QUANDO AMAR FOI QUASE A MORTE
vem de lá que vou de cá
e assim combina.
vem de lá de clavina
que vou de carabina.
se é para amar-te,
coisa feia, linduxa,
se tu vens de garrucha
aqui vou de bacamarte.
se é prá resolver,
nem pensar que é no revólver.
se aí me chama, aí me esfola,
de outra vez, só na pistola.
guarda agora a espingarda
que a arma aqui é mais sutil.
vai querer me pegar no trabuco
vou te pegar no fuzil.
querer me chamar de maluco
só, e só porque te amo,
é o mesmo que dar o bote,
já armei o clavinote.
oh! como te amo!...
foi por isso só que te chamei
e que te chamo...que te chamo
- minha Ermengarda!...
´
No dia dos namorados e no bom-humor de uma briga de amor.
Espero ansiosa a votação querido poeta!Parabéns!!!Beijos.
nina araújo · Rio de Janeiro, RJ 12/6/2008 20:24
Obrigado, Nina.
Namorado briga por tudo, né? até por coisa boba. rs.
E a briga feia tem mais carabina e clavinote que a guerra do Paraguai, só que não dá em nada. rs.
Agora mesmo estava brigando com esse sistema e desisti. "A flor e a leve borboleta" não quer chegar para o tamanho das outras duas. E aqui prá mim os arquivos são iguai.
bjs.
rsrsrsr beleza amigo, grande criatividade...emengarda, uma imenda de espingarda. Me lembrou uma exposicao de armamentos que aconteceu em Roanole Virginia. Voce podia comprar ate Bazuka. Foi de la que compraram armas pro ataque que aconteceu em Virginia Tech...
victorvapf · Belo Horizonte, MG 12/6/2008 21:21
Aguardando votação. Aplausos de Pé.
Airton
estrela-RS
Marco Bastos...meu querido amigo das imagens poéticas e dos versos declaradamente nordestinho. Eita menino, gostei demais desta tua canção de namorados. Tua poesia é essencial e que todas ouçam desde já esta canção de amor bem nordestino, um ´poema-canção bem arretado e disso dou testemunho: teu poema é cheio de vida porque mistura jeitosamente briga de amor e humor. Parabens! Bjos.
graça grauna · Recife, PE 12/6/2008 22:39
CORRIGINDO:
...versos declaradamente nordestinos....
Me fez lembrar de duas coisas:
I:
__Arrufos de namorado__
“Incrivelmente” é o nome de um doce de um antigo caderno de receitas da minha mãe, como sempre curiosa um dia me pus a investigar do que se tratava achei no “Aurélio”: _Ressentimento passageiro entre pessoas que se querem bem_ não entendi por que colocaram esse nome no doce mais tudo bem.
II:
Um causo que um amigo de meus pais conta sobre os antigos namoros de gente muito simples de lá do sertão da Bahia. Onde a noiva praticamente via o noivo somente no dia do dito casório (isso quando ela muito esperta não o espiava pelas frestas de alguma parede ou janela). Era assim. Ele a olhava e muito sem jeito, sem saber o que dizer, romanticamente passava a mão no cinto tirava um canivete e dizia em tom de brincadeira
__Óia que eu te furo o zóio!
E ela muito acostumada ao romantismo dele, docemente respondia
__Vem que eu te capo!!!
Ahahahahahah.... só rindo...Seu Joaquim garante que isso se “asucedia” mesmo...ahahah
Eh romantismo! Prova que seu _” QUANDO AMAR FOI QUASE A MORTE” em algum lugar desse mundão deve se “asuceder”... ahahah
Ah! Deu dó de ver aquele zóim verde chorando... (lindo casal, são fragmentos de uma só obra?)
beijos
Marco,
suas telas são lindas!
nordestino retirante e justiceiro no amor, rs
volto
beijinhos
Claudia Almeida
Ainda bem que eu não fui nessa tal de Roanole Virgínia, Victor. Já pensou se com o sangue quente eu dou uma bazucada na Ermengarda - Ia ficar sem bote prá dar rebote. rsrs.
Obrigado.
Abraço.
Obrigado, Graça Graúna. No fundo uma brincadeira, não é? rs. E quanto ao nordestino, parece que há muita influência.
