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Racismo de quem e para quem?

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Nildo Cordel · São Paulo, SP
29/8/2009 · 7 · 5
 

Acho bonito quando entidades e datas comemorativas são criadas para defender as causas de minorias vitimas de racismo e preconceito em nosso país. Porém, penso que não é reparando o passado que resolveremos o presente e melhoraremos o futuro. Rever o passado e reabrir feridas, fazer sangrar cicatrizes, é partir para o embate, como fazem aqueles que querem da sociedade atual indenizações, pelos atos da sociedade do passado. Isso não resolve a questão do racismo, ao contrário, põe ela em voga, e ai, faz nascer o racismo do ex-escravizado “preto”, pelo escravizador, “branco”. Teriam os nordestinos o mesmo direito de pedir indenização por terem sido responsáveis pelo progresso de São Paulo, ou os italianos?

Penso que esta questão deva ser tratada de outra maneira, esquecendo o passado. Repensar um país a partir de uma visão humana, coletiva e nacionalista. Rotular tudo que fazemos como – Afro-brasileiro, nipo-brasileiro, Ítalo-brasileiro, luso-brasileiro, só vai dificultar este entendimento. Pensemos como nação, como povo, como país, e então nos sentiremos únicos e diferentes, diferentes e parecidos, parecidos e únicos. Talvez isso não interesse a quem faz, política e mídia neste país, que na instalação do caos tem o terreno fértil para praticar demagogia, vender ilusões, tirar proveito.

Erramos tanto, que hoje na tentativa de acertar, cometemos novos erros. Criamos mecanismos - como a cota para negros nas universidades – só para citar um, que nos parecem lógicos, mas que se tornam labirintos nos quais nos perdemos de novo, dando origem a novos confrontos, novos embates sociológicos, políticos e culturais. Mecanismos estes, tão falhos, que se um branco caucasiano rico, bem formado e com maiores chances de passar no vestibular, se declarar negro, vai tirar vantagem das tais cotas.

Portanto, a questão, não e se somos racistas ou se somos preconceituosos, a questão é saber quem fomos, quem somos e quem queremos ser.
Quando o Brasil e os brasileiros, sejam eles nipo, afro, ítalo, luso, etc. descobrirem qual é a sua verdadeira identidade é seremos um povo, tão perfeito e tão bom, que racismo e preconceito serão assuntos do passado.

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Doroni Hilgenberg
 

Oi Nildo,
Boas vindas de volta!!!
concordo mil vezes com você

"Rever o passado é rebrir feridas".
O importante é tomar uma atitude digna honesta com o que esta acontecendo agora, para não ser uma página negra no futuro, sem esquecer dos aposentados que vivem com um salario miserável, o que, pouco os diferencia dos escravos de antigamente.
Quanto ao preconceito racial, creio que isso só existe na cabeça dos parlametares que teimam nas cotas e na burrice. O Brasil é multi-cultural, e temos que notar que a porcentagem de negros é igual ou inferior se formos fazer uma planilha de raças & raças que habitam esse gigantesco Brasil.
bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 30/8/2009 11:26
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Nildo Cordel
 

Olá Dorani, senti falta de casa, retornei. É assim que me sinto aqui, em casa. Obrigado.

Nildo Cordel · São Paulo, SP 30/8/2009 14:12
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Cláudia Campello
 

E voltou com tudo heim? rasgando o verbo, tocando na ferida que nao sara por causa dessa teimosia idiota que o governo e algumas classes arcaicas ainda tentam protagonizar. Dia do Indio, do negro, do disso e aquilo... Qdo a sociedade vai acordar pro fato que aguas passadas nao movem moinhos??? Melhor aplicação nos direitos basicos de cada cidadao e o resto cada um corre atras. Né não?!
Detesto toda forma de preconceito... e essa pra mim é uma, afinal tem mtos brancos em pior situação, proporcionalmente, que os manos afros.

valeu poeta, legal o seu retorno.

bjsss;

Cláudia Campello · Várzea Grande, MT 30/8/2009 15:34
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celina vasques
 

AMEI! parabéns e belissimo retorno!
beijos meus e eu tb estou de volta!

celina vasques · Manaus, AM 30/8/2009 17:33
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O NOVO POETA.(W.Marques).
 

concordo em gênero número e grau, ficou ótimo seu texto, abraçosssss

O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 30/8/2009 18:10
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