RELEITURA
Releio o que escrevi outrora
Percebo tão banal, amarelo pelo tempo.
O que escrevi!?!
O ato de reler, reler, reler...
Tormento!
Sou semente de angústias!
Sinto uma ausência; um vazio...
Cabeça, peito, mãos...
Talvez seja a idade!?
Será que não mais escreverei
Minhas banalidades?
Banalidade o que penso,
Quando penso que não mais escreverei,
Banalidades.
Lembra-me uma música... (Ira)
“Se hoje canto esta canção, o que cantarei depois?”
Calhou em mim!
Tenho um medo constante!
Não mais escreverei
Banalidades!
Tenho outro medo constante!
Somente escreverei
Banalidades!
Medo, medo, medo...
Do lido, do escrito.
Manuscrito.
Prescrito!
"Releio o que escrevi outrora
Percebo tão banal, amarelo pelo tempo."
Meu caro, Robert Portoquá - meu dileto e encucado amigo.
Isso se chama natureza. Tudo se atualiza, não serás o mesmo após cinco minutos a sós, numa multidão ou dormindo.
Graças a Deus, o que fizemos ontem está ultrapassado, ou é banal - sinal de que progredimos e avançamos em nossas propostas.
Mas...eu gostava de suas banalidades.
(quem lhe deu o direito de menosprezar-se?)
Sinto ter que discordar dessa angústia.
Onde vê banalidades, vejo beleza e reflexão.
Assim como neste poema.
Mas isso deve ser coisa de Poeta que, mesmo a angústia das palavras descreve em belos versos.
beijos
Minha Bela Saramar!
Com a permissão de nosso Grande Amigo Rangel - que sei, entenderá minha tentativa em exercer meu cavalheirismo, dando a preferência à tão poética dama - te respondo em primeiro lugar:
Agradeço o carinho com que lê meus versos; e te digo que mesmo eu me confundo em minhas angústias e dúvidas, a ponto de esta confusão me chegar em inspiração, a qual não sei voltará, mas quero ter a certeza que nunca me abandonará...
Beijos!
muitas coisas que escrevemos tornam-se banais, idiotas...sem a qualidade que queríamos...tudo se prescreve...a validade está no momento, no agora...
votarei...bju
Obrigado Cintia!
"No momento, no agora..." Eu te agradeço por compartilhar comigo sua opinião neste comentário que para mim é especial, pois vem de mãos que, tão talentosa e delicadamente versam palavras e frases e estórias...
Bjs.
Meu tão querido Rangel!
Você, como sempre demonstra o carinho que sente pelos amigos, descrevendo-o em palavras, ao mesmo tempo incentivadoras e sábias. Por isso e por tudo o mais te agradeço o comentário e te digo que os momentos de angustia são tão inversamente efêmeros quanto os de grande alegria, para nós que mesmo na distância imposta pelos limites físicos nos afeiçoamos e respeitamos mutuamente.
Grande e forte abraço!
Lá vai eu!
"banalidade"
para ou outros, o que tu escreves é pura poesia, ou poesia
pura.
um grande abraço, poeta.
Grande Lio!
Brigadão e um forte abraço de "nosotros" para ti e para toda a Carnaíba...
Robert, faço exatamente como você. Abro minha caixa de poemas antigos e releio. Alguns permanecem atuais, são atemporais... Outros, como disse a Cintia, já precreveram... Mesmo assim, não me desfaço deles... Abçs... Vtdo.
Nydia Bonetti · Campinas, SP 6/9/2007 12:39
Com a idade as banalidades ficam mais importantes.
Acho que não são mais tão banais assim;
o que faltava, antes, era uma maior atenção por elas.
abraços!
Olá Nydia!
Obrigado pela visita.
A pesar de às vezes nos depararmos com as “banalidades”, que fazem parte de nosso crescimento, “caminhar por entre a gente” (como diz Cazuza), é um exercício maravilhosamente nostálgico. Quando estes caminhos cruzam as esquinas da poesia, aí a viagem se torna imperdível.
Abçs.
Valeu Humberto!
Concordo com você nos somos uma somatória de experiências, as quais, vamos aprendendo a nos importar mais e mais com o assimilar dos tempos.
Grande abraço.
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará... (Lulu Santos e Nelson Motta)
O seu belo poema-prosa me trouxe essa música. Mas a releitura é um ótimo exercício da nossa construção diária.
Parabéns, Robert.
P.S.: Eu misturo minhas fatalidades com bananas só para alimentar-me de banalidades (rss)
Valeu Bro!
Esta letra tambem calhou em mim, gosto muito!
Brigado pela visita...
Abcs.
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