REVOLTA DA CACHAÇA 1660 RJ
O Povo como bugalho, o Império e local cobravam.
A Revolta do Barbalho, porque todos os exploravam.
Numa núvem de fumaça, nenhum Governo a honrar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.
Dos Holandeses expulsão, e concorrência crescer.
Com desafio e especulação, mais jogo sujo pra ter.
Por opressão e pirraça, mil formas para arrecadar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.
Com grande exploração, e todos preços elevando.
De tremenda dominação, para Angola contrabando.
Moçambique Mombaça, a imensidão do além Mar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.
Uma Carta régia garantia, monopôlio ao Portugues.
Era a verdadeira sangria, e o nacional sem ter vez.
Desigualdade e desgraça, que a tudo vai complicar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.
Açucar em competição, do Brasil com as Antilhas.
Pros lucros diminuição, já não são as maravilhas.
Senhor de Engenho Senhoraça, aumentando o lucrar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.
Lucro édiminuido, tem de compensar lucrabilidade.
Aguardente é produzido, contrabando oportunidade.
Precisam de alguma trapaça, para o lucro aumentar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.
Pra combater ilegalidade, nova ordem então é dada.
Repressão e brutalidade, e muita violência é usada.
Destruição e muita ameaça, pra a aguardente parar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.
E lá no Rio o Governador, faz nova taxa instituir.
O recurso restaurador, para as suas tropas suprir.
A Economia em bagaça, pedem aguardente liberar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.
Seria uma compensação, e no Rio eles aceitaram.
Impérior exige revogação, e da Europa ordenaram.
Já vinham para a devaça, pra a colônia acovardar.
A Revolta da cachaça, de tanto imposto no cobrar.
No Rio os produtores, ante cobranças se rebelaram.
Da Guanabara produtores, por cachaça se rebelaram.
De Niteroi com toda a raça, para o Rio reivindicar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.
Governado estava ausente, seu substituto vacilou.
O vovo unido e valente, uma medida justa cobrou.
Não pagaram soldo do praça, e vai com amor apoiar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.
Saquearam casa do Governador, e novo é aclamado.
Procurou ser conciliador. e logo vai ser trocado.
Jerônimo Barbalho da massa, vai o povo contemplar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.
Os jesuitas foram perseguidos e Militares também.
Ficaram ódios recolhidos, para vinganças mais além,
Para descontarem na devaça, que não tarda a chegar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.
Volta armado o Governador, com Tropa Paulista.
Fortalecido e justiçador, para a vingança prevista.
Vem com ódio e não disfarça, para contar acertar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.
Faz todos aprisionar, e monta uma corte Marcial.
Aos rebeldes faz condenar, ao chefe pena capital.
A sua Justiça arregaça, enforca e faz esquartejar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.
E o Conselho Ultramarino, aos rebelados dá razão.
Um exemplo diamantino, para lapidar a população.
Mais tudo já era fumaça, a injustiça já a grassar.
A Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.
Azuir Filho e Turmas: Do Social da Unicamp e, de Amigos, de: Rocha Miranda, Rio, RJ e, de Mosqueiro, Belém, PA.
Poesia de Homenagem a Revolta da Cachaça, Movimento ocorrido no Rio de janeiro em 1660. O Comércio de Cachaça era legal no Rio de Janeiro, porque o povo pagava impostos no Municipio, que Sustentavam as tropas do Governador. Com a saida dos Holandezes o Açucar desvalorizou e o Império passa a cobrar imposto na cachaça. O Povo do Rio de Janeiro que já pagava, reclamou e pediu para resolverem a situação. O Govcernador autoritário e não justo, mandou cobrar os dois Impostos a Força, e o Povo se rebelou e tomou o governo do fraco substituto. O governo escolhido era nobvre e favoreceu o estado de injustiça e foi vencido nas eleições da Câmara do Rio que era de representantes do Povo e fez o contra ponto em favor dos interesses justos locais.
O Governo Ausente veio de São paulo com tropas e inverteu a situação de Justiça com forte repressão, inclusive execução do Chefe da Revolta Jerônimo de Barbalho que o tempo todo teve um Comportamento Justo e Igualitário, sendo lembrado como Herói e Mártir. Jerônimo de Barbalho, Chefe da Revolta da Cachaça, de tanto imposto no cobrar.
DIREITOS RECONHECIDOS E AGRADECIDOS
F1 http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/5e/E23_p21.jpg/200px-E23_p21.jpg
F2 http://www.cachacapoesia.com.br/files/800px-Guilherme_Piso_engenho_1648.jpg
F3 http://www.valedoparaiba.com/terragente/artigos/fotos/paraty2.jpg
Obra de Louvor ao Povo no Rio de Janeiro, e a pessoa de Jerônimo de Barbalho, Heróico no episódio da Revolta da Cachaça, que no Rio era Lícita pois pagava impostos e sustentava as tropas do Governo Local. Esta Revolta da Cachaça foi uma grande licão de Cidadania para o Povo Brasileiro.
Com a expulsão dos Holandezes o Açucar declinou no lucro e passaram a taxar alto a Cachaça para compensar as operdas do Açucar. Tinham impostos, do Império e do Governo Local, esmagando a população que se revoltou contra o Governo substituto e incapaz de negociar uma nova legalidade para a situação.O Governo Local voltou com tropas Paulistas, retomou o Poder e Reprimiu, com a Morte do Chefe Jerônimo de Barbalho, e prisões e confiscos indiscriminadas. O Império desaprovou, e faz o Governador responder por seus atos autoritários e injustos e os Prisioneiros foram colocados em Liberdade. Ficou na Memória O Herói do Povo Jerônimo de Barbalho.
