REVOLTA DA CACHAÇA 1660 RJ

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azuirfilho · Campinas, SP
26/8/2009 · 26 · 29
 

REVOLTA DA CACHAÇA 1660 RJ

O Povo como bugalho, o Império e local cobravam.
A Revolta do Barbalho, porque todos os exploravam.
Numa núvem de fumaça, nenhum Governo a honrar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.

Dos Holandeses expulsão, e concorrência crescer.
Com desafio e especulação, mais jogo sujo pra ter.
Por opressão e pirraça, mil formas para arrecadar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.

Com grande exploração, e todos preços elevando.
De tremenda dominação, para Angola contrabando.
Moçambique Mombaça, a imensidão do além Mar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.

Uma Carta régia garantia, monopôlio ao Portugues.
Era a verdadeira sangria, e o nacional sem ter vez.
Desigualdade e desgraça, que a tudo vai complicar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.

Açucar em competição, do Brasil com as Antilhas.
Pros lucros diminuição, já não são as maravilhas.
Senhor de Engenho Senhoraça, aumentando o lucrar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.

Lucro édiminuido, tem de compensar lucrabilidade.
Aguardente é produzido, contrabando oportunidade.
Precisam de alguma trapaça, para o lucro aumentar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.

Pra combater ilegalidade, nova ordem então é dada.
Repressão e brutalidade, e muita violência é usada.
Destruição e muita ameaça, pra a aguardente parar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.

E lá no Rio o Governador, faz nova taxa instituir.
O recurso restaurador, para as suas tropas suprir.
A Economia em bagaça, pedem aguardente liberar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.

Seria uma compensação, e no Rio eles aceitaram.
Impérior exige revogação, e da Europa ordenaram.
Já vinham para a devaça, pra a colônia acovardar.
A Revolta da cachaça, de tanto imposto no cobrar.

No Rio os produtores, ante cobranças se rebelaram.
Da Guanabara produtores, por cachaça se rebelaram.
De Niteroi com toda a raça, para o Rio reivindicar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.

Governado estava ausente, seu substituto vacilou.
O vovo unido e valente, uma medida justa cobrou.
Não pagaram soldo do praça, e vai com amor apoiar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.

Saquearam casa do Governador, e novo é aclamado.
Procurou ser conciliador. e logo vai ser trocado.
Jerônimo Barbalho da massa, vai o povo contemplar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.

Os jesuitas foram perseguidos e Militares também.
Ficaram ódios recolhidos, para vinganças mais além,
Para descontarem na devaça, que não tarda a chegar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.

Volta armado o Governador, com Tropa Paulista.
Fortalecido e justiçador, para a vingança prevista.
Vem com ódio e não disfarça, para contar acertar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.

Faz todos aprisionar, e monta uma corte Marcial.
Aos rebeldes faz condenar, ao chefe pena capital.
A sua Justiça arregaça, enforca e faz esquartejar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.

E o Conselho Ultramarino, aos rebelados dá razão.
Um exemplo diamantino, para lapidar a população.
Mais tudo já era fumaça, a injustiça já a grassar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.

Azuir Filho e Turmas: Do Social da Unicamp e, de Amigos, de: Rocha Miranda, Rio, RJ e, de Mosqueiro, Belém, PA.

Poesia de Homenagem a Revolta da Cachaça, Movimento ocorrido no Rio de janeiro em 1660. O Comércio de Cachaça era legal no Rio de Janeiro, porque o povo pagava impostos no Municipio, que Sustentavam as tropas do Governador. Com a saida dos Holandezes o Açucar desvalorizou e o Império passa a cobrar imposto na cachaça. O Povo do Rio de Janeiro que já pagava, reclamou e pediu para resolverem a situação. O Govcernador autoritário e não justo, mandou cobrar os dois Impostos a Força, e o Povo se rebelou e tomou o governo do fraco substituto. O governo escolhido era nobvre e favoreceu o estado de injustiça e foi vencido nas eleições da Câmara do Rio que era de representantes do Povo e fez o contra ponto em favor dos interesses justos locais.
O Governo Ausente veio de São paulo com tropas e inverteu a situação de Justiça com forte repressão, inclusive execução do Chefe da Revolta Jerônimo de Barbalho que o tempo todo teve um Comportamento Justo e Igualitário, sendo lembrado como Herói e Mártir. Jerônimo de Barbalho, Chefe da Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.