Ótimo final de semana.
beijos.
Então, Cherry, quando a timidez é muita, haja coragem. rsrs. E antigamente deve mesmo ter sido assim. Mas acho que não chegavam às vias de fato. rs. Aqueles casais formados por quem nunca tinha se visto antes tinham mais de uma dúzia de filhos. Na família de minha mãe eram dez irmãos. rs. Em Andradina há um casal que está casado há 48 anos. A menina veio da Síria para se casar e não devia ter 18 anos quando chegou sem saber com quem casaria.
Quanto aos quadros são três quadros independentes contando os tres momentos.
boa noite. obrigado.
beijos.
Viu só, Cláudia? vai ver que é por isso que a Maria Bonita usava aquelas duas cartucheiras cruzadas sobre o peito. rs. e até no Natal, o peru aqui tem papo-amarelo. rs. (papo-amarelo é um rifle de repetição usado no tempo do cangaço. ainda hoje os nossos velhinhos e velhinhas os usam como bengalas. rsrs). Bom que gostou dos quadros.
boa noite. beijos.
obrigado.
Parabéns Marco,
Muito gostoso de ler,
E o final que legal!!!
Meus abços.
Obrigado, Cristiano. É bom brincar um pouco, não é? Mas acho sim o amor uma coisa séria. Só que a baba-de-moça é tão doce, tão doce que se não tiver um pouco de tempero a coisa mela. rs.
abraços e obrigado.
Olha, adorei a briga poética e do humor nos versos.
Vc viu meu Desamorados? Tb brinco.
Marco Bastos · Salvador (BA) ·
Quando amar foi quase a morte
Amar como uma Guerra.
Vai sempre baixas causar.
Vai ser um arraza terra.
fazer perder fazer danar.
Tem de ter outra opção.
um jeito mais prestimoso.
Coisa de cuca e coração.
Um ato todo carinhoso.
De qualquer que seja a forma o
certo mesmo é amar de imensidáo.
A vida é para amar.
Amar muito sempre.
Parabéns.
Muito legal
Seu estilo é divino e Universal.
Adorei.
Abração Amigo.
COMPULSÃO DIÁRIA - vi que brincamos com os humores e os fragmentos. Deixei lá umas palavrinhas. Obrigado por comentar.
bjs.
AZUIR FILHO - sempre é um prazer ler seus comentários. Concordo com suas palavras:
Vai ser um arraza terra.
fazer perder fazer danar.
Tem de ter outra opção.
Na poesia está claro que qualquer que seja a arma e o desaforo, há outra arma para o revide. E o processo prossegue até a última provocação, que no fundo é uma razão fútil que realimentará
as agressões, até que os dois se agarrem rs. dando por acabada a guerra entre eles que se amam. É incrível o quanto as pessoas ficam cegas por palavras emocionalmente ativas.
abraços.
Inda bem q ama...
Se não ja ia ficar preocupada.
Bjs e votos
Parodiando Vinicius de Moraes, Me desculpem os comentarios, mas o voto e' fundamental...
victorvapf · Belo Horizonte, MG 14/6/2008 21:38
Ora ora, Alice. Você por acaso não acreditou nessa briga, não é? rs. Não se preocupe não que aquele agarro que falei quando respondi ao Azuir, vai resolver tudo, embora o mocinho desse bang-bang não concorde em se desfazer da sua pistola. rs.
obrigado. bjs.
Obrigado, Victor. Entre fundamentalistas não há beleza que sempre perdure e nem feiura que um dia se acabe. rs.
ótimo final de semana.
abraços.
A hora do voto!
Estive relendo e acabei me lembrei que também tenho um "Brigando de Amor", já ia quase esquecendo, mas o meu perto do seu é uma "melação" só! Fiz como um exercício e a minha briga saiu cheia de "açúcares”! Já esse teu amor versejado é quase um poema "bélico", um verdadeiro "tapas e beijos"!
Um lindo domingo pra você!
beijos
hehehe, tapas e beijos. rs. porque você não viu o amasso. rs. mas manda prá mim por email, a sua Brigando de Amor, prá eu saber como é uma briga doce desse jeito. rs.
Obrigado pelo voto, Cherry e também prá ti um ótimo domingo.
beijos.
