Voltes agora,Magdala, mesmo vazia, me amarras e me prendas.
Peço de prontidão tua volta, Deusa, louca ingratidão.
Peço teu açoite sem rota. Pois a tua falta encarna em mim total escuridão.
Um não paralisante.
Um sussurro vão.
Na escuridão de traumas reencarnados me enlaço.
Quase um carma, total indigestão, acostado as paredes torpes
do agora lar "serão-morada" eu o nego.
Em memórias me amparo.
Assim não desço abismos mais fundos.
Revendo um longa-metragem de uma vida que evapora sem mim, para longe assim, indo embora.A contragosto dor que me devora.
À volta lhe peço,ao lar, por razão e por justiça, só agora e ainda que tarde
a apólice revista.
Por que no sacrifício da entrega cega, aviltado
Diante de temporais
Diante dos uivos,
Dos açoites,
Dos rugidos lascivos dos teus...
Qual raposas e hienas, em tua ausência a me devorar...Tirar nacos de minh'alma...
Noites e tardes sem saída
De memórias
De erros
Que sumiram diante do amor esmero. Amor ardente. Amor doce de leve apelo.
Amor devaneio.
Para que de todos e a todos (do todo) se desse
E fosse além da esperança a crença inerente
Que a mudança vem e assenta no trono luxuoso por resignar-se.
Separados, neste instante, pelo desejo imensurável de viver que tens
de sentir e ser...
Mesmo quando o és absoluta e única senhora.
Mesmo abundante o amor ( o meu)derramado e de raízes profundas poetizadas a ti devotado.
Mesmo que lhe ame assim por horas incontáveis
Desejo tolo de te sentir por mais tempo, por mais horas, em mim...
Ainda assim, de antigo, inusual, artigo surreal o meu amor de anjos
Impiedosa desdenha.
Não enxergas o teu mal. Tua luz, na noite cai,
lá presa se distancia do rosto morno que a aguarda.
Pondo em meus ombros pesado o fardo
Do fracasso de minhas retinas fatigadas.
Assim como pescar teu brilho, lá longe, a horas daqui?
Portanto voltas lhe imploro...Portas abertas e alpercatas limpas e dou-te um beijo demorado e mais profundo que o abismo em que estivesse outrora...
Eu lhe absorvo num abraço.
E lhe sou seu aos pedaços.
By Wamberto Nicomedes.
Escorço de dores que não sanam nem se esquece.
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