DIREITOS RECONHECIDOS E AGRADECIDOS
F1 http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/5e/E23_p21.jpg/200px-E23_p21.jpg

F2 http://www.cachacapoesia.com.br/files/800px-Guilherme_Piso_engenho_1648.jpg
F3 http://www.valedoparaiba.com/terragente/artigos/fotos/paraty2.jpg

Sobre a obra

Obra de Louvor ao Povo no Rio de Janeiro, e a pessoa de Jerônimo de Barbalho, Heróico no episódio da Revolta da Cachaça, que no Rio era Lícita pois pagava impostos e sustentava as tropas do Governo Local. Esta Revolta da Cachaça foi uma grande licão de Cidadania para o Povo Brasileiro.
Com a expulsão dos Holandezes o Açucar declinou no lucro e passaram a taxar alto a Cachaça para compensar as operdas do Açucar. Tinham impostos, do Império e do Governo Local, esmagando a população que se revoltou contra o Governo substituto e incapaz de negociar uma nova legalidade para a situação.O Governo Local voltou com tropas Paulistas, retomou o Poder e Reprimiu, com a Morte do Chefe Jerônimo de Barbalho, e prisões e confiscos indiscriminadas. O Império desaprovou, e faz o Governador responder por seus atos autoritários e injustos e os Prisioneiros foram colocados em Liberdade. Ficou na Memória O Herói do Povo Jerônimo de Barbalho.

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informações

Autoria
Azuir Filho e Turmas: Do Social da Unicamp e, de Amigos, de: Rocha Miranda, Rio, RJ e, de Mosqueiro, Belém, PA.
azuirfilho@superig.com.br
azuirferreiratavares@gmail.com
Ficha técnica
Louvor Ao Povo do Rio de Janeiro pela Nobreza e Heroísmo na Revolta da Cachaça, e ao seu Chefe Jerônimo de Barbalho. Tiraram o Governo injusto e conduziram o processo. de modo a não desatender aos interesses do Povo e também do Governo, mesmo assim receberam repressão e morte.
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Aube
 

Azuir, meu querido!
Que prazer abrir seus comentários, depois de uma longa ausência minha... Você sempre nos trazendo fatos e pessoas importantes, através do lirismo e da doçura da poesia.
Parabéns pela beleza dos seus versos, sempre muito gostosos de se ler!
Mil beijos e lindo dia,
Aube.

Aube · Salvador, BA 25/8/2009 09:56
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delen
 

É poeta,

Seu talento vai além de qualquer coisa nessa terra, comentar seus trabalhos é muito dificil, pois qualquer palavra que use não explicaria a emoção de estar aqui lendo essa obra de arte. Por isso estou aplaudindo de pé. Abraços!

delen · Cotia, SP 25/8/2009 11:33
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Cintia Thome
 

Anibal Beça nos deixou para os Céus azuis que ele cantava por aqui...
25/08/2009

Cintia Thome · São Paulo, SP 26/8/2009 07:57
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ayruman
 

Olá Azuir. Uma grande licão de Cidadania para o Povo Brasileiro, nestes Tempos difíceis em que somos tratados simplesmente como seres "acéfalos" , ignorados pelos os mafiosos do Palácio da Alvorada
Abraços...

ayruman · Cuiabá, MT 26/8/2009 09:51
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Saramar
 

Azuir, é tão bom recordar a história do Brasil por meio dos seus versos! Ver o outro lado da história, eu diria, pela ótica dos oprimidos e não dos opressores e, além disso, com poesia, é um prêmio.
Fico imaginando onde andará, hoje, a força, a coragem e a rebeldia do povo brasileiro que assiste a tanto desmando com a voz calada e os braços cruzados.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 26/8/2009 16:31
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Doroni Hilgenberg
 

Azuir,
justa homenagem a um povo que vivia oprimido pelos imposto,
e num momento bem propicio
pois ainda vivemos para impostos pagar...
só não cobram o ar que respiramos porque é impossivel.
bjs

Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 26/8/2009 22:53
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Cezar Ubaldo
 

Salve,Azuir,como sabemos,a nossa história é repleta de impostos cobrados pelos governos.Necessários são,os impostos,mas,tantos quanto temos é exacerbação.Mais um brilhante trabalho,amigo.

Cezar Ubaldo · Feira de Santana, BA 27/8/2009 08:24
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celina vasques
 

Meu poeta Azuir, fantástico!
Uma justa homenagem a nós todos povos oprimidos!
Impostos...impostos...e impostos!

Parabéns por mais esse trabalho magni
fico!
Beijos meus!

celina vasques · Manaus, AM 27/8/2009 08:35
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erhi Araújo
 


Mestre

Atos autoritários e injustos perduram até os nossos dias. Só visitando o passado é que podemos mensurar a nossa realidade.
Parabéns sempre, obrigado por mais uma.
Um grande abraço

erhi Araújo · Feira de Santana, BA 27/8/2009 09:40
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Ivan Cezar
 

Bela página da história
Bem que poderia inspirar ...
abraço !