´Voltei Marco,
Aqui em casa minha filha Luisa, riu muito mais uma admiradora de suas telas e poemas, visitamos teu site amamos !
beijinhos
Claudia Almeida
COMPULSÃO DIÁRIA - Obrigado pelo retorno e pelo voto. Lindo domingo prá ti. bjs.
Marco.
CLÁUDIA ALMEIDA - Obrigado pela volta. Pelo cenário você já veio logo à cavalo, não é? É assim mesmo, bang-bang tem que ter mocinho, mocinha, poeirão, muito tiro e galope de cavalo. Quando abri a porta da taberna e tirei de lá a Ermengarda esperneando pendurada no meu ombro com aquele mundão de saias e o aquele chapeuzinho idiota na cabeça, disse prá ela: fica aí dando chilique que a filha de Cláudia tá ali na outra calçada rindo de você!...Isso me valeu uma mordida nas costas, mas tudo bem, nesse dia a cobra estava sem veneno. rsrs.
Ótimo domingo para você e para sua filha.
bjs.
Maravilhoso!
Passo deixando meu carinho e voto.
Legal a Emengarda
Sem espingarda...
Um abraço
EG
WAM NICK - pois bem, esse texto é contra-corrente ao amor pelo lado onde ainda é factível a existência do amor. O amor só não sobrevive à indiferença. Mas mesmo assim, a intenção foi explorar o bom-humor que existe em certas situações inusitadas quando as pessoas se querem bem através, de uma dramatização por hipérboles.
abraços e obrigado pela presença.
CLARA ARRUDA - que bom o seu carinho. E obrigado pelo voto. É gostoso ler que você achou o texto maravilhoso.
beijos.
PEDRO MONTEIRO - Artes aqui pode assumir conotações diferenciadas e há bastante daquela sensação de escrever fazendo "arte", procurando provocar fazendo "teatro" de situações que não apresentam a gravidade do "ao-pé-da-letra". rs.
Quanto aos quadros, em uma parede, os três juntos contam bem essa historinha e formam um conjunto movimentado.
abraços.
EDIMO GINOT - A Ermengarda mesmo sem espingarda é sururú no vatapá. No bafafá, dá tiro de metralhadora e é doce como pimenta-de-cheiro na maniçoba. Chega a dar água-na-boca nos dias de acarajé mas tem dias que é quase um abará. rsrs.
obrigado e uma ótima semana.
abraço.
Marco Bastos · Salvador (BA)
Quando amar foi quase a morte
Estou aqui de volta com meu voto que lhe é demais merecido.
Como sempre parabéns pelos seus trabalhos táo bem feitos.
Abração Amigo.
Rosa chegou a dizer que não há uma mulher que não tenha inspirado um tiro ou uma facada!
raphaelreys · Montes Claros, MG 17/6/2008 08:04
Leve, bem-humorado e gostoso de ler. Adorei.
Parabéns!
Agradeço o seu voto e o comentário Azuir.Algumas coisas que faço procuro levá-las ao ponto máximo que consigo alcançar a ponto de não sossegar enquanto isso não acontece.
um abração.
Raphael.
Felizmente não é tudo que a paixão inspira que alcança a realidade, não é mesmo?
Paixão e loucura são dois estados muito próximos. Não há paixão que seja totalmente boa nem loucura totalmente má. rs.
Bom que tenha gostado, Poeta Jorge Henrique. Há temas mesmo assim - a gente escreve para brincar.
Obrigado.
abraços.
Marco querido,
Estou de volta neste amplo mundo.
Para não perder o costume deixo
um poetrix, beijos e votos.
Regina
AMAR - Regina Lyra
Quando o amar for quase morte
vou na sorte de não encontrar
jogo só de carta.
Olá, Regina, que bom!...
Não perca mesmo o costume de voltar. rs.
pela saudade o duplix.
beijos
Marco.
AMAR - Regina Lyra // HÁ_JÁ MAR - Marco Bastos
Quando o amar for quase morte // nesse mar de sul a sorte
vou na sorte de não encontrar // brisas no amor - velas ao norte,
jogo só de carta. // - meu navio sempre a jogar!...
´
Muito bom, Marco poeta querido.
Beijos,
Regina
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