Quando o vasto silêncio
em teus lábios faz morada
o rumor do vento me traz
uma língua gélida
de chuvas torrenciais
e o brilho do sol
se transmuta em opaca luz
de nenhum valor.
Quando o vasto silêncio
em teus lábios faz morada
um sentimento vão
de secular angústia
me dilacera a alma
e os anjos contritos
lá no céu entoam
um lamento dissonante.
Quando o vasto silêncio
em teus lábios faz morada
a tarde corre para a noite
acelerando a mortandade
de mais um dia
e lamparinas são acesas
como a espantar as mil mortes
que perambulam pelas ruas.
Gosto do ritmo dos seus versos. Apesar da tristeza, há tanta melodia... mas a poesia fica como farol a espantar as mil mortes que perambulam pelas ruas. Gostei imensamente. Bjos, Grauninha
graça grauna · Recife, PE 14/3/2010 04:40
O SILENCIO......ELE MATA TODA CHANCE de compreensao!
delicia te "ouvir" os lamentos.
adorei.
bjssssss;
Que lindo, Pepê,
como sempre, versos cheios de magia!
bj.
Betha
Como diria Dickinson: "me fascina um olhar em agonia..."
Lava a alma e depois espreme. Do sumo, só poesia.
Grauninha, obrigado pelas suas belas palavras... E por ter gostado imensamente... Bjs...
Claudia, legal saber que você "ouve" meus lamentos... bjssssss...
Linda Betha, sempre presente, sempre gentil... Bj...
Grande Bit, welcome to overworld... De alma lavada, depois de ler teu comentário... Abração...
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