Um dia irei voltar a Belém
Tem alguma coisa nessas águas e nessas mangueiras
Que está enraizado em mim
Como magia, benção, encantamento
Alguma coisa na chuva que colho com ambas as mãos
No céu estrelado quando do seu reflexo no igarapé
Da areia fina, branca, da ilha
Do verde esmeralda que se fecha sobre a mata
Tem algum segredo que o sanhaçú leva em seu bico
Um dia voltarei a Belém
Para desvendar esse mistério
Enquanto isso, o sino da Matriz badala em meu peito
E exalo o cheiro do patchouli
E com o ritmo do carimbó nos pés e nas ancas
Percorrerei o mundo inteiro!
Essa saudade...que deliciosa...com carimbó...lindo Adriana, linda saudade...
bjus.(volto e já tem meu voto)
Minha Flor:
Não só deves voltar a Belém como deves enxugar as lágrimas
deste (meu/teu) coração, morrendo de saudades... Belo poema.
Bjs. Benny.
Adriana, você possui um jeito tão maduro de escrever. Transmite bem das essências que a perseguem; preenchem.
Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 3/9/2007 12:59
Adriana.
Vem que muitos corações te acolherão, muitas bocas te saudarão, muitos sonhos encontrarás sob a sombra das mangueiras. Vem que o tucupi fervente queimará levemente os teus lábios, que as folhas do jambu estremeceram. Vem, no segundo domingo de outubro, ver a Mãe Santíssima, da sua vitrine de fé, espalhar pelas ruas ensolaradas a sua benção divina, os ventos da esperança.
Vem, te misturar às chuvas da tarde, às brisas matinais, às noites bordadas de estrelas e mistérios.
Vem, que a baía do Guajará de espera com suas águas amarelas, como línguas molhadas lambendo o asfalto quente do sol do meio do dia.
Vem, que a beleza te espera.
Abraços
Noélio Mello
Cintia, Benny, Sergio e Noélio...
Grata pelo carinho de todos vocês!!!
Benny e Noélio, estou regressando a Belém dia 7 de setembro. Não vejo a hora de chegar e matar um pouco desta saudade! ;-)
Flores para cada um de vocês e para quem votou e não deixou comentário também @>---
Beijos
Lindo poema Adriana... E essa saudade da terrinha...
Quando chegar a hora e matar a saudade, gostaria de intimá-la a transformar em belos versos também esse momento.
beijos.
Adriana, sou mais um da terrinha a te renovar o convite para voltar à Belém e desgustar as delícias do modus vivendi paraense. Aproveite e dê seu veredicto sobre o Abandono. Abraços.
Pepê Mattos · Macapá, AP 5/9/2007 06:53
W@nder e Pepê,
thanks a lot ;-)
Flores sempre @>--
Adriana, olá!
Eu, como vc, não nasci no Pará, a diferença entre nós é que moro aqui. Quer dizer: "sei muito bem o que vc está sentindo". Ainda bem que vc está vindo matar saudades e aproveite bastante.
Seja muito bem vinda.
Bjs marajoaras.
Demorei, mas, votei.
Pela beleza dos versos que embala suas saudades!
um abraço!
Sander
ps. tbm gosto do cheiro do patchouli.
Mata essa saudade por nós, enquanto eu aqui aspiro sonhos paraenses, contemplando a estrela solitária do pavilhão nacional. Mas faz assim, sempre molhada pelos seus belos "versos líquidos", carimbó e requebrados, porque essa vida é dança, amor e saudade.
Regresso contido, Adriana, em pensamento.
abraços pátrios.
Lígia, Sander e Frazão.....
Demorei a responder porque estava lá na terrinha que tanto amo!
Obrigada pelos elogios e pelos votos!
Beijos e flores a todos @>--
Volta, sim, Adriana. E bebe dessas águas e desses ritmos. E o mistério, desvendado ou não, continuará brilhando em tua poesia.
José Telmo · Belo Horizonte, MG 16/9/2007 20:34
olá adriana,
é bem familiar este sentimento: belém é mesmo um lugar que, ao se conhecer, cria-se imediatamente uma espécie de elo afetivo, uma coisa meio anacrônica, como uma memória ancestral. tenho vários amigos de fora daqui que compartilham deste sentimento. e eu mesmo, sendo daqui, quando estou fora - apesar de todas as coisas que nos desagradam, a nós que moramos aqui - sinto sempre essa nostalgia de voltar pra este lugar, sempre este lugar, estas mangueiras, estes rios, esta gente que sabe receber outras gentes.
muito bom conhecer tua escritura.
beijo,
r
José e Renato!
Obrigada pelos comentários!
Uma Vitoria-régia para cada um de vocês! @>--
Linda
Só quem tem essa essência marajoara impregnada no íntimo da alma é que sabe o significado dor desta saudade!
Maravilhosa obra
Bjs
JP
Adriana Costa · Brasília (DF)
REGRESSO A BELÉM DO PARÁ
Sentimentos e intimidades de quem um Dia vai a Belém.
Náo é atoa que jesus nasceu numa cidade de nome Igual.
.....Um dia voltarei a Belém
Para desvendar esse mistério
Enquanto isso, o sino da Matriz badala em meu peito
E exalo o cheiro do patchouli
E com o ritmo do carimbó nos pés e nas ancas
Muito legal tem merecimento e,
temos de com todo amor votar.
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