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ROMA, ESPARTA, OESTE SELVAGEM
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 28/7/2008 17:44 · 177 votos · 73 comentários ·  
1
overponto
amostra do texto







Cumprindo o dito de Rachel de Queiroz - a infância é como catapora, não dá duas vezes, conduzíamos o nosso tempo de infância na maior peraltice, e às vezes excedíamos e beirávamos o perigo.
Transcorria o ano de l958, e estudávamos no Colégio Marista sob as bênçãos de padre Campangnat e a proteção da nossa fraternidade Hsiao Ch`u – Vento Sobre céu.
A turma do risco, e do enfrentamento do ânimo robusto; nossos amigos Milton Henrique, Fernando Gontijo, Tatá, Maurício Vilela, Pindoba Nilo, ninfas e duendes dos lagos do Bairro São José, todos aliados à nossa imaginação infantil, nos incitavam a aventura. Outros tantos companheiros de folguedos que agora a memória nos trai.
Roubávamos os pôneis de Deusdeth Barroso os amarrávamos com tiras de tronco de bananeira e, montada sem a sela apostava corrida até o topo da ladeira da Rua Sílvio Teixeira. Uma pista de cascalhos íngreme escorregadia e traiçoeira.
Éramos índios Sioux, centuriões romanos, guerreiros de Esparta, ladeira acima e pasmem ladeira abaixo! Os animais botavam o coração para fora. Quando a notícia desses fatos chegou até Deusdeth, ele ficou fulo e montou campana para nos pegar.
Numa tarde quente, os animais encabrestados, nós já montados em pelo e feitas às apostas costumeiras, escutamos gritos pavorosos - porque vocês não vão montar na mãe de vocês, seus F.D.P. Respondemos em coro: ela não deixa!
O cabelo de Barreto ficou eriçado, sacou uma pirata longa e partiu em desabalada carreira em nosso encalço enquanto bradava - o primeiro que eu pegar vai morrer.
Chegamos todos juntos no topo da ladeira, no pódio. Era a grande corrida do Circo Romano, era a Guerra de Touro Sentado, era a nossa iniciação, era o escambal! Tudo ao vivo, e em cores. Levamos um bom tempo sem beirar a casa de Deusdeth. Quando o fizemos, passávamos ao largo e perguntávamos - como vão os cavalos? Ele respondia - melhor do que a mãe de quem pergunta.
Mudamos temporariamente a base de operações para o rio do Melo, onde tomávamos banho nu, bebíamos Cinzano Rossi, fumávamos cigarro Columbia e espiávamos as damas da noite, estrelas da Rua Lafaiete, que também tomavam banho, nuas como ninfas selvagens.
Construímos com oito fios de arame farpado, um corredor polonês para cavalos e cavaleiros. Em frente à casa de Danilo Dávila, enfrentávamos o desafio de percorrer a trilha, cavalgando despidos, a pelo e em disparada, o animal sendo chicoteado com garranchos verdes.
Corpos nus ao Deus dará e excitados pelo vento-adrenalina! Era o máximo expoente da virilidade, da nossa infância de guerreiros da imaginação. Estávamos sendo iniciados na Fraternidade Hsiao Ch`u – Vento Sobre Céu.
Depois do teste, o menino estava liberado para fazer parte da turma. Era respeitado por todos. Ficamos tão conhecidos e temidos, que enfrentamos até a famigerada trinca do Gabilera do Alto São João. O desafio maior da época. Pindoba Milo comandou o confronto, que ocorreu na Lagoa de dona Alice, no matagal de tabuas do bairro São José.
Foi sangue para todo lado!
Quando as mães foram informadas dos ritos de nossa iniciação, deu juizado, deu polícia, deu o maior rebú.





sobre a obra
Em 1958, fundamos a Fraternidade Hsiao Ch`u – Vento Sobre Céu. Para ser admitido no seio da turma, o menino escolhido passava por várias provas de coragem e inteligência.
A mais importante consistia em estando nu e montado em um cavalo a pêlo correr através de um apertado corredor polonês, delimitado com cerca de arame farpado com oito fios e sendo submetido durante a travessia a chicotadas com cipós verdes e gritos que potencializavam a louca disparada da montaria.
Era adrenalina P.O. no seu estado mais puro!



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Autoria   raphaelreys
Data   28/7/2008
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Caros overmanos e overminas!
Esse é o terceiro texto da série Hsiao Ch`u – Vento Sobre Céu. Nele a nossa iniciação para aprender a dominar a dor e a conter um animal em disparada.
Exercícios de treinamento com judô além de combates usando técnicas de Savate( briga de rua).
Abro assim o arquivo da minha infância recheado de pressões, superações, disputas, muita porrada e sangue. Tragédias e comédias tupiniquins.
Aproveite para nos contar as suas contendas de infância. Recordar é viver!

raphaelreys · Montes Claros (MG) · 26/7/2008 06:52 
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Numa tarde quente, os animais encabrestados, nós já montados em pelo e feitas às apostas costumeiras, escutamos gritos pavorosos - porque vocês não vão montar na mãe de vocês, seus F.D.P. Respondemos em coro: ela não deixa!
(...)
como vão os cavalos? Ele respondia - melhor do que a mãe de quem pergunta.

