O sol estava de uma luminosidade dominical, esquentava sem agredir, e uma brisa boa brincava de soprar o pouco calor, mas sem esfriar o dia. O mar solene presenciava tudo de longe, como pai que quer apenas fazer-se presente, sempre, contínuo, mas na sua distância temporária... Era um domingo de muito verde, flores que vieram tristes, mas fizeram-se belas e carregadas de palavras e sentimentos silenciosos. Era um dia dedicado ao descanso, por mais que esse descanso causasse um quê de solidão em todos ali. Era o teu descanso, o teu semblante dizia isso e minimizava a nossa solidão. Um silêncio tranqüilo, feito de lágrimas, recordações, respeito e saudade. Tranqüilo como a maneira com a qual recebeste a vida, com a qual soubeste viver sempre deixando emanar de ti uma força tranqüila... As lágrimas contêm toda a emoção turbilhonada dentro de cada um que te viu, que te quis, que te aceitou, são sentimentos fortes, profundos, confusos, incrédulos: “Como?”, “Por que?”, perguntas sem respostas causam essas lágrimas... As recordações chegam entre uma lágrima e outra, cada um ali com um pouco de ti querendo sair à tona e nos fazer perder-se dali dentro de um pedaço de vida tua. O respeito unânime por tudo o que foste como pessoa, como filha, irmã, mãe, amiga, como uma guerreira íntegra, que soube lutar com tudo o que tinha... Fica essa saudade que agora arde em chamas muito fortes e incontroláveis, e que depois, manter-se-á como uma brasa que arderá tranqüila sem causar dor, só aquela melancolia que percorrerá todos os dias a partir deste, deste dia de sol, brisa, calor, céu azul, mar ao longe, tudo num harmônico equilíbrio, para a tua despedida... Um dia que poderia até mesmo ter sido feito por ti, porque neste dia havia aquela tranqüilidade, aquela serenidade, aquela ternura que teu semblante exibia.
Não direi adeus, não tem que ser adeus, porque a tua essência permanecerá dentro de nós, atenuando tudo.
“Nil, foi um ser humano lindo, que acreditou no milagre da vida, até o último suspiro”.
Que linda honegem e despedida!
Emocionante. Fiz um par meu pai. Também é cheo de saudades qua choro todas as vezes qe releio.
Essa tmbém somos nós, na dor e na tristeza, diante de um aconteciemnto rotineiro, mas que não nos acostumamos nunca...
abrçs
Branquinha, vamos manter contato por e-mail
mourgause@gmaill.com
Beijos
Fica essa saudade que agora arde em chamas muito fortes e incontroláveis, e que depois, manter-se-á como uma brasa que arderá tranqüila sem causar dor, só aquela melancolia que percorrerá todos os dias a partir deste, deste dia de sol, brisa, calor, céu azul, mar ao longe, tudo num harmônico equilíbrio, para a tua despedida..
Queria pra mim...
Adorei mesmo o texto, rico nas palavras, sentimento à flor da pele da flor...
Parabens
bj (votado)
Acreditar no milagre da vida, até o último suspiro...
Conheci alguém assim... Saudades...
beijos
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