Embora exista a rede de computadores, que é um veículo de comunicação em tempo real, importantíssimo e abrangente. A maneira com que os usuários a utilizam, é egocêntrica e não são em prol do interesse coletivo. Serve apenas para expressar idéias e interesses de corporações, ou de grupos dentro de uma comunidade, que são legitimados através de quarenta votos, como acontece no overmundo, ou de outra forma qualquer, tão pouco abrangente quanto. Em resumo, a alta tecnologia não é um fator de desenvolvimento da espécie humana e brasileira. Talvez, se os usuários tivessem mais conhecimento, cultura e sensibilidade, saberiam que noventa por cento das idéias, que são expostas na rede de computadores, é pura besteira e blá, blá, blá. E deixariam o ego de lado, para se envolver com questões mais importantes e determinantes da forma que estamos supostos a viver o presente. Como as causas e os causadores do baixo desenvolvimento humano no Brasil, da propagação dos vírus corrupção e violência na sociedade brasileira, da falência do poder judiciário e do Legislativo, das devastações do cerrado e da Amazônia. Ou a respeito de outras questões, que influenciarão de forma negativa, o futuro deste país, portanto a vida de todos brasileiros. Como por exemplo, a quem interessa a idéia de transposição do rio São Francisco, a construção de mais usinas nucleares no Brasil e a entrada do Brasil na ALCA. Toda comunidade tem a cara dos seus membros, assim como todo país tem a cara do seu povo. Na América do Norte e na Europa, embora exista o equilíbrio social e são considerados desenvolvidos, há pessoas jovens e estudantes que lutam, brigam para que sejam mantidas ou melhoradas as condições sociais. E no Brasil, embora estejamos numa grande desorganização social, tenhamos uma desigualdade social vergonhosa, não haja se quer o direito de ir e vir sem correr risco vida. E onde muitos estão morrendo, nesta guerra urbana e estúpida, sem o objetivo de vencer; os psicopatas aterrorizam cidadãos nas vias urbanas e fazem rebeliões em presídios. Apenas os abandonados pelo poder público, os miseráveis e pobres, alem dos sem terras, lutam, brigam para ter uma vida menos indigna. Enquanto os usuários brasileiros, da rede de computadores, omissos e aparentando estar vivendo em outro país, apenas expõem as suas idéias sem conteúdo e blá, blá, blá. Demonstrando que não tem sensibilidade social, ou capacidade de mobilização, em prol de um bem comum. Se a maioria quer ter a cara de subdesenvolvido e que vivamos num inferno ao invés de num paraíso tropical. E aceita passivamente por uma questão democrática, esta desorganização social, imposta por uma minoria de incompetentes e sem espírito público. Então, vamos dar vivas ao sub-desenvolvimento, a sociopatia e a psicopatia. E salve si, se puder!
Quero discutir respeitosamente com vc, porque, a meu juízo, sua indignação é justa em grande medida. O sentido do coletivo na sociedade está apenas nascendo; predominam ainda, infelizmente, os traços de uma experiência autoritária secular. Não vou me alongar. Acho que disse o suficiente para que vc entenda até onde vai o meu "de acordo". Contudo, não comungo da sua compreensão isolacionista da internet. Vejo, pelo contrário, que a rede é um espaço de difusão de idéias e que já não se pode pensar o "social" sem considerar a capilaridade da internet (para o bem e para o mal, com e sem maniqueísmo). Aqui, no reino virtual, há trincheiras onde se luta por ideais semelhantes aos seus. Olhe a sua volta. Repare em diversos "posts" aqui mesmo no overmundo, denunciando as mesmas mazelas que vc denuncia. Por fim, não cobre dos poetas que façam coquetéis molotov (a maioria seria um desastre como guerrilheiro). A arte cumpre o seu papel, historicamente, e é inconformista por natureza. É um prazer dialogar com vc. Um abraço
Haragano · Brasília, DF 6/3/2007 21:03
Não proponho partir já, para o coquitel molotovi. Para iniciar um sentimento coletivo de mobilização, pode e deve ser através das palavras e utilizando a rede. Pode imaginar qual é o impacto de milhares de e-mail, na caixa de correio, de qualquer parlamentar ou de um representante do poder judiciário. Tendo uma parte da sociedade mobilizada através da Interneta seria muito bom. Caso não solucionasse, creio que a sociedade deveria exigir fisicamente, além da forma virtual. Caso com estes dois, não se obtenha resultado. è melhor incluir mais instrumentos, a começar pela pedra, depois páu, a seguir coquitel molotovi, etc...
Mande, discrimine por favor, a localização de algumas trinheiras destas questões referencidas.
Abraços
Como este do CSTUR é um texto que eu já li muito no milênio passado, e esta indignação nada tem de juvenil, posto que antiga como aquela senhora que inventou o prostíbulo para explorar meninas na mais antiga das profissões, deixo para contribuir com do ebate um texto meu também já pronto e não muito recente, ainda que atual.
Também pondero que processos de ação coletiva são conquistados em movimentos de conscientização (e por adesão solidária) não pela necessidade ou discurso de guia genial:
13 Novembro, 2006
A Exigência Social
No finzinho do milênio passado, os de esquerda escrevemos juntos no Brasil uma contribuição importante ao pensamento socialista do planeta: "Será estatal e público o que for socialmente exigido".
Não se apresse, mastigue as palavras, cada uma delas tem um conceito.
Será: programa.
Estatal: o que é propriedade e tem direção política do aparelho de governo.
Público: por óbvio, o que não é particular, privado.
O que for: uma diretriz condicionante que se impõe do passado ao futuro.