Rapha, querido irmão das letras: uma das coisas que faço com bastante prazer é ler as suas crônicas que me fazem rir e rir é muito bom; evita rugas..rsrsrss..pois é menino, você me desafiou a contar sobre as peraltices de minha ifância. Farei melhor: um dia contarei das aventuras dos meus filhos, pois não tive tempo nem chão pra viver uma infância feliz. Mas tristezas à parte, quero dizer que me sinto uma ser privilegiado pelo fato de simplesmente ler, abrir os olhos e ler essa maravilhosa aventura da tua infância e "coitada" das mães desse bando de maluvidos..rsrsss. Adorei. Bjos, Graça Graúna
graça grauna · Jaboatão dos Guararapes (PE) · 26/7/2008 08:17 
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Dixcordo de Raquel, tive catapora quando tinha 10 anos de idade, e agora depois dos 40 tive novamente e das" brabas"!
Mas esses lances que voces "aprontavam " poxa foram um espetáculo, pois hoje, muito tens para contarnos poeta e vislumbramos cenas que também marcaram nossa juventude, num passado não tão distante mas que enche nosso coração de lembranças gostosas, de nossa vida que valeu!!! Valeu sim!!

Um grande beijo e adorei sua estória, voltarei para saber mmuito mais sobre essa turminha "quieta" dos anos 50! rsss



celina vasques · Manaus (AM) · 26/7/2008 08:43 
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RAPHAEL...LEMBREI DA "GUERRA DOS BOTÕES", FILME AGORA "CULT", MAS TÃO SIMILAR ÀS NOSSAS HISTÓRIAS.
PÁRABENS.BJU
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 26/7/2008 08:53 
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Caro Rapha, sua saga infante na Hsiao Ch`u – Vento Sobre Céu, dá uma nostalgia... Tivemos a felicidade de termos a possibilidade de nos agruparmos e buscar nosso próprio caminho, coisa que hoje em dia fica mais difícil, devido a falta de um monte de coisa, e de excesso de um monte de outras. Os pueris de hoje se engalfinham em salas de bate-papo, internet e não interagem mais no mundo real, não sem perdas. Suas estórias são inspiradoras em uma maneira saudável de se criar um filho, espero criar os meus com tal qualidade, deixando-os interagir com o mundo, apenas com minha supervisão, mas não interferência. E quer dizer que tinha um rio de nome Melo??? rs...
Nessa idade o meu grupo era formado pela primarada, que eram muitos, e nos encontrávamos nas terras de minha Bisa, de nome Amor, que futuramente devo escrever algo sobre ela, uma figura, mas enfim, numa família matriarcal, nós, os moleques, nos agrupávamos e fazíamos brincadeiras de caça um aos outros e não pega-pega, era caça mesmo, devido ao tamanho das terras (amorlândia), onde havia até um morro que chamávamos de serra com cristo em cima e tudo, nosso pão-de-açúcar no meio do sertão cearense. A caça, sempre era entre os meninos, e as meninas, eram as enfermeiras aos que tinham baixa na batalha...que por vezes era um verdadeiro galo na cabeça, e como não poderíamos contar nada a nenhum adulto, sob o risco de acabar a brincadeira, as enfermeiras tinham de dar o seu jeito mesmo, com folhas de goiabeira e outras coisitas...ai ai, saudades...
Muito bom amigão, trazer este texto para nos relembrar nossas raízes.
parabéns, sempre bom ler seus textos
Forte Abraço do forte do cerrado, e não é apache
Cristiano Melo · Brasília (DF) · 26/7/2008 08:56 
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que lindo texto de uma grandeza e beleza que me encantou meu amigo, gostei muito, abraçossss
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca (SP) · 26/7/2008 09:35 
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As situações são típicas dos meninos capetinhas como dizia minha avó, e tenho a maior inveja boa por ter sido muito vigiada na minha infância.
Parabéns amigo!
Beijo
zilka jacques · Porto Alegre (RS) · 26/7/2008 10:01 
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Viva a infância e seus ritos, suas aventuras, sempre fora do comum, fugindo da rotina, buscando o heroísmo impensável!
Abrs.
José Carlos Brandão · Bauru (SP) · 26/7/2008 11:51 
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Cara Graça Grauna! Que bom que gostas das andaças de nossas almas ainda puerís.Nos conte então a dos seus meninos, das brabezas, das cantorias, dos bichos, das lendas, dos Rumãozinho, das asombrações da caatinga, dos duendes, elfos, ogros e similares! Beleza a sua participação e energia!
Cara Celina! E bota espetáculo nisso! Tem histórias que não contarei pois são impublicáveis. Adentramos nos pórtais dos mistérios das chapadas, das magias e suas derivações. Tve coisa do arco da velha! Tem colega que hoje nega o que fizemos!
Cara Cintia Thome! Fizemos a Guerra das Manomas, uma saga que deu menino de olho inchado e galo na cuca! Hoje a meninada é mais intelectualizada, não tem essa de impacto físico e emocional!

raphaelreys · Montes Claros (MG) · 26/7/2008 11:59 
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Raphael, que texto
Também lembrei da Guerra dos Botões só que seu texto é mais pesadooooo
Poxa vida, que infância bem vivida. Tem razão em recordar e o melhor é contar para nós em prosa e verso.
O máximo que eu fiz foi atirar umas pedras quando menina., mas olha que uma delas foi tão certeira que deu bode. Um dia eu conto.
bjssssssss
Doroni Hilgenberg · Manaus (AM) · 26/7/2008 12:00 
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Linda infancia Raph, e a repressão ali, presente. Mas é justamente ela que torna tudo válido e excitante, não? A gerra contra o banal, o normal, não ser retroativo é o que conta pontos e sua infancia teve uma pagina primorosa. Belo texto. Obrigado pela experiencia!

