Acho bonito quando entidades e datas comemorativas são criadas para defender as causas de minorias vitimas de racismo e preconceito em nosso país. Porém, penso que não é reparando o passado que resolveremos o presente e melhoraremos o futuro. Rever o passado e reabrir feridas, fazer sangrar cicatrizes, é partir para o embate, como fazem aqueles que querem da sociedade atual indenizações, pelos atos da sociedade do passado. Isso não resolve a questão do racismo, ao contrário, põe ela em voga, e ai, faz nascer o racismo do ex-escravizado “preto”, pelo escravizador, “branco”. Teriam os nordestinos o mesmo direito de pedir indenização por terem sido responsáveis pelo progresso de São Paulo, ou os italianos?
Penso que esta questão deva ser tratada de outra maneira, esquecendo o passado. Repensar um país a partir de uma visão humana, coletiva e nacionalista. Rotular tudo que fazemos como – Afro-brasileiro, nipo-brasileiro, Ítalo-brasileiro, luso-brasileiro, só vai dificultar este entendimento. Pensemos como nação, como povo, como país, e então nos sentiremos únicos e diferentes, diferentes e parecidos, parecidos e únicos. Talvez isso não interesse a quem faz, política e mídia neste país, que na instalação do caos tem o terreno fértil para praticar demagogia, vender ilusões, tirar proveito.
Erramos tanto, que hoje na tentativa de acertar, cometemos novos erros. Criamos mecanismos - como a cota para negros nas universidades – só para citar um, que nos parecem lógicos, mas que se tornam labirintos nos quais nos perdemos de novo, dando origem a novos confrontos, novos embates sociológicos, políticos e culturais. Mecanismos estes, tão falhos, que se um branco caucasiano rico, bem formado e com maiores chances de passar no vestibular, se declarar negro, vai tirar vantagem das tais cotas.
Portanto, a questão, não e se somos racistas ou se somos preconceituosos, a questão é saber quem fomos, quem somos e quem queremos ser.
Quando o Brasil e os brasileiros, sejam eles nipo, afro, ítalo, luso, etc. descobrirem qual é a sua verdadeira identidade é seremos um povo, tão perfeito e tão bom, que racismo e preconceito serão assuntos do passado.
Tô voltando.
Oi Nildo,
Boas vindas de volta!!!
concordo mil vezes com você
"Rever o passado é rebrir feridas".
O importante é tomar uma atitude digna honesta com o que esta acontecendo agora, para não ser uma página negra no futuro, sem esquecer dos aposentados que vivem com um salario miserável, o que, pouco os diferencia dos escravos de antigamente.
Quanto ao preconceito racial, creio que isso só existe na cabeça dos parlametares que teimam nas cotas e na burrice. O Brasil é multi-cultural, e temos que notar que a porcentagem de negros é igual ou inferior se formos fazer uma planilha de raças & raças que habitam esse gigantesco Brasil.
bjs
Olá Dorani, senti falta de casa, retornei. É assim que me sinto aqui, em casa. Obrigado.
Nildo Cordel · São Paulo, SP 30/8/2009 14:12
E voltou com tudo heim? rasgando o verbo, tocando na ferida que nao sara por causa dessa teimosia idiota que o governo e algumas classes arcaicas ainda tentam protagonizar. Dia do Indio, do negro, do disso e aquilo... Qdo a sociedade vai acordar pro fato que aguas passadas nao movem moinhos??? Melhor aplicação nos direitos basicos de cada cidadao e o resto cada um corre atras. Né não?!
Detesto toda forma de preconceito... e essa pra mim é uma, afinal tem mtos brancos em pior situação, proporcionalmente, que os manos afros.
valeu poeta, legal o seu retorno.
bjsss;
AMEI! parabéns e belissimo retorno!
beijos meus e eu tb estou de volta!
concordo em gênero número e grau, ficou ótimo seu texto, abraçosssss
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 30/8/2009 18:10Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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