Revisando a Doralice.
(um fragmento autobiográfico)
Dezessete anos...
Noite, boemia,
Paixão e ira...
Com o dedo em riste
Quase tocando o nariz
De um arcanjo feliz
Ela esbraveja
Com hálito de cerveja:
“... E já estou cheia
das suas indiotices!”.
O feliz arcanjo,
Sorrindo em maneirice,
Pegou aquele dedo
Afoito, mas com gosto
De fetiche,
Segurou-o delicadamente,
Com as duas mãos,
Envolvendo,
Aquela furiosa mão,
Deixando de fora,
Apenas a ponta,
Do dedinho firme,
E entre beijinhos,
E mordiscadas,
E olhando a Doralice
Nos olhos, disse:
“Desculpe-me Doralice,
Eu não ouvi bem,
O que foi mesmo
Que o Índio Disse?”
Ela, tomada
De delicada meninice
Derretida e amansada,
Esqueceu a sandice,
Que o Índio Disse.
E naquela noite,
Aos dezessete anos,
E apaixonada,
Aquela Doralice,
Toda rude e estabanada,
Aprendeu que,
Apenas uma letra errada,
Pode trair qualquer idiotice.
(e até hoje, por culpa do quê aquele feliz arcanjo, fez e disse, é assim que se corrige a Doralice).
Para meu Amigo e Querido Imperador “D. Adroaldo Bauer Spíndola, O Terrible” por saber como revisar a rude e estabanada Doralice.
Dora, extraindo a feitura intrínseca e a pessoal do texto, adorei
a rima - proxima, tocante, um abraço, andre
Olá Dora,
Parece que ser destabanada faz parte das "Doras". Também me chamo Dora, sou pernambucana e a minha mãe era DORALICE. rsrs
Muito legal seus versos. Parabéns!!!
bjo
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