Abraço Aut.
autografado · Presidente Prudente (SP) · 26/7/2008 12:43 
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Caro Cristiano Melo! Tinha um rio com o nome da sua família. Espiávamos as mariposas da noite ou Dama das Camélias tomando banho à Luz Del Fuego! A sua Amorandia me fez lembrar o Não Me Deixes, rincão de Rachel de Queiroz aí no Quixaramobim. Eita Ceará bom! Tomei muitas em Tianguá. E que frio caro overmano!
W.Marques! Obrigado pela presença e pelo comentário. Mas nos fale também de Franca e das traquinagens da suia turma!
Zilka Jackes! Bem que te vigiaram. Eras uma boneca loura de arrasar quarteirão. Ai tinha que ficar de olho tche!
José Carlos Brrandão! Como bem relatas, buscando o impensável. A insutentável leveza do ser menino!
Cara Doroni! Nos conte as pedradas e as lendas do povo amazonense! Dava medo as noites a beira das fogueiras escutando histórias de Gupiaras, de Yaras e ondinas e botos Tucupís!
Caro Autografado! Obrigado pelo abraço Aut. meu caro overmano! Bem que temnos aqui em overmundo o espaço para registrar a saga da meninada. Escrito ela se torna universal!
Axé para todos!

raphaelreys · Montes Claros (MG) · 26/7/2008 13:20 
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Raphael

A infancia é o único perído que podemos (quem sabe)
exercer toda a nossa liberdade antes da sociedade nos
colocar arreios. Pelo visto, voce a exerceu na plenitude.

Um abraço

EdimoGinot · Curitiba (PR) · 26/7/2008 13:48 
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Caro EdimoGinot! Bem lembrado a liberdade durante a infância. Só que agora penso não ser mais asssim. Meninos não podem ficar sosinhos nas urbes. Tem que ter vigilância acirada! No meu tempo podíamos subir a montanha e caçar usando carabinas 44, Flaubet 22LR, espingardas mochas 16, 18 e 20 e usávamos revolver Col Cavalinho 32, ganhos de presente dos avós e dos tios. Entrávamos pela mata e ganhávamos o mundo. Em seguida o relato de uma caçada da minha infância:






O cenário era a Fazenda Larga de propriedade de Durval Durães, no alto do platô. E ao chegarmos, e após termos passado pelos caminhos que circundavam a serra, e abertos os vinte e sete mata-burros, numa verdadeira Via Crucis, desfrutamos o clima de montanha, propício a um bom e reparador sono; dormido em um colchão recheado com flor de marcela. Era o puro e exótico cheiro dos sertões. Na nossa bagagem, uma caixa de Cinzano Rossi!
Como na propriedade não havia a presença incômoda de muriçocas, a primeira que se desprendeu de uma peça de roupa dobrada, que levamos, e ao ser vista, provocou uma perseguição envolvendo todos. Só paramos após a captura e extermínio da vampira.
Numa noite em que lá estávamos numa serenata ao luar, contemplando a vastidão dos céus, do alto da montanha, tomando Cinzano e escutando o arrojo do acordeão de Dizim Barbosa; resolvemos para contrariar o clima reinante, abater um porco preto e magro da propriedade a tiros. Dico Barbosa, para justificar a morte da criação alegou para o Durval, termos atirado em uma onça preta na escuridão. Da carne, fizemos farra abastada por três dias.
Como nas pedras no alto do platô havia uma manada de bodes e cabras, que voltaram à vida selvagem após fugas progressivas há mais de uma década, aproveitamos o ensejo e preparamos uma caçada, montados a cavalo e usando carabina e cartucheira Boito 16 como armas.
Dico Barbosa me empurrou como montaria um cavalo já selado, de que não gostei á primeira vista; a intuição me fez refugar aquele animal, entretanto a turma forçou e acabei aceitando, e caí na armadilha do cavalo maniado, que era o ídolo da fazenda. Ao aproximarmos das pedras no alto da serra, me deixaram como o último da fila na exígua trilha, que ficava ao lado de um enorme precipício, do qual se avistava parte do Norte de Minas. Lá embaixo as mangas de colonião dos Gomes e as casas vistas daquela elevação, do tamanho de uma mosca.
Eu estava com um mau pressentimento, já sentia um frio enorme, arrepios, quando o dito animal, deixando as patas dianteiras apoiadas na trilha, jogou a sua (dele) traseira no despenhadeiro. Impossibilitado de subir de volta, agarrei instintivamente na cabeça da montaria e gritei por socorro aos demais companheiros; quando escutei a algazarra. Desceram das montarias e rolaram no chão de tanto rirem, todos por lá já conheciam o mau costume do cavalo para com os visitantes incautos.
Depois de alguns segundos pendurados no precipício assustador, o animal subiu de volta a trilha, e para completar o meu assombro, relinchou de contentamento, por haver feito o batismo de mais um trouxa que pela primeira vez subia aquela montanha.
Passei o resto do dia com a moral à zero! Teve companheiro que foi acometido de cólicas de tanto rir.
A caçada não deu em nada, os bodes e cabras eram muito ariscos e se escondiam entre os talhes das pedras altas; não se conseguia localiza-los facilmente, para fixar a pontaria.
Levei dois dias para me recuperar plenamente do trauma provocado pelo cavalo maniado. Os gozadores fizeram festa com o meu batismo de montanha, e a minha cara de espanto.



