sou contradição
mas me reconheço
em nada e em tudo
nos dias de morte e de vida.
sou canção parida
para um filme mudo
com tantos gritos
quanto sorrisos.
sou lágrimas, alegrias
carências, tanta poesia.
sou fé e segurança
dia, noite,
uma ingrata mudança.
estou descoberta, alerta
sinto raiva, amor, fome.
sou amor
sou fome
sou difícil
como o meu nome.
sou torta,
como essa porta
essa estúpida porta
tão estúpida, idiota.
ah, como quero ser janela
ou pelo menos uma cortina
vilã, livre, famosa, cretina.
qualquer coisa eu sou
eu não ligo pra mais nada
vivo, assim, cansada
excitada, aliviada
por ser quem eu quiser.
Kadydja Albuquerque
Kadydja, seu poema quebra o paradigma de que todo ser humano deve ter personalidade (será que deve?). Parabéns, corajosa. Bom final de semana!
Jairo de Salinas · Salinas da Margarida, BA 14/8/2009 23:34
...um dos poemas mais bonitos que li ultimamente!
valeu!
bjssssss;
Fui seduzida pelo título do seu poema e, agora, não há retorno.
Estou encantada, estou besta, estou saciada, por hoje, dessa minha sede de palavras.
Lindo demais, Kadydja, lindo... Quem sou eu?
Sou eu, sou você, sou todo mundo, sou ninguém.
A beleza da nossa ambiguidade...
Parabéns!
Beijos e poesia,
Aube.
Obrigada Jairo, Cláudia e Aube! Beijos
Kadydja Albuquerque · Aracaju, SE 13/9/2009 18:37Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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