O artigo problematiza, de uma ótica sócio-histórica, a questão agrária e os rumos da Reforma Agrária implementada nos últimos dez anos, que privilegiou, no quesito “área reformada”, a criação de assentamentos rurais ambientalmente e fundiariamente diferenciados em terras públicas na Região Amazônica pelo INCRA e pelo Ministério do Meio Ambiente/MMA. Os recentes assassinatos de líderes ambientalistas assentados na região atestam que essa estratégia não deve ser lida apenas como mero “oportunismo estatístico” do governo federal, pois isso significa ignorar os sujeitos históricos que deram sua vida para defender os modos de vida do campesinato tradicional e dos assentados ambientalistas da Amazônia.
Artigo apresentado na II Conferência do Desenvolvimento / II CODE - IPEA - Brasília - novembro de 2011
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