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QUINTAL
Meus caules, minhas árvores
Minha famÃlia, minha floresta verdejante
Corpos frondosos, fortalezas
Proteção, as certezas...
Éramos árvores tantas, tantas...
Primaveras iniciantes
Minhas amigas, meu Pai, meu Irmão.
Meu Filho, meu Amor.
Ãrvores que com os ventos,
Falavam em bocas dóceis
Conversas ao pé dos laranjais
Ternas lembranças de todo plantado amor.
Havia o calor, havia a sombra,
Abrigo das chuvas e do sol
Em todas as estações da minha vida.
Galhos em abraços. Verdes carÃcias...
Agora caminho e vejo outras...
Logo decepadas e vão ao chão.
Até quando eu resisto?
Guardo raÃzes fortes tão queridas
Ah! Quintal coração!
Leveza em minha alma,
Talos robustos que já não florescerão,
Nunca mais no meu quintal...
Perdida estou!
Ah! Minha floresta encantada!
CÃntia Thomé
2003
A solidao voce reconhece, voce se encontra e' nela!Voce se encontrou! E o lado bom ne?Aproveita tambem....parabens.victorvapf
victorvapf · Belo Horizonte, MG 24/9/2007 07:06
Cintia,
Sem plavaras.... Só um registro:
Falavam em bocas dóceis
Conversas ao pé dos laranjais
Ternas lembranças de todo plantado amor.
Parabéns. Sua semana começou bem! Beijos.
Flara das inevitáveis perdas com essa delicadeza e suavidade é pra pouca gente. Lindo! Lindo! Lindo!! Ternos abraços.
Joana Eleutério · BrasÃlia, DF 24/9/2007 07:50
A poetiza está viva... Viva nos quintas dos sonhos.
Boa, Cintia!
Benny.
CÃntia querida, todas essas árvores ainda estão dentros da poetisa, enraizadas e etrnizadas!!!!
E em todas essas lembranças, estão a docilidade das tuas poesias, pois consegues nos levar até esas ávores verdejante, aos laranjais dos "teus quintais"... que gostoso compartilhar dessa viagem!
Porém, a vida sendo dinâmica e contÃnua, nos dá outras florestas, com árvores, flores, borboletas e até amores... A completarem o nosso ciclo.
Beijos, linda!
Quero um quintão deste pra mim!! :)
Tati MOTTA · Belo Horizonte, MG 25/9/2007 06:41Quero um quintal deste pra mim!! :)
Tati MOTTA · Belo Horizonte, MG 25/9/2007 06:41
Uma folhaminha só poderia poetar poesias assim...
M A R A V I L H O S A M E N T E !!!!!
Beijos...também te amo...maninha linda !!!!
Cintia.
Belo e triste poema.
Mas... "Se o grão não morre..."
Florestas sempre poderão tornar a nascer... mesmo quando calcinadas. Podem, num primeiro momento, voltar como simples mata-terciária, mata-ciliar (nascida às margens do córrego de tuas lágrimas)... Mas sempre atrairão passarinhos, que são das mais belas criaturas de Deus... e uma ou outra flor...
Um beijo, dentro do teu coração e de tua alma.
Baduh
Teus poemas são árvores imensas e floridas... Sempre haverá pássaros e borboletas... voando ao seu redor... Resiste! Abçs...
Nydia Bonetti · Piracaia, SP 25/9/2007 10:08
É meio que uma utopia,no bom sentido da palavra.Sonhos,pureza...tudo isso retrata a magia do poema...um abraço.
Querida, mas você mesma disse: as fortes raÃzes estão em seu coração... Com elas resistirá à saudade desse antigo e maravilhoso quintal.
LindÃssimo poema. Provocou uma saudade sufocante em mim.
beijos, voltarei.
Salve MestraCintia Thome.
Nestes tempos de dificuldade para proteger o meio ambiente da sanha selvagem do lucro fácil, seu trabalho representa a presença
de Castro nos despertando amor pelas nossas árvores e matas.
Parabéns pelo seu trabalho e pela sua capacidadede nos emocionar.
Um Trabalho certo, no lugar certo e para um mundo mais humano e mais certo.
CÃntia, seu poema me fez chorar de saudade da minha infância quando eu e meus irmãos ficávamos no quintal de nossa casa brincando nas árvores. Eu era muito pequena e muito covarde, tinha medo de subir e cair, por isso ficava sempre em baixo enquanto meus manos subiam e pulavam de galho em galho. Lá era minha floresta, o meu mundo!
