O resto do mundo ali não passa,
Há nem comiseração, graça
é só miséria, desamor, trapaça.
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Se não há terra perto dágua e delas uma estrada
Se não há na terra escola e morada
Se não há atenção sanitária e cuidados a cada
há nada, há nada, há nada, ou quase nada
Se sou quilombola planetária, dêem-me a parte
que me cabe no latifúndio, não sete palmos
que meu futuro, camarada, é ser cremada
Intenso,
denso,
como uma trapaça
bem feita
e fica a miséria
e o desamor.
Concisão perfeita
um abraço
De versos fortes, assim,
pungentes, se faz um novo mundo.
Boa, JU§
Muito intenso e real.
O toque de ironia, ao final, enriquece ainda mais o indignado poema.
beijos
quanta verdade expressa seus versos!
a miséria impera, o mundo gira , e os donos do poder emudeceram
gostei da inensidade!
diná
Putz isso é que é soco, Juli.. um soco sem comiseração
Pero um soco carregado de poesi
Pelos seus versos , Bonita, só passa o que é justo.
Resto? não! é todo.
Acho que te publiquei
... negra eternizada.
Fui lendo e colocando o final (meu). Olha que ousadia!
Eu insignificante colocando a pena em cima de tua obra prima.
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