Abdias Nascimento e Cacilda Becker, em Otelo, 1946
ABDIAS NASCIMENTO NO TEATRO BRASILEIRO
- "A vitória abolicionista (...) sem a REPARAÇÃO
esperada pelas vítimas da escravidão não passará
de um choque na consciência humana, em um
organismo paralisado - que já consegue agitar-se,
mas ainda não caminhar",
Joaquim Nabuco, O abolicionismo.
No embate abolicionista o tema República foi um balde de água fria. O Estado Republicano foi apregoado como a mesinha para todos os males. Extamente por não haver uma proposta, um pensamento de construção de um Estado Republicano Nacional.
"As discussões sobre o futuro da nação tiveram como
ponto importante a questão das raças, em que os
principais temas estavam relacionados com:
a) a "indolência do mulato";
b) "a inferioridade racial do negro";
c) "a degenerescência do mulato". (1)
Não podia ser diferente, dois grupos, dentro da nobreza simbolizavam as aspirações e ditavam as soluções:
a) a oligarquia da monocultura - a açucareira e a cafeeira;
b) a burguesia urbana, encravada no aparelho de estado, mas ávida
pelo progresso.
Uma e outra agarradas nos favores de estado, entregavam as questões sociais aos homens de ciência da época e tudo se resumia
"à higienização da sociedade e à eugenia para o branqueamento da nação".(1) Era clara a colocação - tudo se resumia à desafricanização do Brasil. Dentro de duas premissas, e sómente duas:
a) a imigração branca européia, para SUBSTITUIR o negro;
b) o branquemaneto eugenístico.
Para ler a continuação precisa fazer o tal do Dowonload, no indicativo paralelo com a imagem
Pois é se todas as cores, todas bandeiras se unissem, um povo só, haveria paz...Agora lembrei-me de J.Lennon, Imagine...
Volto ...um abraço
obs: Neste meu último postado, recebi agora de manhã esta foto de Che e aí escrevi..esta , é verdade, inspirei-me olhando os olhos de Che...
Muito bem dito André,
Que a reparação (seja qual for a forma que venha a ser feita) restitua ao negro a dignidade de viver sem as "pinturas" que ainda lhe são impostas como forma de convivência social.
Um grande abraço meu irmão,
Volto pra votar
excelente!!!
será que vamos conseguir reparar o que fizemos com o negro escravo?
será que não estamos, de uma forma ou de outra, empurrando os negros para novas senzalas, que denominamos de periferia?
penso que racismo é tentar "comprar" o negro, pondo anéis nos dedos de uma minoria negra, tratada como uma raça, e não como seres essenciais. tolerar o negro, seja nas artes cênicas ou em qualquer outro campo, não vale como reparação. é preciso olhar o Negro como um igual, construir o mundo sem distinções, corre em nosso sangue a cor da nossa matriz , A África. somos todos, sem exceção, seres importados! navios negreiros nos trouxeram, o mar um dia nos separou dos nossos pais, construímos um país pintando a cara de branco, emulando continentes e conteúdos europeus, trabalhando uma terra que não conquistamos ainda.
grande abraço, Andre.
É bem verdade tudo isto, infelizmente. As discriminações não acontecem só com os negros. São inúmeras... E o ser humano ainda se acha evoluido. Bélissimo texto. Propício para a data da "Independencia"... Faz refletir. Grande Abraço.
Nydia Bonetti · Campinas, SP 8/9/2007 09:35
Amigo André, sempre digo aos meus alunos: "quem sabe o que é ser negro neste pais quem realmente é negro". Até como personagem bíblica o negro é descriminado. Há uma corrente religiosa por ai que anda pregando que o negro é descendência do castigo que Deus colocou em Cain por ter matado seu irmão Abel. Parece besteira para aqueles que não acredita em Deus e nem na Biblia, mas em pleno século XXI a gente ter que ouvir esse tipo de mensagem vindas de lideres evangélicos que não têm noção dos fatores climáticos, históricos, antropologicos, geograficos que envolvem as diferenças de cores, não de raça, haja vista existir uma única raça. A humana!.Imagine o estrago que essa mensagem está fazendo na formação ética e na autoetima de jovens e crianças e também de alguns adultos que frequentam e acreditam em tudo que um lider evangélico lhe diz.
Sou uma defensora da igualdade humana, não por ser filhos de Deus, mas por ser humanos.
Volto para votar.
Abraços, sua fã numero UM.
Elizete Arantes
André, grande parceiro.
Construimos essa terra com o sangue e o suor dos negros, arrancados de suas entranhas, de suas origens, pela lei da força, por desatinados corações embrutecidos que apenas queriam pintar suas almas com o dourado do nosso ouro.
Quantos negros enterrados viraram sementes de tantas plantações que geravam riquezas para os donos de um Brasil colonia, de um portugal abastecido com nossas essências, alimentando uma realeza mentirosa e sempre pronta a sugar o leite santo de muitas negras de almas santas, coloridas.
E a mentira prossegue, parceiro, ainda hoje não vejo lutas maiores para cercear a disciminação sem rémedios que corre solta no nosso país.
A vergonha continua. Os crimes são os mesmos. Os tempos são outros, infelizmente, com a mesma impunidade.