raphaelreys · Montes Claros (MG) · 26/7/2008 14:11 
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Quanta criatividade!
Gostei.
Um beijinho doce
com um VOTO CERTO
da Sílvia.

silviaraujomotta · Belo Horizonte (MG) · 26/7/2008 14:52 
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Nossa, outro conto...Obrigado!!!
Cristiano Melo · Brasília (DF) · 26/7/2008 14:54 
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Meu !!!...vc quer matar os paisanos que, tal qual o seu amigo interlocutor aqui, nasceram e se criaram às sendas do concreto armado, né ?...num to gostando nada disso...rsrs...Que infância magnífica, caro Raphael !!!...tenho que confessar uma inveja saudável de tí, meu amigo !!!
pois bem, olha isso :
"...onde tomávamos banho nu, bebíamos Cinzano Rossi, fumávamos cigarro Columbia e espiávamos as damas da noite..."
o que vc quer mais ???...rs
Esse "conto/acontecido", nos relata a VERDADEIRA LIBERDADE LIBERTÁRIA, de nosso crescimento...
Senti o cheiro de poeira do tropél das cavalgadas de iniciação do "Vento sobre o céu"....Senti este mesmo vento açoitanto a pela nua e transpirante pelo estado adrenalínico da cerimônia...
Muito Bom !!!...mais uma vez...
abs
Joe
joe_brazuca · São Paulo (SP) · 26/7/2008 15:19 
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Querido Raphael, CapetAnjo,
Como bem colocou o overmano EG:


"A infancia é o único perído que podemos (quem sabe)exercer toda a nossa liberdade antes da sociedade nos
colocar arreios. Pelo visto, voce a exerceu na plenitude".


A infância, menor período da nossa vida e lembrado eternamente.
Beijos e parabens.
Regina

Regina Lyra · João Pessoa (PB) · 26/7/2008 15:30 
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Cara Silvia! Nos conte sobre a sua infância nas Alterosas. Em 1952 quando em visita ao avó materno, a Avenida Afonso Pena parecia o centro de París. O mais puro rococó! Apanhava filtro de óleo de Ford, mararava com cordão e descia a avenida em glória tupiniquim!
Caro Cristiano Melo! Sua família deu nome ao rio que banhávamos nús e embriagados voyeur olhávamos as mestras da luxúria tropical sob a tenda da amplidão! Bem que gostastes do outro conto da iniciação com o cavalo maniado!
Caro Joe Brasuca! A infância na solidão do concreto armado gera outros tipos de iniciação para meninos e meninas. A viagem aos portais do prório interior. Como diz o trecho da canção portenha: cada qual com o seu cada qual! Deus dá o frio conforme o cobertor!
Cara Regina dos olhos angelicais! Sou um capetanjo e vós, ó ninfa encantada, sóis a beleza da poesia e da viagem ao Itsclan dos olhos de Afrodite!
Axé Moironga Axé! Cosí, obá can. Afí Olurum!


raphaelreys · Montes Claros (MG) · 26/7/2008 16:00 
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Meu caro Cristiano Melo! Em seguida lhe darei mais uma história da minha infância. O lado extra sensorial. A convivência com os "brujos" da cura iniciática. Não posso contar tudo, mas uma pequena parte sim:



Foi o personagem que propiciou um tom exótico á minha infância. Fui privilegiado espectador de suas curas espíritas. Sua história começa em 1950, aos sessenta anos de idade e sob a ação de retificações cármicas era leproso.
Nessa ocasião mendigava pelas ruas poeirentas dos Montes Claros, usando um cabo de vassoura com uma lata de marmelada vazia, presa à extremidade, evitando assim o contato direto com o passante que, depositava ali, um tostão.
Estatura baixa, magro, porém musculoso, jeito simples de nordestino, comedido, roupas rasgadas, chapéu de couro, uma embira no lugar do cinto. Morava numa choupana de palha e adobe no Cristo Rey, local reservado pela Prefeitura para portadores de hanseníase. Ali viviam confinados parcialmente.
Esse local ficava onde atualmente é a favela Feijão Semeado, no lado a Praça Itapetinga no bairro São João. Quando ainda portador do mal, João foi acolhido por uma equipe de obreiros Kardecistas, que executaram a sua cura desobessesiva, já que o mal maior era de fundo espiritual.
Curado, construiu o seu barracão próximo onde se situa hoje a sede do DER. Passou então a fazer parte atuante da mesma equipe que o atendeu. Sapateiro por profissão confeccionava sandálias em couros crus, solados de pneumáticos. Modelo rústico.
O nosso relacionamento cresceu quando o meu pai tornou-se habitual comprador desses produtos artesanais, para revenda em sua loja comercial.
Da equipe fraternal formada para atendimento avançado de pacientes graves, em seus domicílios e que funcionou de 1955 até meados de 1963, fizeram parte, como líder; Maria Rameta, a mestra doutrinária, além de Laertes David, Claudionor enfermeiro, Alcides Sapateiro e Dona Baroniza, uma médium de efeito físico.
Outros, constantes e ocasionais colaboradores fraternais, que cuidavam do banho dos pacientes, corte de cabelo e curativos.
Aos oito anos a minha função no grupo era o de transportar a pesada maleta de madeira contendo a medicação de urgência e utensílios para curativos e pequenas cirurgias. O atendimento dos pacientes era feito com a caravana indo a pé até o objetivo. Posteriormente no Ford Bigode logo depois, na Rural Willez do meu pai.
Levávamos também alguns pacientes e acompanhantes a pé até a casa de João Sapateiro para tratamento. Como caminho usava a manga de pasto do conhecido fazendeiro Cow-Boy de Janaúba. As margens da Lagoa de Dona Alice, no matagal de tabuas do hoje, Bairro São José.
Lá chegando encontrávamos um ambiente simples com uma grande mesa de madeira, usada para o culto do evangelho e a doutrinação das entidades sofredoras. A especialidade de João Sapateiro era o expurgo. O paciente atendido e em estado grave, após os passes, expelia pelo nariz as chamadas materializações de entidades ovóides, que estavam provocando a sua (do paciente) subjugação ou loucura.
Essas partes semi-etéricas depois de expelidas pela garganta e pelos narizes eram enterradas no quintal. E o paciente curado voltava à normalidade.
Seu João é o fundador das fraternidades espíritas Francisco de Assis no norte de Minas. Consta ter falecido já centenário.


