Quando eu me for

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Roberta Tum · Palmas, TO
6/1/2008 · 93 · 10
 

Quando eu me for deste mundo
vou sorrindo e vou cantando
Portanto não chore...

Vou certa de ter vivido o que quis

Tenha certeza que quando eu me for
nada de pesado levarei na bagagem
Nenhum ressentimento, nenhuma mágoa
nenhum mal de amor

Então não se lamente, porque não houve tempo
de me pedir perdão
Sentimentos duros são inimigos
que certamente não me seguirão

Quando eu me for deste mundo
Vou com a chuva leve no fim de tarde
Vou de branco
no toque suave de um piano
Na paz de uma canção

Então não chorem
Apenas cuidem um pouco mais
deste mundo à beira de um colapso

Pois embora seja muito bom estar
aqui
melhor ainda é voltar para casa

Só peço que nesta hora
cubram bem o tambor
para que ele não soe universo afora
e me busque de volta
num toque mágico

Me deixem ir...faça o favor

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Autoria
Roberta Tum, num momento de recomeço em que é plena a consciência da efemeridade da vida por aqui
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CarlitosSiqueira
 

Uma saída triunfal, porque singela!
Meu sonho de consumo...
Volto pra votar
Abraços

CarlitosSiqueira · Santa Luzia, MG 4/1/2008 15:07
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Carlos ETC
 

Bonito, Roberta!
Mas que os tambores toquem...
Suas palavras têm que ficar um pouco mais! (risos)
Abraço
http://interludios.blogspot.com

Carlos ETC · Salvador, BA 4/1/2008 20:13
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alcanu
 

O que tem começo, tem fim. Maquiavel
A duração breve de nossa vida proíbe-nos de alimentar uma esperança longa. Horácio
O mais perdido de todos os dias é aquele em que não se riu. Chamfort
Sinto saudade de tudo aquilo que não verei. Paulo Bonfim
Seja passado o passado: tome-se outra vereda e pronto. Cervantes
Algumas dores são passíveis de cura. William Shakespeare
Eu tava lendo essas frase e não entendi quando li essa palavra
E F E M E R I D A D E, o qui isso qué dizer ?
Perdoe o Venâncio, ele não fez por mal, Roberta, ele desconhece o que seja isso graças à sua pureza e eu te pergunto:
Consideraria efêmero um orgasmo ?
Efêmero deveria ser a fome, a pobreza e a maldade do ser humano, isso sim, só que não é !
Quando a gente nasce, fruto de um efêmero orgasmo ( ou dois ), liga-se um “taxímetro”, que não garante nenhuma mega-sena acumulada ou uma casa própria, apenas a morte certa, em hora e local não determinado ( graças a Deus ), chama-se isso de VIDA.
Efêmera ou não
é nossa a decisão !
Um beijo, Alcanu

alcanu · São Paulo, SP 4/1/2008 22:21
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Branca Pires
 

Olá Roberta, que bela volta, duplamente.

A volta ao Over, pós dias descansados e a volta para casa (volta final)
Fico com o que o Carlos falou acima, que rufem os tambores, pois será uma volta feliz!
Bonita reflexão sobre a efemeridade da vida.
Abração de boas vindas

Branca Pires · Aracaju, SE 5/1/2008 12:56
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Ramiro Bavier
 

senti-me leve ao ler vc...senti um pouco de saudade ao ver seu poema indo...pra longe de nós...e pra dentro.

abç de carinho menina!

Ramiro

Ramiro Bavier · Palmas, TO 5/1/2008 22:40
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Joana Eleutério
 

Vo(l)tei para reler, saborear. Parabéns, Roberta! Magistral o seu poema. Beijos.

Joana Eleutério · Brasília, DF 6/1/2008 13:54
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Branca Pires
 

Volto para os votos, Roberta.
bjs

Branca Pires · Aracaju, SE 6/1/2008 13:56
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Roberta Tum
 

Gratos abraços a todos os leitores,
poetas e amigos que passaram, votaram e comentaram.
Bom estar de novo no over.

Bjim

Roberta Tum · Palmas, TO 6/1/2008 19:36
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Spírito Santo
 

Roberta,

Coisa triste este negócio de ir. faço coro com os que querem o soar dos tambores. Vida eterna para ti!

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 6/1/2008 20:12
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Adroaldo Bauer
 

É um carnaval a vida
É vida o carnaval
tambores a mil
sem ti sentirei
não quero partida
fico com partido alto
quando for, disse aqui,
vou contrariado, de arrasto.
Fica Roberta Tum
Tum
Tum tum
Tum tum
Tum tum

Mas, quando for,
quero uma fita vermelha,
com teu nome gravado nela.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 6/1/2008 22:54
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