Os gestos se perderam
no entrelace das mãos
a voz alcançou a mudez
na coxia silenciosa:
-Boal está morto!
A morte fossilizou o corpo
e a palavra deixou de aguar
a gleba dos oprimidos
e o ator transvertido em Deus
ante o olhar atônito da platéia
se fez cinzas e rasgou
os limites da existência
em busca de novos amanhãs.
O palco está vazio
o país está vazio,
desceu o pano no último ato
do teatro da vida:
-Boal está morto!
Dedicado á memória daquele que foi um ícone do teatro universal: Augusto Boal.O teatro do mundo ficou um pouco mais pobre com a passagem para o plano superior de Augusto Boal, fundador do Teatro do Oprimido.
Julio,
Justa homenagem
foi-se o grande homem, o palco esta vazio e a plateia chora ,
mas feliz daquele que fica na história.
bjs
Merecida homenagem ao grande Boal. Parabens, poetamigo. Paz em Ñanderu, Grauninha
graça grauna · Recife, PE 10/5/2009 10:19
Julio Rodrigues Correia · Manaus (AM) ·
REQUIEM PARA AUGUSTO BOAL
Parabéns pela homenagem sentida.
Enquanto houver um oprimido o Teatro pode lhe dar voz para clamar mesmo que seja no deserto.
Seu trabalho ficou muito bom porque tem uma carga inspiradora e fortalecedora, porque Jesus também morreu para viver eternamente.
Você com sua Homenagem foi lá no coração da Gente.
Parabéns.
Abração Amigo.
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