raphaelreys · Montes Claros (MG) · 26/7/2008 16:05 
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espetacular tb, a história acima...a dos "brujos" de nosso caminhar...muito bom !
abs
Joe
joe_brazuca · São Paulo (SP) · 26/7/2008 16:17 
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para isso ( à tempo...) Sheakespeare, em Hamlet citou a premissa verdadeira, que , talvez só os "iniciados" compreendam : " Mais existem coisas entre o céu e a terra, do que percebe nossa vâ filosofia..."
joe_brazuca · São Paulo (SP) · 26/7/2008 16:21 
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ah !!!..o conto do "cavalo maniado do precipício" é de "matar"...nos dois sentidos..rsrs...Foi a SUA iniciação amigo...rsrs...ou se aprende pelo amor, ou pela dor...no presente "causo", das duas formas...rsrs
abs...muito bom tb !!!
Joe
joe_brazuca · São Paulo (SP) · 26/7/2008 16:39 
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Nossa Rapha, mais um conto??? Caramba!!!
Já tem aí mais duas postagens aqui para o over...
Muito me agrada a sua generosidade em partilhar suas experiências, que ao meu ver, são de extrema importância. Para aqueles que não tiveram contato com tais "tratamentos espirituais" com certeza encontrarão estranheza, mas para quem já participou ativamente como eu também, é de mais salutar trazer tais relatos. Aqui em Brasília já participei ativamente da Comunhão Espírita que fica na L2 Sul e participava do grupo de leitura aos acidentados no Hospital Sara. Meus caminhos acabaram por me trazer ao budismo, mas ao meu ver, como já escrevi antes, o sincretismo brasileiro favorece e facilita muito as diversas nuances e facetas de uma mesma realidade, o que me deixa muito confortável. O trabalhador/curador espiritual tão bem relembrado aqui por seu relato.
Só tenho de lhe agradecer novamente!
abraços fraternos meu caro.
Cristiano Melo · Brasília (DF) · 26/7/2008 16:42 
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Caro Joe Brasuca! Existem mesmo mais coisas entre o céu e a terra do que compreende a nossa vã filosofia! Nos ritos iniciáticos o aprendeizado decorre pelo amor na forma incondicional, ou pela dor, pelo impacto sobre as emoções.
Caro Cristiano Melo! Bem que caminhas na senda do príncipe Shidarta! Ví o Evangelho de Buda em uma iniciação maior. A chegada no sétimo céu foi a que me marcou. Em breve colarei na sua caixa de mensagens do overmundo, uma crônica sobre uma minha projeção até o Terceiro Céu!

raphaelreys · Montes Claros (MG) · 26/7/2008 17:29 
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Rafha,
passando e lendo vc me diverte volto, estou numa lan.
beijinhos
claudia almeida
Claudia Almeida · Niterói (RJ) · 26/7/2008 18:30 
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Caro Raphael, quanta adrenalina, qta energia... Adoria sentar ao teu lado para ouví-lo contar tuas estrapolias... Um acervo rico de estorias mirabolantes, chamou-me a atenção principalmente tua lembrança dos nomes das pessoas e lugares, eu simplesmente, adorei!
Voltarei para votar, evidentemente...
BACI
Sigrid Spolzino · Brasília (DF) · 26/7/2008 20:57 
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Rapha,
estou gostando destas aventuras. Acho que daria alguma coisa
tipo quadrinho, maneirando historia infantil num momento em que o mundo só reserva para a criança (meninada) soltar pipa ou jogo de computador. Não sei......
abraço
andre.
Andre Pessego · São Paulo (SP) · 26/7/2008 21:02 
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Cara Cláudia! Espero o seu retorno minha cara overmina! Obrigado pela passagem!
Sigrid! Beleza a sua passagem no texto. Nada melhor do que sentar e contar histórias. Sou bom nisso, misturo bem os temas, invento se necessário. Não deixo o, ouvinte sem apreço!
Caro André! Daria mesmo um quadrinho legal. Penso até no título: A Saga da Trinca do Vento.
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 26/7/2008 21:26 
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Infância, tempo mágico em que éramos felizes e não sabíamos.
Raphael, lendo suas histórias de infância fico pensando na minha. Eu
aprontava muito e sempre fazia com que meus primos ( todos mais novos) entrassem também na bagunça e que levassem a culpa pelas coisas erradas, é lógico.
Eu, assim como a Doroni, armei a maior confusão por causa de uma pedrada certeira.
Sinto pena das crianças de hoje, que não têm tempo para viver essa etapa mágica da vida.
Beijo.

