Poema de Flávio Barreto leite ao filho Gabriel
Quando se é ainda moço
passa-se os olhos
sem ver;
Se tem as coisas
sem ter;
Se ama sem saber
da chama
que é luz e calor
do amor;
Se anda muito apressado,
sem tempo
de olhar pro lado
ou erguer o olhar
pro alto
e ver a flor,
ver a lua,
e o céu bordado de estrelas.
Passa-se a vida
sem vê-las
quando ainda se é moço.
Mastiga-se até as pedras
como se doce fosse,
ou filé,
sem sentir
que a vida é carne
mas não raras vezes
é osso
duro um tanto
de se roer.
Pois quando ainda
se é moço,
mesmo se estando,
quase nem se está
aí...
Não se sabe,
por apressado,
do amargor triste,
salgado
que tem no pranto
ao sofrer,
que tem na dor
ao sentir.
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solidão é fera.
A nossa companhia
quando desepera
nos deixa doentia
espera pelo não
é sempre bom
aguardar pelo sim
ainda que pelo
talvez provável
não se confirme.
A esperança morre
apenas quando
a deixamos ir-se.
Esperar no amanhã
é poder viver agora
sempre, cada dia.
Apenas por curiosidade, vou registrar aqui par fazer um comentário em breve.
33866 perfis. estado: todos nomes iniciados. com: qualquer letra
21 anos...
Ah se eu tivesse lido algo assim
Super pai, super poema...
Sentido da existencia...bjus
e fica a sensação do qto eramos felizes e nao sabiamos, né mesmo?
a d o r e i. mto.
bjsssssss;)
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