retornas de um modo
silente e desusado,
deixou-me atordoado
sem noção das horas
...
dobrarei o espaço, que congela
o ser será o nada e nada será
um segredo revelado que, disse
eu, um dia, por acaso, a ela:
"Sonhos mesmo sepultados
germinariam rebrotando em flor.
Eu também sonho em parar o tempo,
quando encontro o amor".
...
Da queda livre suspenso
fotografo a planície nua
descaio mais um tanto
revelo a coragem tua
Ícaro e Fênix em chamas
Lascivas ondas volutas
assanham-se "encendidas"
...
Ferido de morte pelo verso
apaixonadamente regresso
silente, sangrante
dilaceradamente amante
sem palvavras nem gesto
Diria o quê a horas tantas
senhora do poema amante
...
Inda teria três minutos,
mas que fazer em tanto.
Penso que poderia...
Bem, deveria poder,
é já a hora de adormecer.
Encantador!
Admiro sempre suas palavras, a construção dos seus versos, o sentimento, a paixão.
beijos
Teu diálogo em forma de monólogo...(ou vice-versa}... essa tua conversa com ela/tu, hipnotiza... Contudo, soa franca, aberta, como um sussurro que nem nos confessionáros se ouve... Antes, diria: inaudível... Daí essa sonoridade de muros implodindo... De cascatas arrebentando-se nas pedras das celas, das nossas celas, de todas as celas do mundo... Cuja porta se abre para a nossa (e)terna prisão: os braços/abraços do ser amado...
Pepê Mattos · Macapá, AP 6/1/2008 23:38
Bem Saramar, admiro-me também por ti, por teu trabalho, tua lida, como disseste. Grato. Já te disse que inspiras, não é fato?
Pepê,
Por ser um conversa, ás vezes com ela, às vezes comigo imaginando que seria ela, às vezes com uma outra ela, não é menos sincero, menos apaixonado, no entanto, o digo a mim mesmo de mim e aqui.
Mesmo porque, é fato, não passa de ficção, ainda que desejada.
No penúltimo cojunto de frases, versos, alguns até diriam estrofes, quis dizer palavras e não como constou:
sem palvavras nem gesto.
Perdão,
Ferido de morte pelo verso...
Menino... Que versos intensos! Belo!
Intenso é o meu apreço por ti Nydia.
Grato.
E só é um morte lírica, no entanto,
que a vida segue bruta, muita vez.
Que beleza, Adroaldo! Belos versos!
Abraço,
http://interludios.blogspot.com
Me resumo em dizer que adorei! belos versos...
Um grande abraço e beijos n'alma.
voto!
Adroaldo, desde o título retalhado, até a última palavra; adormecer.
Bacanésimo!
abço.
Um poeta, ferido de morte, retalhado e atordoado...Mas é amor e como são intensos quando amam! Intensos e generosos!
crispinga · Nova Friburgo, RJ 9/1/2008 22:13
Adro,
Caramba! Por andará esta alma errante?
Amarrar-te-ão numa cadeira (como cogitaram fazer comigo). Corpo em férias mas, a cabeça...
Abs
Adroaldo o ritmo que dás a poesia com palavras que se acrescentam mas não se acomodam e que pedem: "Mais!" fizeram-me encantar.
A-do-rei!
Um abraço.
Poesia com intensidade de tela. Imagens perturbadoras. Ritmo que dá sensação de queda. E palavras que se amam muito bem colocadas. Enfim, um texto dos melhores que já vi por aqui. Muito bom. Votado com abraço.
Eduardo de Oliveira · Teresina, PI 11/1/2008 11:57Andas muito bem Ferido de morte pelo verso lançado do arco de Cupido, inflamando-se ao lado Ícaro e Fênix em chamas...
Frazao my brother · Anastácio, MS 11/1/2008 18:52
Frazão,
Sentires puros, prazeres mistos, talvezes realidades.
Lígia,
Acomodar,jamais. Enquanto voar o pensamento mais.
Spírito,
Soubesse eu por onde andaria a alma, por certo a acompanharia, inda que a ferros.
Grato a vós pessoas.
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