Sônia Brandão · Bauru (SP) · 26/7/2008 23:00 
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Meu caro amigo terrorista, poeta, escritor, ocultista, iniciado nos segredos do I Ching, Raphael,
Essa sua sociedade, a Hsiao Ch`u – Vento Sobre Céu, dá inveja a Osama Bin Laden. Agora deu pra roubar cavalos... isso dava enforcamentoi no velho oeste! rsrsrsrsrs O Deusdeth Barroso, deve estar tge esperando no porto de destino, onde o barqueiro entrega os espírito, para lhe cobrar os seus pôneis.
Essas suas estórias são hilárias.
Aqui vai a minha estória:
A minha pequenina Miraí - MG, era terra de cabra famoso, como o mestre Ataupho Alves, cantor, compositor e outras milongas, que cantou suas belezas em versos, prosas e musicou. Lá tivemos causos muito engraçados. Havia um caboclo de codinome Saparino, cujo verdadeiro nome, acredito ninguém sabia, fazia de tudo um pouco. Foi ajudante de caminhão, auxiliar de oficina mecânica, lavador de carro no posto de gasolina, etc., etc..
Ela era um cabloco muito sacana e, apesasr de pobre sem uma ocupação certa era muito estimado na cidade. Gozava todo mundo. Nós estudantes, vagabundos, pois formávamos uma turma de uns dez cabras sem ter o que fazer, ficávamos fazendo hora num bar que pertencia ao pai de colega nosso, o Sr. Ovaldo. E vimos que toda tarde a, praticamente, mesma hora, o Saparino vinha usar o banheiro do bar. Mas como não tinha papel higiênico, ele já passava no balcão e pegava o jornal, para fazer a sua higiene. Então resolvemos sacaniar o cara. Combinamos com o filho do Sr. Osvaldo, o Helinho e fomos cedo pro bar e amassamos pimenta em todo o jornal, mas aquela malagueta vermelha, que quando olhávamos pra ela já soltava fumaça, e deixamos o jornal sobre o balcão. O bar vendia picolé. E eles tinham duas formas, uma das quais era redonda e a outra retangular. Nunca mais vi desse picolé redondo, era especialidade do Bar do Osvaldo.
Então nos sentamos no bar e ficamos aguardando. Lá pelas tantas, entra o Saparino e diz: oi pessoal, é que es.. tou a..per..ta..do. Esquecí-me de dizer que ele era gago. E, como de costume, foi correndo pro banheiro. Pouco tempo depois chegou o Sr. Osvaldo e se sentou ali perto da gente e começou a ler o jornal. De repente começamos a ouvir:
- Seu Os..val..do, oh! Seu Os..val..do.
O Seu Osvaldo resmungou: mas que porra é essa me chamando?
- Deve ser o Saparino - dissemos pra ele.
Então, ele, que não sabia do que aprontamos, pergutou ao Saparino o que que ele queria e ele respondeu:
- Seu Os..valo..do me tra..ga um pi..co..lé
O Seu Osvaldo retornou e disse pra nós, esse cara é louco, ele está no banheiro e quer um picolé.
E levou um picolé retangular e entregou pra ele.
Lodo depois ele ouviu o Saparino chamar outra vez:
- Seu Oss..val..do, oh! Seu Oss..val..do.
- Que foi Saparino? - perguntou o Seu Osvaldo irratado
e ele respondeu:
- -É que não é des..se não é do re...don..do.
E foi uma sacanagem danada. Espalhouamos pra toda a cidade. E quando a gente passava por ele e dizia: é do redondo, Seu Osvaldo, ele corria atrás da gente enfuredido.
Ai pegou o apelido: Saparino Redondo.
É isso ai, meu.
Perto do que você aprontava, nosso lugar estava reservado no céu.
Parabéns por esse conto muito gostoso.
Abraços




Saavedra Valentim · Vitória (ES) · 26/7/2008 23:09 
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Genial Saavedra...estou rindo muito aqui....vc tb hein???!!!!...kkk...
abs
Joe
joe_brazuca · São Paulo (SP) · 26/7/2008 23:57 
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Essa turma realmente não era nada fácil, não sei como brotou um anjo, como lhe chama carinhosamente nossa amiga Jú.