A sua poesia é muito humana, você se coloca nela de uma forma impressionante, muito carÃsmatica. Lembrando que tudo nessa vida passa, menos a saudade, menos as lembranças.
Abraços
Elizete Arantes
O seu, o nosso quintal tem momentos da alegria do verão mas também sofre os rigores do inverno. As árvores que ali fincadas florescem e frutificam...
Lindo texto, CÃntia... Com certeza com esse seu dom a suas florestas nunca deixarão de encantar.
Beijos.
Volto.
Cintia querida,
lindo poema triste. Feito de saudade doÃda, inevitavelmente, mas me parece que ciente da presença indelével e eterna das raÃzes, troncos e galhos do seu quintal, e da beleza profunda da memória do passado, da verdade do presente e das promessas dos tempos futuros.
Um beijo emocionado,
LetÃcia.
Amiga,
Ah, quintal coração... quantas árvores se vão não é mesmo?
e deixam a lembrança de suas sombras e doces sorrisos.
Este seu poema é dos raros que vou guardar na caixinha
de preciosidades deste Overmundo.
Um abraço!
Ah! Cintia... o coração é mesmo terreno sensÃvel.
E quem dera fosse eterno tudo o que nele é semeado.
Deu até saudades de todas as minhas árvores viu.
Maravilhoso esse poema querida. Parabéns! Eu volto. Bjus
gostei !
'falavam em bocas docéis
conversa ao pé das laranjas"
amei essa parte!
"Quantas frutas saboreamos desse quintal! Algumas muito ácidas, nem deu para engolir, outras docinhas, nos alimentaram a alma. Umas morreram secas, esquecidas, outras mesmo com muito cuidado, não resistiram." Ficaram na lembrança, restou a saudade e desejo de plantar um novo pomar, ainda bem! Volto para votar. Um abraço,
anamineira · Alvinópolis, MG 25/9/2007 17:43Cintia, lindo poema. Construção magnÃfica, em que os sentimentos pessoais, de saudades da infância, se fundem a um grito em defesa do sistema ecológico. Adorei essa dualidade de seu poema. Grande abraço, Poetisa!
Lobodomar · Guarapari, ES 25/9/2007 19:24
Cintia querida, eu já estava chorando quando li a ficha técnica, pensava em te ligar, pegar um avião , ir aÃ, sei lá.
Nossa amiga, quanto sentimento e eu é que sei escrever, né?
Bjs
Cintia,
Ler poemas teus é ter a certeza do afago d'alma e do agrado espiritual. As metáforas percorrem as sendas dos teus versos com uma naturalidade impressionante... E vão, assim, espargindo imagens e mostrando a força e a beleza da autêntica arte poética. Arte esta que habita o teu ser... Como as luas habitam as serenatas. Herdaste do Verbo os secretos Ãcones da estesia.
Ah... este Quintal... Tem um jardim fecundo decifrando a elegia do tempo escondido nas plumas do longe-estar.
Sempre morei em casa com quintal e frutÃferas em cada canto.
O que será desses meninos e meninas de hoje que moram em
apartamentos, condomÃnios fechados... que os bons ventos os
levem para o mato.
Cintia, bateu tb saudades.
Teu poema tá carregado de mangas maduras, pitangas cheirosas,
lanranjais em flor.
Os que partem, deixam árvores plantadas no coração.
beijos! abraçado numa árvore da vida.
Estou aqui registrando o meu voto!
Bom dia querida!
Esses nossos quintais...
Maravilhoso poema!Dolorosamente belo!
Beijos.
Adorei, Cintia. Também vim deste ambiente repleto de natureza e que foi tão marcante em minha vida. Parabéns.
Remisson Aniceto · São Paulo, SP 26/9/2007 08:32
Ternas lembranças de todo plantado amor.
Havia o calor, havia a sombra,
Abrigo das chuvas e do sol
Em todas as estações da minha vida.
muito belo Cintia, bj
Cintia... chamou...
Perdida estou!
Estamos todos 'perdidos'... e soh os que amam e tem amor pra dar conseguem ainda ter a esperanca de poder te encontrar, e se encantar!
Poesia tua, nossa vida reflete...
Muito Axe'
CÃnthia,
belo quintal, belo poema, repleto de sombras e angústias, mas muito bonito.
Bjs
CÃntia desculpe-me o CÃnthia, provavelmente confundi-me com o h de Thomé.
