Acendeu o cigarro. E viu a vida passar na espessa fumaça que pairava pelo ar. O relógio na parede marcava oito horas. O sol invadia sua sala pelos buracos de traça espalhados pela cortina velha. A noite já era passado. Levantou-se aos tropeços e foi em direção à geladeira. Não era fome o que sentia, mas precisava de alguma substância com gosto diferente do gosto que permanecia em sua boca por três dias seguidos. Apenas um litro de leite estragado e um resto de queijo vencido. Entornou o leite no copo. Completou-o com o mesmo malte maltado que o acompanhou durante esses dias. Mandou pra dentro. Castaneda que me perdoe, mas isso é melhor que seus parágrafos, pensou, enquanto a bebida queimava todas as células restantes do seu estômago. Caiu no chão. Era como se tivesse levado um soco de dentro pra fora. Se arrastou até a mesinha de centro. A sala o girava e o jogava para todos os lados. Esticou o braço e pegou um cigarro. Acendeu. Viu a vida passar na espessa fumaça que pairava pelo ar. O relógio na parede marcava oito...
E deixa a vida passar...
Gostei demais do teu texto!
Bes escrito, que se sente aflição ao ler!
Parabéns!
beijos e votos
Valeu, Tita!
Aflito como a vida...
Beijos
O MEU RELÓGIO MARCA 20:19....RS...
ADOREI A PROFUNDIDADE, O TEXTO A CONSTRUÇÃO...
BOM DEMAIS....
ABRAÇOS E VOTO CLARO...
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