Abraços


Falcão S.R · Rio de Janeiro (RJ) · 27/7/2008 00:40 
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Cara Sonia Brandão! Meninas são certeiras nas pedradas. As meninas já nascem iniciadas, para a mulher a vida quase sempre não tem misyério. A mulher já vem a esse mundo resolvida! Normalmente sabe de tudo.
Saavedra Valentin! Afanava os cavalos e os devolvia com taquicardia! Teve tropel de cavalaria que entrou para a história do bairro. Cidade do interior nos anos 50 tinha montarias em todos os lotes vagos! O Deusdeth Barroso ainda é vivo, bem velhinho e forte. É meu vizinho e sempre conta umas histórias da nossa turma para a minha neta que cai na risada. O picolé usado pelo Saparino tinha uma lógica terapeutica. Para pimenta malaqueta só mesmo gelo. Já vi um pular un dentro de um tambor de água! Já ví também um incidente com pedras de gelo no derrradeiro da vítima.
Caro Falcão S.R.! Tem anjo de toda qualidade. Eles são feitos em um lugar chamado Nicho de Nodin. Lá também tem problema de forma de fazer anjo, as vses dá uma zebra e sai um capetanjo conforme relata a Regina!
Beleza de energia positiva galera!

raphaelreys · Montes Claros (MG) · 27/7/2008 04:00 
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raphaelreys · Montes Claros (MG)
ROMA, ESPARTA, OESTE SELVAGEM

Essa Turma Personifica a Reinacáo.
Legitimada no texto genial e bem desenvolvido.
Uma Vivéncia pra náo esquecer e louvar sempre.
Seu Trabalho é admirável.
Parabéns
Grande Abraco e muita energia para a caminhada.
azuirfilho · Campinas (SP) · 27/7/2008 08:27 
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Caro Azuir Filho! Beleza a sua presença na caminhada da fraternidade! Obrigado!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 27/7/2008 09:49 
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Mais uma grande aventura dessa Fraternidade nada fraterna...rrsrsrsss....que iniciação!!Caramba!!Depois disso realmente não tem como não se tornar uma pestinha...rsrsrs...
Gostei do nome do rio...rio Melo....tinha que ter alguma coisa do Cristiano por aí....rsrsrsss...afinal mergulhador que ele é...entende bem de rios...rsrsrss....(desculpa Cris a brincadeirinha...não resisti...rsrs)

Parabéns,querido Raphinha!!Mias um capítulo hilário dessa turminha pra lá de irreverente!!

beijinhos bluecarinhososensolarados....
Blue....


p.s. Tem girassóis pintados na minha página....vá lá sentir o perfume....rsrs
Raiblue · Salvador (BA) · 27/7/2008 12:56 
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Raiblue!A sua presença me faz feliz! Toda vez que te vejo, me realizo! Obrigado pela energia baiana, suave e azul feitiço tropical. uM ABRAÇO E UM BEIJO!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 27/7/2008 13:18 
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Mai uma aventura mirabolante desta fraternidade nada "Branca".
Tem una música que diz: "todo menino é um Rei... Eu também já fui Rei... Pois é. Excelente texto , Saúde e Paz.
jbconrado
ayruman · Chapada dos Guimarães (MT) · 27/7/2008 20:57 
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passo, rapidinho, pra deixar meu bejim
volto pro voto.
Ivy Menon · Maringá (PR) · 27/7/2008 22:16 
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Meninos...
Verdadeiros heróis de si mesmos, que maravilha!
O coração montado também na alegria, na liberdade e no orgulho de ser aceito.
Qual bela era a infância!

beijos
Saramar · Goiânia (GO) · 27/7/2008 23:22 
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Caro Ayruman! Uma fraternidade quase branca. Alguns matizes de vermelho, pois vez ou outra dava sangue com borra! Tdo menino é mesmo um rei, um pequeno dono de tudo! É o mágico da infância.
Ivy Menon! Obrigado pela passagem na minha India. O seu beijim é suficiente para transbordar o meu coração plástico e de maior abandonado!
Saramar! Naquela época ainda havia sonhos. Ilusórios mais ainda havia! O mundo das cidades do interior eram folclóricos, ricos de tradições de compadres, comadres, dindinhas e dona fulana e dona sicrana! A comida era farta as mesas quase sempre postas. Por aqui se almoçava em uma casa, café em outra, jantar em outra. Era uma fraternidade capesina! Hoje impera a lei do absurdo.
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 28/7/2008 03:59 
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Meus votos querido poeta Raphael!


beijo no coração e alma de poeta!
celina vasques · Manaus (AM) · 28/7/2008 09:24 
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Beleza cara Celina! A sua presença é energia positiva!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 28/7/2008 09:53 
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Oi Raphael.