Bjs
Vim até este quintal colher frutos de que tanto gosto!!!
Aproveitei p votar !!! Mil beijos...
Voltei pra votar.
O poema já está guardado nos meus preferios.
beijos
Cintia, vc esceve com maestria, mulher.
Um beijo.
Estou de volta ao Quintal... agora, para votar.
Beijinhos.
Cadê aquele galho que nos apoiava, cadê? Aquela aquela árvore frondosa com sua sombra generosa...Cadê aquela mão segura que nos dizia, ..."vêm, sobe mais, eu te seguro..."
Resta-nos a saudade e aquela mágoa que sempre nos lembra que somos perenes...Como as árvores...Mas os momentos vividos estão aÃ. Em lindos versos. Eternizados!
Bjs, bela poetiza!
Oi floresta encantada!
Você é a floresta encantada...
Porque em teu solo estão guardadas milhares de sementes que (sabendo você ou não, querendo você ou não) irão, de novo, florescer.
Abraços
Viva essa exuberante natureza que tem dentro de você, Cintia. Beijos.
Bel Fonseca · Belo Horizonte, MG 26/9/2007 13:05
Oi Cinthia!
Metafóricas árvores e quintais...
Gstei muito. sem deprê, mas com pontinha de "sozinhez" útil e necessária.
Parabéns!
Abraços
Na minha casa tem quintal. É tão bom...
Agora a minha internet também tem quintal. Que maravilha.
Tá porreta!
Um outro cheiro.
Tava aqui com saudade do abacateiro e do pé de cacau que ficava à sua sombra. As vizinhas casas antigas desabaram. Ainda se vê um pássaro diferente e miquinhos. Cardeais e corrupiões (sofrê) não mais...
As árvores mudaram. Hoje temos um araçá. O coqueiro nem cresce, coitado...
As lembranças voltam toda vez que dá manga.
Quintal é uma beleza mesmo.
DOIS POEMAS seus entre as minhas (obras) favoritas? Menina, você quer me matar de inveja! Estou roxo, quase verde... assim não dá, assim não dá!
QUINTAL? Isso é uma floresta inteira de METÃFORAS magnÃficas, lirismo pleno de significados secretos, saÃdos do coração. Só assim a Internet (poço sem fundo de asneiras mis!) SE JUSTIFICA ! Votaria dez vezes se permitido fosse! AlvÃssaras, Poetisa-mor!
Belo texto. Aliás, me fez lembrar os versos de Cora Coralina.
Melck Aquino · Palmas, TO 26/9/2007 15:26
Que beleza de poema maravilhoso minha amiga Cintia. De onde você consegue tirar toda essa imaginação poética? Meus sinceros aplausos e beijos.
Carlos Magno.
Amélia
Beto
Carnaúba
Carvalho
Coqueiro
Figueira
João
Laranjeira
Limoeiro
Mané
Mangueira
Maria
Palmeira
Pereira
Pitangueira
Rosa
Roseira
Sol
Tião
Tonha
Zé
Zefa
E uma sabiá, CÃntia.
---
Beijin tristin
CÃNTIA,
apesar da tristeza , você nos passa uma doçura incrÃvel neste poema.
Parabéns, menina1
Bjs de Betha.
um lamento poético belÃssimo!!!
parabéns, Cintia!!!
abraços,
Estou confirmando minha visita e relendo tua maravilha de poema amiga.
Bjs
Por ser um ser nativo e Ãntimo das arvores, senti-me em casa.
Bjos.
Sander
Cintia,
Obrigado pela lembrança, tinha visto em edição. Dura tão pouco em votação, (na fila), que ia passar.
Ando assim com o olhar esprimido entre o texto e as imagens. Mas nesse poema, logo o comecinho, me foi todo escrito, abraços, andre.
CÃntia.
Entre saudades e lembranças, demonstras que as raÃzes da floração estão vivas e exuberantes na tua alma.
Lindo.
Beijos
Noélio
Cheguei tarde com meu regador cheio de votos... Sem problema... Saio desse pomar com as mãos carregadas de frutos poéticos... Mas, antes deixarei meu voto em cada pé de versos degustáveis ad infinitum...
Pepê Mattos · Macapá, AP 27/9/2007 10:03
Gostei de tua visita no meu cirandá, grata, CÃntia.
Quem ainda daqui não regalou-se, convido para lá,
passa,
passa,
passará.
Aqui já voti.
Beijin
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