O sol massacra escaldante, entorpece a razão, e nas calçadas destruídas, tão reais – irracionais, os camelôs erguem suas esperanças sob a ganância dos royalits e acima da pirataria new-school das grandes corporações capitalistas. Pirataria digital, tão racional, é a lei, a lei do cão, da sub-vivência, abaixo da lama, underground luminescência da alma, de um velho encanador em sua bicicleta velha a gritar, já sem voz “encanador, encanador”, e ninguém percebe a sua dor – engana a dor... nos enganamos todos os dias, riso morto, alma fosca, apatia, cores, tv, caixa de pandora, néctar da vida, que arranca o último suspiro da boca e do pulmão negro, de um velho preto velho, de uma pobre comunidade quilombola, que gosta de bola, de assistir mas não de jogar – não sabe ler, escrever e nem em quem votar, talvez o que voltar a lhe dar uma dentadura ou uma telha nova, para não mais pingar gotas de realidade no seu lar, nos seus filhos, netos, chão, coração.
É,
a desigualdade e a indiferença que faz soluçar
toda alma poetica!
a sua é linnnnnnda.
belo real texto.
bjssssssss.
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