Dois contos em um ... Gostei de ler o batismo de fogo. Eh turminha da pesada! Trauma de dois dias nem é trauma!
bjsssssssss
Doroni Hilgenberg · Manaus (AM) · 28/7/2008 12:13 
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Beleza cara Doroni! Em tudo tem que ter a iniciação. O trauna com o cavalao no despenhadeiro açulou a minha pobre alma plástica! Fiquei vazio de emoções! Obrigado pelo retorno!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 28/7/2008 13:32 
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Caro Rapha irmandade é algo que encanta á todos. Muitas tão sérias que só permitem a entrada dos homens (como se eçes realmente soubessem guardar segredos, rs) mas essa sua irmandade é mais que perfeita. É ENCANTADORA E NOS SEDUZ BUSCANDO A INFÂNCIA PERDIDA EM TODOS NÓS. Amo ler-te sempre, mas esta saga está me deixando viciada. Aguardo mais e muito mais novidades! Bjokas Maluzinha
MaluFreitas · Salvador (BA) · 28/7/2008 13:56 
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Relendo. Revivendo momentos mágicos da minha Infância e voltando para votar. Sucessos...
ayruman · Chapada dos Guimarães (MT) · 28/7/2008 14:17 
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votado, querido amigo !
abs
Joe
joe_brazuca · São Paulo (SP) · 28/7/2008 14:20 
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Raphael,
excelente. gostei demais.
abs.
MarcilioMedeiros · Aracaju (SE) · 28/7/2008 15:42 
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Maluzinha! Obrigadop pelo diminutivo. Toda libriana é doce! Beleza que abres o seu coração veneziano. Logo publicarei" A Primeira Noite de Um Efebo" Revelando a iniciação dos neninos nos portais de Venus, Eros e Afrodite. A iniciação nos mundos da luxúria tupiniquim! Obrigado pelo seo coração dócil!
Ayruman, Nobre guerreiro! Beleza que provoquei as suas reminiscências da infância mágica! São tempos mágicos de duendes, ondinas, sacys, hierofantes e bruxas!
Caro Joe Brasuca! Desde o início caminha conosco nos portais iniciáticos da meninada! Abraços e axé!
MarcilioMedeiros! Nobre overmano! Bem nos trás a sua presença e energia positiva! Beleza pura!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 28/7/2008 16:19 
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CAROS OVERMANOS: Estou ultimando a quarta crônica que completa a saga dos meninos membros da Fraternidade Hisiao Ch`u - Vento Sobre o Céu. Com ela, penso ter passado para os overmanos um pouco da minha infância nos rincões dos Montes Claros, terra do bandeirante Figueira. Até breve!
raphaelreys · Montes Claros (MG) · 28/7/2008 16:24 
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publicado com prazer,votei.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca (SP) · 28/7/2008 17:43 
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Caro Raphael,
eu sempre ouvi histórias de iniciações juvenis mas grande parte é lenda (eu acho).
A sua é das boas. Fazer o cara percorrer um corredor cercado por arame farpado parece cruel, mas para jovens que nunca acreditam que lhes vai acontecer nada, é adrelina pura.
Abraços.
Wander.
W@nder · Rio de Janeiro (RJ) · 28/7/2008 17:49 
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vo(l)tando ,querido Raphinha!!!
E deixando mais besitos..azuis.....
Raiblue
Raiblue · Salvador (BA) · 28/7/2008 19:27 
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Rafha,
volto sempre pela exist~encia e pelo cronista!
beijinhos
claudia almeida
Claudia Almeida · Niterói (RJ) · 28/7/2008 20:19 
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Raphaelreys, Como sempre ótimo...
Airton
Estrela-RS
Aepan · Estrela (RS) · 28/7/2008 22:19 
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Este postado é um dos melhores, eita menino levado da breca, rsrsrsrs
adorei as intervenções de todos...
Raphael quando eu voltar pra terra um dia quero ser um cara assim cheio de experiencia e menino, rs
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 28/7/2008 23:09 
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raphaelreys · Montes Claros (MG)
ROMA, ESPARTA, OESTE SELVAGEM

Com Muito carinho e respeito ao Grande Poeta.
Saudação pra Turma da fraternidade Hsiao Ch`u.
Cada Idade é única e tem de se caprichar.
Como que estando num palco interpretando todas idades.
Os que nos amam ficam felizes por nosso respeito por todas.
Náo podemos relaxar pois esta em jogo a eternidade.
Bacana e oportuno citar a Mestra Rachel de Queiroz .
Parabéns Pelo Trabalho Grandioso.
Muito merecimento.
Abração Amigo


azuirfilho · Campinas (SP) · 28/7/2008 23:11 
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rssss "guerra das mamonas"...doía muito, rs pois é...hoje é guerra nos playsticks da vida...uma porcaria e violenta por cima, são para o mal, não tem sabor de meninos traquinas, rs...
Cintia Thome · São Paulo (SP) · 28/7/2008 23:20 
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Retornando e votando.

Abraço
Falcão S.R · Rio de Janeiro (RJ) · 29/7/2008 03:18 
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Meu caro W.Marques! Benvindo ao seio da fraternidade do Vento Sobre o Céu!
Caro Wander! A busca maior era mesmo a adrenalina! O mundo era mágico e nada aconteceria. Os santo anjos do Senhor estavam na " larga" correndo conosco, era uma tremenda parceria tupiniquim! Axé!
Raiblue! Todo vez que te vejo minha alma fica súbita! Obrigado pela energia baiana e feiticeira!
Claudinha Almeida! Doce libriana, filha de Dzian! Um forte amplexo pela sua presença nos ritos iniciáticos da fraternidade!
Caro Aepan! Beleza a energia dos Pampas. Mas nos conte tambéms as suas estrepolias de criança. Obrigado pela presença!
Cara Cintia Thome! Se vc. vier a voltar sera como uma mestrina, uma hierofante! Já tens o saber. As mulheres nascem iniciadas em todos os mistérios. Elas são um mistério. A mais difícil de todas as iniciações é penetrar no coração de uma mulher-poeta!
Azuir meu caro overmano! Sempre sentimos a sua passagem, a sua energia benfazeja! Axé!
Cara Cintia, como completas. As modernas guerras de meninos não tem mais o mágico do faz de conta. São uma pléiade de novas almas em missão diferente da minha geração. As almas vem em grandes grupamentos de similaridades operacionais.
Falcão! Benvindo aos ritos iniciáticos!
Caros overmanos e overminas! Logo a seguir a quarta parte da história da fraternidade. Não percam, vai se chamar " A