'pressupostos pedagógicos inaugurados com a modernidade' (que, sendo erros cabais, não deveriam fazer parte das 'repetições' aludidas pelo Manoel), diria:

_" É, tia, mas, também não é"

É que eu acho que, embora sejam luzes sim, estes fóruns, as vezes, infelizmente, tornam mesmo é o túnel cada vez mais comprido; tanto que tem muita criança que 'adultece' antes, muito longe ainda de enxergar de perto a tal luz e não conseguem mais repetir nada, nada fazer diferente.
Devíamos convidar as crianças para estes foruns, não é não?

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 13/9/2008 19:32
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Ize
 

O convite para as crianças participarem dos fóruns, no caso aqui do Estado do Rio, não seria viável pq as professoras viajam de mto longe para se reunirem e voltarem no mesmo dia para seus municípios. Mas entendi o que vc quis dizer: sem ouvir as crianças não dá para discutir e deliberar sobre seus destinos. Entretanto, este é justamente o diferencial dos estudos que citei (desenvolvidos inclusive pela amiga do Adro - a que abriu uma janelinha para um mundo de coisas feitas ou a fazer, como vc disse). Hoje não se pesquisa mais sobre a criança, mas com a criança, entendendo-a como interlocutora e não como objeto. Se a repetição à exaustão dos inadequados pressupostos pedagógicos inaugurados com a modernidade é um fato inegável, também é fato que as professoras não podem ser responsabilizadas por eles. Na ausência de uma luz que venha de cima e se constitua como diretriz, ao invés de cruzar os braços e esperar (quem sabe nas eleições de 2012?), o jeito é "repetir, repetir, repetir..até fazer diferente". Nós conhecemos bem (vc mais do que eu) essas crianças que adultecem precocemente sem sequer vislumbrar a luz no fim do túnel. O que não nos isenta de buscar saídas para as que vêm depois delas. É o que os Fóruns vêm fazendo à custa do imenso sacrífício de profissionais das creches e das pré-escolas que mudam sim suas práticas a partir dos debates e trocas de experiências. Vc devia frequentar o Fórum pra ver o que ocorre lá. Sabe Spírito, eu não tenho um pingo de ingenuidade em relação à calamidade que é a Educação Infantil no nosso Estado. Nas creches que atendem às crianças de menos de 4 anos (que sairam recentemente da responsabilidade da SMDS e foram incorporadas à SME), canso de ver as menininhas e os menininhos sentados nas mesas copiando letras e fazendo exercícios de prontidão a tarde inteira qdo deveriam estar brincando e "fazendo arte".Que é o que fazem as crianças de classe média e alta nas boas escolas particulares. No entanto, já ultrapassei aquela coisa pessimista e paralisante de achar que a escola pública é reprodutora da estrutura de classes. Ou melhor: "É, tio, mas também não é" . Porque dentro dela estão as crianças, os professores e as equipes técnico-pedagógicas e os pesquisadores que botam o inexorável pra rebolar. Vc está certo qdo diz que a coisa não acontece no ritmo necessário. E eu digo que pra rebolar como manda o figurino a gente teria que contar com políticas públicas comprometidas com os direitos das crianças à educação de qualidade (e não estou nem falando do atendimento nas instituições ligadas à Secretaria de Promoção Social que aí a situação é de calamidade). Vc espera que isso venha a ocorrer nos próximos anos? Pois então, o jeito é ir rebolando canhestramente...repetindo, repetindo, repetindo...até fazer diferente.
Precisamos conversar sobre isso pra eu não ficar (sempre que comento um texto seu) com a sensação de que a saída está na minha frente sem que eu a enxergue.
Abs

Ize · Rio de Janeiro, RJ 14/9/2008 00:53
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Adroaldo Bauer
 

A saída é ainda à frente e à esquerda, mesmo que necessário seja, de quando em vez, recuar um passo, dois ou três, devagar para não parecer covardia, célere para não aparentar provocação, que pistola contra canhão, tem jeito não.
Estar imerso na realidade e dela emergir, resulta tão somente de diálogo em espaço democrático, pelo que se conscientiza o grupo de todos, não apenas os cabeças de lista.
O problema maior vem é depois, quando na dança das cadeiras, resta um grupo inteiro e uma só cadeira pra sentar.
Esse problema de educar, conscientizar, com todos, leva à discussão do poder... para tudo.
Se lá, no fim do túnel, que haverá de haver Spírito, houver luz ou outro túnel, Ize, dependerá de como todos estão andando no túnel.
Se de braços dados e cantando ou se passsando uns por sobre os outros, pisando nas cabeças dos outros mesmo, ainda que erguendo justas bandeiras e segurando flores.
É assim na vida... ainda.
Que bom que já se incorporem as crianças nas pesquisações, só resta não jogarem mais o velhos montanha abaixo como carga demasiado pesada na jornada.
Retomaríamos os primórdios da jornada humana, em que as circunstâncias a todos constrangiam e, portanto, eram todos essenciais à sobrevivência do grupo.
Hoje, quando as facilidades e possibilidades já protegem alguns, têm-se outras almas como descartáveis e os grupos sobreviventes cada vez menores em relaçao ao todo... e muito bem armados... do que constitui o poder de se manter, se erguer ou se perpetuar, agora sem algemas, conforme suprema decisão.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 14/9/2008 11:20
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Spírito Santo
 

