Se não mais me gostas, diz-me que me amas por quê?
Visita-me, dá presença e presentes,
até paga conta há muito vencida... mais de ano
E dizem-me que até fala mal de mim às costas,
desdiz de nós, das coisas nossas,
que penso estavam bem e boas
juntas ou separadas fossem elas
Engano meu, ledo engano diriam
É como se não mais a tivesse próximo,
fosses outra quem se aproximava...
Não a tive, mas fingias, devia, pois parecia
Eras o amor da vida inteira para mim
E acabou-se já a vida, tão assim breve,
pouco íntegra, em meio ao mar de dor
mas juro que vivia, era quem era.
Viajava, se banhava nua, pendurava a conta,
Era até amiga, parecia,
fevereiro voava, fervia março,
era santa, parecia,
o ano inteiro.
Fui desacompanhado ao nosso enterro.
Adroaldo,
"Fui desacompanhado ao nosso enterrro. "
Não estavas só pois ela estava caminhando de mãos dadas com sua alma.
Abraços
"Se não mais me gostas, diz-me que me amas por quê?" Essa pergunta é por demais verdadeira. Se o amor acabou, porque chamar de "meu bem". Que Bem? Se tudo acabou!!!
Perfeito Adroaldo!
adorei seu trabalho amigo.votado.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 1/2/2009 09:36
"Se não mais me gostas, diz-me que me amas por quê?"
As vezes se ama de uma maneira que não é a que o outro deseja
amamos por amizade,por companheirismo
amamos sem paixão,mas nao deixa de ser amor...
Um beijo e publicado
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