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RELEITURA

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Robert Portoquá · São Paulo, SP
6/9/2007 · 107 · 16
 

RELEITURA

Releio o que escrevi outrora
Percebo tão banal, amarelo pelo tempo.
O que escrevi!?!

O ato de reler, reler, reler...
Tormento!

Sou semente de angústias!
Sinto uma ausência; um vazio...
Cabeça, peito, mãos...
Talvez seja a idade!?

Será que não mais escreverei
Minhas banalidades?
Banalidade o que penso,
Quando penso que não mais escreverei,
Banalidades.

Lembra-me uma música... (Ira)
“Se hoje canto esta canção, o que cantarei depois?”
Calhou em mim!

Tenho um medo constante!
Não mais escreverei
Banalidades!
Tenho outro medo constante!
Somente escreverei
Banalidades!

Medo, medo, medo...
Do lido, do escrito.
Manuscrito.
Prescrito!

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Robert Portoquá
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Rangel Castilho
 

"Releio o que escrevi outrora
Percebo tão banal, amarelo pelo tempo."

Meu caro, Robert Portoquá - meu dileto e encucado amigo.
Isso se chama natureza. Tudo se atualiza, não serás o mesmo após cinco minutos a sós, numa multidão ou dormindo.
Graças a Deus, o que fizemos ontem está ultrapassado, ou é banal - sinal de que progredimos e avançamos em nossas propostas.
Mas...eu gostava de suas banalidades.
(quem lhe deu o direito de menosprezar-se?)

Rangel Castilho · Anastácio, MS 4/9/2007 09:07
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Saramar
 

Sinto ter que discordar dessa angústia.
Onde vê banalidades, vejo beleza e reflexão.
Assim como neste poema.
Mas isso deve ser coisa de Poeta que, mesmo a angústia das palavras descreve em belos versos.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 4/9/2007 15:17
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Robert Portoquá
 

Minha Bela Saramar!
Com a permissão de nosso Grande Amigo Rangel - que sei, entenderá minha tentativa em exercer meu cavalheirismo, dando a preferência à tão poética dama - te respondo em primeiro lugar:
Agradeço o carinho com que lê meus versos; e te digo que mesmo eu me confundo em minhas angústias e dúvidas, a ponto de esta confusão me chegar em inspiração, a qual não sei voltará, mas quero ter a certeza que nunca me abandonará...
Beijos!

Robert Portoquá · São Paulo, SP 4/9/2007 18:28
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Cintia Thome
 

muitas coisas que escrevemos tornam-se banais, idiotas...sem a qualidade que queríamos...tudo se prescreve...a validade está no momento, no agora...
votarei...bju

Cintia Thome · São Paulo, SP 4/9/2007 18:55
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Robert Portoquá
 

Obrigado Cintia!
"No momento, no agora..." Eu te agradeço por compartilhar comigo sua opinião neste comentário que para mim é especial, pois vem de mãos que, tão talentosa e delicadamente versam palavras e frases e estórias...
Bjs.

Robert Portoquá · São Paulo, SP 4/9/2007 19:54
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Robert Portoquá
 

Meu tão querido Rangel!
Você, como sempre demonstra o carinho que sente pelos amigos, descrevendo-o em palavras, ao mesmo tempo incentivadoras e sábias. Por isso e por tudo o mais te agradeço o comentário e te digo que os momentos de angustia são tão inversamente efêmeros quanto os de grande alegria, para nós que mesmo na distância imposta pelos limites físicos nos afeiçoamos e respeitamos mutuamente.
Grande e forte abraço!

Robert Portoquá · São Paulo, SP 4/9/2007 20:03
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Lioviola
 

Lá vai eu!

"banalidade"

para ou outros, o que tu escreves é pura poesia, ou poesia
pura.

um grande abraço, poeta.

Lioviola · Carnaíba, PE 5/9/2007 07:53
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Robert Portoquá
 

Grande Lio!
Brigadão e um forte abraço de "nosotros" para ti e para toda a Carnaíba...

Robert Portoquá · São Paulo, SP 5/9/2007 10:52
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Nydia Bonetti
 

Robert, faço exatamente como você. Abro minha caixa de poemas antigos e releio. Alguns permanecem atuais, são atemporais... Outros, como disse a Cintia, já precreveram... Mesmo assim, não me desfaço deles... Abçs... Vtdo.

Nydia Bonetti · Campinas, SP 6/9/2007 12:39
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Humberto Firmo
 

Com a idade as banalidades ficam mais importantes.
Acho que não são mais tão banais assim;
o que faltava, antes, era uma maior atenção por elas.

abraços!

Humberto Firmo · Brasília, DF 6/9/2007 17:17
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Robert Portoquá
 

Olá Nydia!
Obrigado pela visita.
A pesar de às vezes nos depararmos com as “banalidades”, que fazem parte de nosso crescimento, “caminhar por entre a gente” (como diz Cazuza), é um exercício maravilhosamente nostálgico. Quando estes caminhos cruzam as esquinas da poesia, aí a viagem se torna imperdível.
Abçs.

Robert Portoquá · São Paulo, SP 7/9/2007 06:04
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Robert Portoquá
 

Valeu Humberto!
Concordo com você nos somos uma somatória de experiências, as quais, vamos aprendendo a nos importar mais e mais com o assimilar dos tempos.
Grande abraço.

Robert Portoquá · São Paulo, SP 7/9/2007 06:05
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Cintia Thome
 

votado...

Cintia Thome · São Paulo, SP 7/9/2007 20:59
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Robert Portoquá
 

Valeu Cintia!
Abçs.

Robert Portoquá · São Paulo, SP 8/9/2007 17:54
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Frazão Brother
 

Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará...
(Lulu Santos e Nelson Motta)
O seu belo poema-prosa me trouxe essa música. Mas a releitura é um ótimo exercício da nossa construção diária.
Parabéns, Robert.

P.S.: Eu misturo minhas fatalidades com bananas só para alimentar-me de banalidades (rss)

Frazão Brother · Anastácio, MS 9/9/2007 12:28
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Robert Portoquá
 

Valeu Bro!
Esta letra tambem calhou em mim, gosto muito!
Brigado pela visita...
Abcs.

Robert Portoquá · São Paulo, SP 9/9/2007 13:00
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