Resquícios de sonhos.
No fundo do quintal, depósito de lixo
alimenta as mariposas famintas.
Entre os escombros descartáveis,
velho sofá de couro danificado,
ainda escuta pasmado, os murmúrios
de tantas noites de galanteios libertinos.
Nas suas frias dobras bolorentas,
fantasmas de espermas perambulam.
Ainda acreditam que estão vivos.
Resquícios de sonhos falaciosos.
O cheiro deprimente de sexo coagido.
jbconrado*
Mestre,
Nem tem como comentar...Minha admiração e felicidade por poder conhecer seus trabalhos diz tudo. Abraços!
Concordo plenamente com o nosso querido Delen!
São fantásticos teus trabalhos!
Meus aplausos sempre!
beijos meus!
Tão triste e, ao mesmo tempo, de uma intensidade dolorosa!
A imagem é perfeita, linda e triste, como o poema.
Adorei.
beijos
JB,
Belos versos,
Trazem emoção sim,
tantas lembranças perdidas.
bjs
Os fundos dos quintais também são cheios de lembranças
boas da infancia, mas sempre jogam as coisas velhas pra nos dizerem
que a infancia se foi, envelheceu...
Parabens, até me emocionei com suas palavras e imagem.
abs
Salve, Ayruman!
Como disseram nossos amigos aí em cima - intensidade!
Intensidade é a palavra que diz tudo!
Abraço Pantaneiro.
senti/nelas
"O céu não tem janelas e as cortinas só me guardam a poeira …
Se a flor é arrancada da terra, esquecida num vaso de vidro,
Se ainda sonha com o vento que lhe rasgou suas folhas
e carregou para sempre o perfume … as suas cores…
Sem nada pra comer/morar
Hoje a alegria foi dormir mais cedo,
E a gente ainda guarda os entulhos no peito…"
Um abraço poeta!
Alcanu: não consegui fazer o download. Volto depois, valeu, irmão! Axé!
RUI LÔBO · Brumado, BA 29/8/2009 18:07
Mata o homem mais não muda o nome: digo AYRUMAN! Desculpe. Falha nossa... cansaço, deve ser!
RUI LÔBO · Brumado, BA 29/8/2009 18:09
Salve amigo Ayruman!
Passei por aqui para deixa um abraço preservacionista enviado por nossa mãe natureza. Inteirinho dedicado a você.
Ayruman, você está inscrito na minha lista de artistas preferidos. Imagem e poesia num casamento perfeito, como sempre! Que um dia toda a humanidade possa acordar desses sonhos falaciosos! Grande abraço e parabéns!
Clésio Tapety - Cultura da Paz · São Paulo, SP 30/8/2009 10:11
Um velho sofá, uma estória a se afirmar.
Fixaram momentos, gravaram suores
Plantaram desejos
Curtiram prazeres
Abandonado, jogados, tal qual os amores
Que outrora foram presentes.
Um abraço
Os sonhos tambem envelhecem, evaporam ou sobram os resquícios assim, abandonados...
Belo e intenso poema.
Bjão
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