Reunião etílica com o Jack

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Santa Nem Puta · Rio de Janeiro, RJ
4/8/2011 · 2 · 1
 

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Ainda sofro os efeitos da ressaca, as várias lacunas na memória pouco a pouco preenchidas pelo relato do meu mais leal funcionário, o (office)boy. Não estranhe ao constatar que esta é uma obra produzida a quatro mãos.
Tenho uma empresa de consultoria estética chamada ‘Merci Pour Ma Beaté’. Sou bastante jovem ainda, porém de sucesso. Bonita. Vaidosa. Dedicada. Inteligente. Irresponsável! Perdi alguns milhares de dólares por conta de algumas doses de Jack Daniels. Pois é… Whisky com nome de macho não tem mulher que resista. Pelo menos não eu!
Era uma reunião de negócios. Dividindo comigo a mesa um forte investidor e seus assessores. Todos muito simpáticos, descomplicados, interessantes e interessados em mim, ou no meu negócio. Fechamos os valores e os termos da parceria. Logo a bela jovem de sucesso conquistaria ainda mais sucesso. Jack Daniels nela para comemorar!
Faltavam apenas alguns documentos para oficializar a transação. Estavam com o boy, que mais uma vez desviara a rota do cartório para vadiar nos bares da vida. Tive o ímpeto de gritar DEMITIDO ao celular, mas seu aparelho estava desligado ou fora da área de cobertura. Restava-me, então, aguardar o funcionário vadio brindando o meu triunfo junto ao investidor e seus assessores. Tocava rock and roll.
Quando cheguei, a chefe já estava louca. A danadinha, de forma muito competente, rebolava até o chão em agradecimento à generosidade dos gringos. Eles retribuíam e tentavam rebolar até o chão em agradecimento à generosidade das curvas da minha chefe. Seios, pernas, bunda, não seria mal negócio investir todas as economias naquele corpo quente. Os gringos pareciam concordar.
Diante do calor das negociações, decidi que não era o momento de me apresentar ao grupo. Saboreei em silêncio o pouco de bebida que restava na garrafa entornando tudo em uma golada só. Maravilha! Efeito rápido e devastador! Lá estava a minha chefe… num streap tease alucinante… tirando cada peça de roupa… rebolando… sorrindo… super sensual…
Sabe aquele seu sonho mais pornográfico? Nem mesmo nesse eu senti tanto tesão. Vaca gostosa, cheia da grana, tudo que eu mais quero é arrombar o seu cofrinho!
Risos e comentários nas mesas vizinhas. Garçons aflitos sem saber de que forma abordar. Era real! Eu estava diante da minha chefe nua. Ou quase. A lingerie comportada de algodão com estampa de sorvete tapava as grandes montanhas e o caminho do paraíso. Que pena!
Tão ávido pela sobremesa quanto eu, um dos gringos, o mais alto, foi com a boca direto na sorveteria. Minha chefe impediu a degustação. Sua recusa em liberar a chupada nos peitinhos deixou o branquelo louco. Ele desejava provar o doce daquela mulher. Eu desejava ainda mais.
Segui confiante em direção à minha chefe. Ela enlouqueceu ao me ver: “- Seu puto irresponsável! Cadê meus documentos?”. Não respondi. Estava tomado de testosterona, os pulsos já cerrados. Nunca gostei de gringo e aquele merecia apanhar.
Jogado aos meus pés, desacordado, um investidor de milhares de dólares. Do meu lado direito, os assessores contendo a fúria do boy valentão. Do meu lado esquerdo, o gerente acionando o serviço médico ou a polícia. No meio da cena, eu, sem roupa. Foi-se o efeito etílico do Jack. Estava lúcida. Perdida. Desmaieu.
O gringo acordou rapidinho. A minha chefe não. Todos transpareciam crescente preocupação com o rumor dos fatos, menos eu. Cachaça não mata, senão eu já estaria morto. Chamei a responsabilidade e sugeri ao gerente e aos gringos que nos liberassem, evitando, assim, maiores escândalos e aborrecimentos. Sugestão aceita.
Tomei minha chefe nos braços e entramos no primeiro táxi que cruzou a esquina. Por sorte, havia na bolsa da chefe dinheiro suficiente para a corrida até sua casa. Melhor! Havia dinheiro suficiente para passar horas dentro daquele veículo… Oportunidade perfeita de realizar a minha fantasia e enfiar no rabo da chefe. Mais que isso, de enfiar no rabo da chefe dentro da traseira de um carro.
O taxista percebeu que as minhas intenções não eram boas quando indaguei se curtia um voyer. O taxista respondeu que sim. Perguntei então se poderia nos conduzir a um local deserto e não perigoso. O taxista respondeu que sim, ajustou o espelho retrovisor e ligou o rádio.
Em trânsito, iniciei as carícias ao som de um frenético rock and roll. Mordisquei seios, pernas, bunda, barriga, pescoço. Mordi ela toda e, louco de tesão, lamentei muito a vaca estar adormecida, incapaz de um boquete. Quase gozo só de imaginar aquela boca que tanto me dá ordens chupando o meu pau. Melhor gratificação impossível!
Fiquei tão excitado que caí de boca na perseguida. Estava me fartando no mel quando o taxista freou bruscamente. De propósito, pura inveja. Pouco me importei. Táxi estacionado, hora de meter!
Coloquei a vaca de quatro e enfiei tudo, até o talo. O taxista pirou e implorou por um buraquinho: “- Pelo amor de Deus, me deixa participar! Tu mete na frente. Eu meto atrás. Depois a gente troca!”. Estava pronto a responder negativo quando, para minha surpresa, ouvi um doloroso sussurro feminino: “- Jack. Daniels. Posso chamar vocês dois assim?”. Era ela, a minha chefe, ainda de olhos fechados, suplicante por duas picas.
Dá-lhe Jack Daniels no rabo da chefe! Afinal, seu desejo é uma ordem. Ah! O funcionário mais antigo merece o buraquinho de trás, essa foi minha única exigência.
Acordei no meu apartamento, banho tomado, bandeja de suco ao lado da cama. O boy é um homem pobre, porém bastante romântico e sensível. Não se aproveitou da minha bebedeira, portou-se feito um cavalheiro. Penso em promovê-lo muito em breve. Namorado? Amante? O cargo ainda não decidi.

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alcanu
 

Uma dose extra de Jack Daniels e qualquer chefe vira uma boa puta, com direito a um boquete fascinante, inclusive !
Viva a putaria, te apóio incondicionalmente !
Um beijo !

alcanu · São Paulo, SP 3/8/2011 23:33
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