Presenças semelhantes pois invisíveis
mas
opostas, nas impressões
e passos que caminham.
tv?
www2?
religião?
tomar uma?
A solidão epigrafada na face de cada um;
- espelho olhando para verdades azuis
e vazias -
a praia lotada desaparece;
carnaval desaparece;
mesmo com todas as pessoas,
passeava comigo que estava só
até de mim mesmo.
Lugares comuns sempre à venda
em meio a multidões de multidões:
de tão grande, Continentes!
Com toda essa turbulência cardíaca
apertando o peito com mãos invisíveis
- de seda e aço com luvas de pelica_cansanção -
expulsou lágrimas
que não pagavam aluguel há muito
numa velha tempestade de sal nos olhos
desrepresadora de sentimentos em meio a 'não sei o quês'
e,
nessa melodia de silêncios ensurdecedora
(o eco ri)
qual estrelas que queimam céus
(meus olhos!!!)
incendiando a lembrança
com o fogo das risadas
passadas
[...]
passado...
[...]
presente?
[...]
futuro?!
a cada dia esses três me moem aos poucos
e a minha sombra já não é mais a mesma
[...]
carrega recortes vazios
vazados de uma Luz
que não volta mais.
Em vertiginias do ser embebido de Abismos
que não colhem amanhãs,
vejo a janela rápida desse trem do Destino
descarrilando em caminhos tortos
que descrevo sem saber o que vejo
e escrevo como quem chora: cada letra é uma poça de Luz & Sal.
Poeta, Poeta, seus versos de sal são retratos de tantos, de multidões...
"estava só até de mim mesmo."
Quanto de tanto tempo nos sentimos assim?
LIndíssimo!
beijos
o choro presente, não é?
cortázar deve ser ouvido? devemos nos conter?
beijo.
gosto desta poesia visual e de palavras do dia-a-dia com intensas metáforas, legal!
soninha porto · Porto Alegre, RS 15/2/2008 14:35
Salina...
Salinação...
Sal-ação...
Muito bom, André.
Abçs.
Andre,
Fico com a impressão que primeiro viste o local, depois de fotográ-lo "veio" as poesia, as palavras, o sentimento. Tudo tão parecido - "nessa melodia de silêncio ensurdecedora".....
Estão ai a grota na rocha, as cordas, as madeiras e a impressão de
amarrda alinhavada lá dentro está a ânsia, o desejo do poeta.
um abraço, andre.
Xará,
olha no que se transformou seu comentário:
Grota na rocha, cordas, madeiras e a impressão-clichê amarrada&alinhavada lá dentro, de Ânsias & Desejo do poeta
O local é o próprio coração e a poesia
anda por demais a fotografá-lo,
já ermo de tanta.
Na pedra,
na rocha encravada ferida & carne,
Diamantes por lapidar caminhos
de Flores em passos de redomas de vidro
podando o próprio perfume:
ânsias de verter Luz
para aquietar o silêncio desse quarto infinito,
já inteiro.
No peito,
(ermo de tanta poesia ainda por fotografá-lo)
nas dicotomias e desvios da Alma,
flores por construir Estradas de Ouro
& Gozo
& Êxtase
(indicionarizáveis de tão inefáveis – talvez possam
ser ditas com uma cor nova, ou um gosto novo!)
levando placas de PARE! ‘é proibida a fotografia,
muito menos poesia!’,
desejos ficam quietinhos num canto qualquer da Eternidade
plantada...
Escuro,
do seio das ruas vazias
varridas por passos e ventos sem mapa,
parte o Sol desses dias de alegria pouca e
nostalgia muita! muda! engasgando sorrisos
em convergentes paradoxos.
É necessário anestesiar essa anestesia:
ela já não sente nada!
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A.
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CrisPinga!!!
o Paulinho esteve aqui ontem e cantou, (mote de quase todo show e de suas belas composições e parcerias),
"danço eu dança você..."
Obrigado pela presença!!!
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Benny,
nasci em Mossoró City/RN (hoje considero-me um terráqueo)... está (literalmente) no sangue!
Obrigado GRANDE mestre!!!
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Soninha Porto!!!
Muito obrigado pela presença e comentário!!!
GRANDE abraço!!!
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Bethânia Zanatta!!!
Cortázar ensina em suas 'Instrucciones para llorar':
Instrucciones para llorar. Dejando de lado los motivos, atengámonos a la manera correcta de llorar, entendiendo por esto un llanto que no ingrese en el escándalo, ni que insulte a la sonrisa con su paralela y torpe semejanza. El llanto medio u ordinario consiste en una contracción general del rostro y un sonido espasmódico acompañado de lágrimas y mocos, estos últimos al final, pues el llanto se acaba en el momento en que uno se suena enérgicamente. Para llorar, dirija la imaginación hacia usted mismo, y si esto le resulta imposible por haber contraído el hábito de creer en el mundo exterior, piense en un pato cubierto de hormigas o en esos golfos del estrecho de Magallanes en los que no entra nadie, nunca. Llegado el llanto, se tapará con decoro el rostro usando ambas manos con la palma hacia adentro. Los niños llorarán con la manga del saco contra la cara, y de preferencia en un rincón del cuarto. Duración media del llanto, tres minutos.
Meus olhos dizem: é pouco...
Eu digo: sejamos o Rio desse Mar
para buscar a Alegria e a Verdade,
onde que que elas estejam.
GRANDE abraço
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Saramar!!!
Sua presença, por si só já é Poesia! Além de alegrar esse coração que anda sendo salgado e despelando nesse curtume que a vida outorga, com certeza encanta os que te lêem, máximo ou mínimo que seja.
muitas GRACIAS!!!
Demais, demais, demais!! Sem comentarios. Perfeito!! Vc eh o cara em poesias, yuhuuuuu!
Bjs
Tchau
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