A mais coisa mais gratificante nesta história toda (aí já me remetendo a este forum aqui), é a fantástica possibilidade q

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 14/9/2008 13:29
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Spírito Santo
 

(saiu antes de concluir)
...é a fantástica possibilidade de nos tocarmos assim (nós,os que se importam com isto, pelo menos) tão francamente e ir retirando deste simples ensejo destes retratinhos de meninos, tantas congruências e convergências.
Claro que a saída não está à nossa frente. O mal, neste como nos outros casos, é muito complexo, meticulosamente enraizado e muito bem urdido para a fragilidade evidente e quixotesca de nossa simples vontade de mudar.
'Repetir, repetir' sempre, como aconselha o Manoel, é uma das poucas alternativas que nos restam, mas, me referia acima ao fato de que, dada a emergência de alguns problemas que nos assolam, não temos mais muito tempo mais para ficar repetindo tudo, há que se ter uma certa seletividade, avaliar o que, definitivamente, não pode mais ser protelado ou repetido, como, por exemplo, não 'repetir, repetir' erros sabidamente cabais (os que, recorrentemente, se debatem nestes foruns, guardada a sua indiscutível pertinência). Já sabemos de quase tudo que é necessário para resolver a questão (que, nem é tão difícil de resolver assim). Os métodos, as estratégias, as maneiras de se, efetivamente, transformar as coisas ruins em melhores coisas, precisa ser avaliada por alguém, senão, de que valeria 'repetir, repetir' se não fosse para, em determinado tempo, mudar, revolucionar. Seriam estas - as usuais - formas eficientes para concretizar a mudança? Vontade política, seria a questão, mas, vontade política de quem? Apenas das 'autoridades' ou deveríamos nos empenhar também, um pouco mais, pessoalmente (assumir um veemente 'basta', por exemplo)?
Claro que não somos as instituições (e não precisamos assumir-lhes os erros como se nossos fossem). Humanos que somos, nossos erros individuais, quando houverem, com toda certeza cairão no saco das boas intenções do Manoel, quando nos sugeriu 'repetir, repetir'. Mas há (pelo menos eu entendo que aja) uma certa parcela de impertinência flagrante em nossas maneiras - de nós todos- de lidar com o problema, como se apenas a consciência dele nos bastasse, como se fosse suficiente apenas debatê-los, afirmar conhecê-los, manifestando a nossa, as vezes, comedida indignação, para depois lavar as mãos.
Ocorre que, o dever de avaliar o desempenho e a pertinência das instituições, as quais confiamos a solução de problemas emergentes como este (o sugerido nesta conversa), é também individual. Nosso dever, suponho, é este mesmo ao qual nos dedicamos, francamente, aqui: Debater, revolver, remexer o tacho de nossas mágoas e insatisfações sociais, cada um a seu jeito, para que o 'repetir, repetir' resulte não só em algo apenas diferente mas, também, muito melhor.
A solução não está diante de nós, mas, com certeza, o nosso empenho, individual, em encontrá-la não está sendo o suficiente.
Em última instancia, quem autoriza a ineficência histórica de nossas falidas instituições somos nós.
Temos que conversar muito sobre isto sim, pois é isto que nos humaniza e aproxima. O que nos justifica e legitima os nossos afagos.

Abs e Bjs fraternos

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 14/9/2008 14:18
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Marcos Pontes
 

A CD já havia me falado muito do seu trabalho e eu, indolente, ainda não havia aparecido para ler. Você brinca com as palavras como se elas fossem o botão do joguinho de futebol ou o cordão das brincadeiras de laçada. Fiquei deveras encantado.

Marcos Pontes · Eunápolis, BA 22/9/2008 23:33
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Spírito Santo
 

Marcos,

Brigadão. Eu também já tive oportunidade de me encantar com o teu trabalho. Principalmente a dobradinha com a CD.

Grande abraço

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 23/9/2008 07:24
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seesaw
 

Que maravilha Spírito! Mais que gostei. :*

seesaw · Rio de Janeiro, RJ 11/10/2008 19:14
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Spírito Santo
 

Seesaw,

Agradecidus totalis.

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 11/10/2008 23:22
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