Se não pudemos lutar com armas, façamos como tu, como nosso amigo Agenor, como Castro Alves, usando a força da palavra.
Valeu, parceiro.
Ando nos mesmos ventos que sopram a tua bandeira: A LUTA PELA LIBERDADE PARA OS HOMENS NEGROS.
Forte abraço, belo texto.
Do amigo e parceiro
Noélio Mello
O Brasil tem uma divida imensa com os negros, mas uma maior com o interesses internacionais.E preciso liguidar esta segunda, aos moldes do que fez a Argentina, ai sim resgataremos nossa dignidade, porque todos nos, nao so os negros, continuamos escravos. Abracos, Vapf
victorvapf · Belo Horizonte, MG 8/9/2007 17:51
André,
O racismo velado na hipocrisia dos discursos liberais é que me incomoda. Sinto-o na pele pois sou afro descente "ASSUMIDA" e
devo confessar-te, já não brigo mais, cansei, mas aplaudo suas ações. Conte comigo querido.
Bjs
Ah! meus amigos, ontem e hoje o trabalho remunerado.........
Cintia,
Agenor,
Marcos Andre,
Nydia,
Profa. Elizete,
Noélio,
Victor Vapt,
Ligia,
Obrigado pelo estímulo pela passagem, obrigado pelo estimulo. O conforto da palavra escrita é grande demais. Por ser escrito tende a ser eterno, no mínimo duradouro, e ultrapassa
à pessoa que o recebe; enobrece além dos que o manifesta,
um abraço, andre.
Olá André!
Um texto muito bem elaborado embasado teoricamente e de leitura obrigatória...
Parabéns!
Abçs.
André, querido...
Este assunto sempre me toca.
Tanto, quer atualmente faço uma pesquisa sobre a imagem do
afrodescendente no fotojornalismo do meu Estado.
Aqui, 75% da população é negra, ou afro descendente.
O Tocantins foi construído por nossos ancestrais negros,
e hoje, décadas depois, minha pele clareou, mas
te confesso: minha alma ainda chora, como que marcada
pelos séculos, as agressões sofridas ontem, e que repercutem
tão gravemente hoje nos meus irmãos, cuja cor fere tanto
nossa sociedade ainda preconceituosa.
Te confesso que a idéia da reparação nunca havia me ocorrido
antes de começar a ler seus textos.
Acho justa. Não sei é o como fazer.
Quero ler mais, compreender melhor, e quem sabe engrossar
fileiras com vc e tantos outros.
Grande beijo no coração!
EXCELENTE!!!
Parabéns pelo trabalho.
O Centro Cultural Araçá possui a Gráfica-Escola e o Núcleo de Produção Audiovisual - RTV ARAÇÁ formado por maioria de jovens afrodescendentes. Estamos abertos a intercâmbios, desenvolvimento de projetos de editoração e produção de dvd/cd.
MECENAS
www.projetoaraca.org.br
www.videolog.tv/tv_araca
www.rtvaraca.com.br
Votei agora Andre, depois de acabar de ler emocionada seu brilhante texto. Qdo me aproximei de Lima Barreto, conheci de perto, a partir de leituras paralelas, o projeto republicano do embranquecimento do Brasil. Seu artigo, e a foto que o acompanha, são de grande préstimo porque nos fazem lembrar que este projeto - que estigmatizou os negros libertos da escravidão (livres para que???) como "classe perigosa" - continua a vigir diante de nossos olhos.
Como disse o Noélio, a vergonha continua a mesma, e é pela força da palavra que se pode lutar contra ela.
Parabéns pela força das palavras que vc semeia por aqui.
Toda minha admiração e meu respeito.
Beijos
Grande amigo André,
Lido; e concordo com o texto. Votado!
Abçs. Benny.
André,
valeu pelo convite. tudo muito corrido, quando puder enho ler como se merece!
abração,
pedro.
Robert Portoquá,
Roberta Tum,
Nydia Boneti,
Ize,
Benny Frank,
Pedro,
Tudo quando posso dizer-lhe é que fico muito lisongeado
pelo despreendimento, pelo incentivo, pelo abraço oferecido,
sempre me alimenta a ´crença, a esperança de que este caderno
se transforme mesmo num Gremio Literário, com todas as letras e ações, um abração, andre.
Oi, André,
cheguei para ler mais um e aprender tanto com você!
Suas palavras são exemplo de luta. Abçs de Betha.
Andre Pessego Mestre, Poeta e Amigo.
Por Questáo de honra, eu tinha de vir aqui e votar neste trabalho de tanta dignidade e importáncia para nosso Brasil se limparda chaga da Escravidáo.
Parabéns por trabalho de tanta elevacáo.
Abracos
Lembramos que o público beneficiado do CENTROCULTURAL ARAÇÁ é 99% afrodescendentes. Em 2008 agende uma palestra para nossos 487 crianças, adolescente e jovens. Ainda possuimos uma Grafica Escola que poderá publicar algo sobre o importante tema e o Núcleo de Produção Audiovsisual também produzir um documentário sobre sestas reflexões. Parabéns sempre.
MECENAS - Coordenador do Núcleo de Produção Audiovisual RTV ARAÇÁ
Apoiado!
e legal que curtiu nosso som, um abraço, Bruno
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