Azuir, meu querido!
Que prazer abrir seus comentários, depois de uma longa ausência minha... Você sempre nos trazendo fatos e pessoas importantes, através do lirismo e da doçura da poesia.
Parabéns pela beleza dos seus versos, sempre muito gostosos de se ler!
Mil beijos e lindo dia,
Aube.
É poeta,
Seu talento vai além de qualquer coisa nessa terra, comentar seus trabalhos é muito dificil, pois qualquer palavra que use não explicaria a emoção de estar aqui lendo essa obra de arte. Por isso estou aplaudindo de pé. Abraços!
Anibal Beça nos deixou para os Céus azuis que ele cantava por aqui...
25/08/2009
Olá Azuir. Uma grande licão de Cidadania para o Povo Brasileiro, nestes Tempos difíceis em que somos tratados simplesmente como seres "acéfalos" , ignorados pelos os mafiosos do Palácio da Alvorada
Abraços...
Azuir, é tão bom recordar a história do Brasil por meio dos seus versos! Ver o outro lado da história, eu diria, pela ótica dos oprimidos e não dos opressores e, além disso, com poesia, é um prêmio.
Fico imaginando onde andará, hoje, a força, a coragem e a rebeldia do povo brasileiro que assiste a tanto desmando com a voz calada e os braços cruzados.
beijos
Azuir,
justa homenagem a um povo que vivia oprimido pelos imposto,
e num momento bem propicio
pois ainda vivemos para impostos pagar...
só não cobram o ar que respiramos porque é impossivel.
bjs
Salve,Azuir,como sabemos,a nossa história é repleta de impostos cobrados pelos governos.Necessários são,os impostos,mas,tantos quanto temos é exacerbação.Mais um brilhante trabalho,amigo.
Cezar Ubaldo · Feira de Santana, BA 27/8/2009 08:24
Meu poeta Azuir, fantástico!
Uma justa homenagem a nós todos povos oprimidos!
Impostos...impostos...e impostos!
Parabéns por mais esse trabalho magnifico!
Beijos meus!
Mestre
Atos autoritários e injustos perduram até os nossos dias. Só visitando o passado é que podemos mensurar a nossa realidade.
Parabéns sempre, obrigado por mais uma.
Um grande abraço
Bela página da história
Bem que poderia inspirar ...
abraço !
Mais um grande trabalho com sua marca. Talvez um dia eles sirvam para que as coisas um dia melhorem para nosso tão maltratado povo.
abçs
pois é...eita governinho sem vergonha, né não ?
antes, agora, depois e sempre....
muito bom, Azuir !
abs
Putz Azuir, isso inspira!
vamos nos revoltar povo!
encher a cara de cachaça e botar pra ferver! irmos lá na porta do congresso mandar todo aquele povo pra aquele lugar....
abs azuir.
bom post!
Viva a cachaça! Abaixo a cachaça!
Os americanos fizeram a independência por causa do chá, para brasileiro o negócio é cachaça! Deu no que deu.
comparecendo e lendo mais um grande trabalho seu e que é sempre um privilégio, abraçosssss
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 27/8/2009 11:52
Obrigado pelo trabalho, como sempre, nmaravilhoso e lindamente poetisado.
Como disse o Ivan, bem que poderia inspirar. Há tantas paginas da história do nosso pais em que podemos nos espelhar. Só que hoje não é necessário pegar em armas ou partir para a briga, basta apenas usarmos a cabeça e fazermos as coisas certas.
Acabo de ouvir no noticiário que os srs deputados aprovaram, na surdina da madrugada, o numero de vereadores no Brasil, para mais de SETE MIL.
abraços,
kfarias.
Belo trabalho!Cachaça...a proposito, estao proibindo o cigarro e ao mesmo tempo estao liberando a maconha...coincidencia...''
victorvapf · Belo Horizonte, MG 27/8/2009 20:21...humor, criatividade, liberdade de expressão, história. Parabens, Azuiir. Bjos
graça grauna · Recife, PE 27/8/2009 22:31As revoltas me atraem mesmo sem cachaça... abraço.
Juscelino Mendes · Campinas, SP 28/8/2009 00:35Mais uma grande lição de história meu caro mestre Azuir!
raphaelreys · Montes Claros, MG 28/8/2009 08:20
Grande Azuir,
o poema me recordo que somos um povo de feitos e homens heróicos. O resto são Sarna_(eis) que infelizmente querem arrancar nossos pelos.
Com paz,
Sander
Azuir: ... E ninguém me convidou? Se fosse hoje... Mestre! Se poesia é Cultura, Azuir é História. Axé!
RUI LÔBO · Brumado, BA 28/8/2009 10:51
Maior mancada da historia, foi a expulsão dos Holandeses...
victorvapf · Belo Horizonte, MG 28/8/2009 18:06
Aprendendo sempre. Professor, esta é a sua missão - ensinar.
abraço
andré
Sempre o Azuir trazendo coisas que a maioria de nós não sabiamos. Parabéns
Omar Costa de Umbro · São Paulo, SP 4/9/2009 17:35
Azuir meu grande!
Quantas maravilhas você com leveza nos entrega com perfeição. Parabéns querido. Bjs.
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