Socialmente: de modo coletivo, não particular ou de pequenos grupos.
Exigido: o que se impõe nas circunstâncias e na correlação de forças políticas de uma determinada sociedade.
O conceito combateu a degeneração do Estado implementada por Stalin na URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), preservou a forma popular em que as conquistas da Revolução Bolchevique de Outubro de 1917 se deram: os sovietes articulados em ação popular de poder político.
E não se rendeu ao autonomismo, ao basismo, seja lá que nome queiram dar ao espontaneísmo na ação política em uma sociedade qualquer.
Embora tenha resultado de elaboração coletiva decidida por maioria e representasse um salto teórico de relevância histórica, o milênio findou sem que o conceito tenha sido experimentado às ganhas (na vera, diriam outros).
A ação concreta não verificou sua validade.
No entanto, continua válido a meu ver.
E carente de experimentação por forças políticas que se transformem em ferrramentas dirigentes da ação de massas.
Se a tarefa dos lutadores sociais é aumentar o grau de consciência do povo, se exigência não é mera reivindicação ou protesto, o patamar a ser ultrapassado requer conscientização.
E isto, pessoas queridas, se conquista com muito trabalho e paciência junto aos interessados em elevar o protesto e a chiadeira aos degraus da organização coletiva para a ação consciente.
Ah! Uma lembrança que quase me escapa: é essencial que a ação se dê articulada em todo o território e não dispense as ferramentas e os instrumentos de auto-defesa, sejam eles de propaganda e agitação, sejam os utensílios capazes de conter a sanha da força a ser removida para que se instale o exigido.
Recordemos que a física ensina sobre a imposibilidade de dois corpos ocuparem o mesmo lugar no espaço.
Idéias que têm força de permanência são mais sólidas que os corpos físicos, que se desmancham no ar.
Postado por Adroaldo Bauer em coisaegente.blogspot.com
As suas idéias são extremamente confusas. A começar pelo fato que não se trata de polarização, ou posicionamento por alguma ideologia. E sim na possibilidade de viver em melhores condições, não sentir vergonha por ser brasileiro e viver num país subdesenvolvido, dominado pela mediocridade, violência e corrupção. Simplesmente pela omissão de grande parte da população. Quem gosta da escuridão são os psicopatas, sociopatas corruptos! Você tanto conhece este discurso desde o século passado, quanto acha que somente as idéias que tem força permanecem, deve ser por isto que estamos vivendo esta guerra mediocre sem o objetivo de vencer. Por que foram as ideias consistentes que fizeram com que o país chegasse a esta mediocre situação! As suass ideias são tão solidase, tanto quanto quanto a sua confunsão citando a lei de Newton sobre a imposibilidade de dois corpos ocuparem o mesmo lugar no espaço. Para exemplificar ideias. Primeiro porque idéias não são corpos físicos, portanto podem ocupar o mesmo lugar, o overmundo. Devo lembras que estamos em um sistema digital, portanto a lei física que foi citada nem caberia. Aonde esta a parte fisica, no seu monitor, por alguns intantes. Segundo o que garande a democracia é a pluralidade de ideias. E a luta por um objetivo comum, ou seja, pela possibilidade de uma vida melhor do que esta que estamos vivendo. E não a unanimudade realizada por omissos, que faz que sigamos como subdesenvolvidos, cidadãos de terceira categoria.
CStur · Rio de Janeiro, RJ 17/3/2007 20:35
Desfazendo confusões:
Caro CStur,
Um bom debate por escrito respeita o escrito, não o que se adivinhe que pense o escriba.
Dizes que minhas idéias são confusas e argumentas que o espaço virtual, sendo novo, não poderia ser checado pela lei da impenetrabilidade.
Continuo afirmando que o que se faça pelo país (ou por qualquer estado nacional) se deva fazer para todo o território, sob pena de viver a cidadela libertada sob cerco até a míngua.
Se o território a libertar - para promover nele a felicidade que almejamos - é apenas o virtual, não necessita atrolhar caixas de correspondência eletrônica com milhões de emails.
Primeiro, porque elas são protegidas contra spans e você vai é atrolhar o seu correio eletrônico ed perder tempo arregimentando listas e interessados numa ação inócua.
Segundo, se não forem protegidas, podem ser trocadas em instantes para uma outra identidade, sem abalo maior que cócegas em qualquer autoridade, regime ou sistema.
Terceiro, que uma ação uqe não altera a circunstância ecônomica, anel de ferro a reproduzir relações sociais, não vai alterar em profundidade coisa alguma.
Enfim, como nos diz o Millôr Fernandes: livre pensar é só pensar.
Creio que nos devamos dedicar em Overmundo às criações no campo da Cultura, em que o espaço a libertar da ideologia ou ideologias dominantes é o da consciência das pessoas, em que as armas são a inteligência e a invenção e o combate se trava sem mortos e com abertura de espíritos.
Tenha saúde e força para a luta. Que as musas e os musos nos protejam sob as benção de Tutatis e Belisama.
Frequentemente, o Estado se torna parte do problema", diz o relatório. Os Estados da Federação seriam lenientes com a impunidade e o envolvimento de autoridades e agentes públicos em graves violações de direitos humanos.
Isto é subsedenvolvomento, faz muito bem para a espécie humana! È uma questão de escolha!
CStur,
(Estou lendo você, cara!)
Sinceramente. É muito válido o que você quer dizer. Só acho que é preciso fazer como o esquartejador: Ir por partes. Dá pra você fazer dezenas de posts só com este que está aqui. Fecho com o Haragano lá em cima e paso para ler o teu post seguinte.
Fui.
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