Ivan Cezar · São Sepé, RS 27/8/2009 10:08
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LAURO WINCK
 

Mais um grande trabalho com sua marca. Talvez um dia eles sirvam para que as coisas um dia melhorem para nosso tão maltratado povo.
abçs

LAURO WINCK · Rio Pardo, RS 27/8/2009 10:23
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joe_brazuca
 

pois é...eita governinho sem vergonha, né não ?

antes, agora, depois e sempre....

muito bom, Azuir !

abs

joe_brazuca · São Paulo, SP 27/8/2009 11:06
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Roberto A
 

Putz Azuir, isso inspira!

vamos nos revoltar povo!
encher a cara de cachaça e botar pra ferver! irmos lá na porta do congresso mandar todo aquele povo pra aquele lugar....


abs azuir.
bom post!

Roberto A · Cuiabá, MT 27/8/2009 11:06
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José Carlos Brandão
 

Viva a cachaça! Abaixo a cachaça!
Os americanos fizeram a independência por causa do chá, para brasileiro o negócio é cachaça! Deu no que deu.

José Carlos Brandão · Bauru, SP 27/8/2009 11:27
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O NOVO POETA.(W.Marques).
 

comparecendo e lendo mais um grande trabalho seu e que é sempre um privilégio, abraçosssss

O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 27/8/2009 11:52
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kfarias
 

Obrigado pelo trabalho, como sempre, nmaravilhoso e lindamente poetisado.
Como disse o Ivan, bem que poderia inspirar. Há tantas paginas da história do nosso pais em que podemos nos espelhar. Só que hoje não é necessário pegar em armas ou partir para a briga, basta apenas usarmos a cabeça e fazermos as coisas certas.
Acabo de ouvir no noticiário que os srs deputados aprovaram, na surdina da madrugada, o numero de vereadores no Brasil, para mais de SETE MIL.
abraços,
kfarias.

kfarias · Águas de Lindóia, SP 27/8/2009 19:53
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victorvapf
 

Belo trabalho!Cachaça...a proposito, estao proibindo o cigarro e ao mesmo tempo estao liberando a maconha...coincidencia...''

victorvapf · Belo Horizonte, MG 27/8/2009 20:21
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graça grauna
 

...humor, criatividade, liberdade de expressão, história. Parabens, Azuiir. Bjos

graça grauna · Recife, PE 27/8/2009 22:31
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Juscelino Mendes
 

As revoltas me atraem mesmo sem cachaça... abraço.

Juscelino Mendes · Campinas, SP 28/8/2009 00:35
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raphaelreys
 

Mais uma grande lição de história meu caro mestre Azuir!

raphaelreys · Montes Claros, MG 28/8/2009 08:20
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Sander Machado
 

Grande Azuir,
o poema me recordo que somos um povo de feitos e homens heróicos. O resto são Sarna_(eis) que infelizmente querem arrancar nossos pelos.
Com paz,
Sander

Sander Machado · Porto Alegre, RS 28/8/2009 10:27
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RUI LÔBO
 

Azuir: ... E ninguém me convidou? Se fosse hoje... Mestre! Se poesia é Cultura, Azuir é História. Axé!

RUI LÔBO · Brumado, BA 28/8/2009 10:51
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Rodrigo Slama
 

receba meu voto embriagado!

Rodrigo Slama · Natal, RN 28/8/2009 12:47
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victorvapf
 

Maior mancada da historia, foi a expulsão dos Holandeses...

victorvapf · Belo Horizonte, MG 28/8/2009 18:06
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assis pio
 

votado

assis pio · Aurora, CE 28/8/2009 20:11
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Andre Pessego
 

Aprendendo sempre. Professor, esta é a sua missão - ensinar.
abraço
andré

Andre Pessego · São Paulo, SP 29/8/2009 07:32
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Omar Costa de Umbro
 

Sempre o Azuir trazendo coisas que a maioria de nós não sabiamos. Parabéns

Omar Costa de Umbro · São Paulo, SP 4/9/2009 17:35
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GORETTI GUERREIRA
 

Azuir meu grande!
Quantas maravilhas você com leveza nos entrega com perfeição. Parabéns querido. Bjs.

GORETTI GUERREIRA · Franca, SP 22/10/2009 21:26
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ana wagner
 

Votado! bjs

ana wagner · Porto Alegre, RS 2/12/2009 15:26
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