(Este soneto é de Lúcio Mendes Lima, meu Amor reencontrado nas malhas do tempo)
Tocava em lá menor um bandolim,
fluÃa o minuto de veludo
no leito da harmonia, a cor mais limpa
inundava de aromas a penumbra.
Roço esta mão que toca na corola
da flor de gelo e brasa clandestina:
é um bandoleiro lhano e gracioso,
olhos de águia em seda purpurina.
Do meu lugar, tudo parece pronto
ao gesto destro do moço altaneiro,
abandonando o corpo para o beijo.
Muda-se a escala para si bemol,
e sangra o lábio audaz do aventureiro
ao querer mais azul em sua rosa.
Poema do livro POEMAS DA ROSA, a ser lançado ainda neste mês, cerca de 100 poemas, de forma e fôrma variáveis.
Do meu lugar, tudo parece pronto
ao gesto destro do moço altaneiro,
abandonando o corpo para o beijo.
Grande Mestra, saudações. Prazer vê-la novamente e me embriagar neste poema de uma sensualidade tão forte e de uma elegância tÃpica de sua poética.
Muda-se a escala para si bemol,
e sangra o lábio audaz do aventureiro
ao querer mais azul em sua rosa.
Belo poema, tem a marca da famÃlia, dos Azevedo
Sucesso neste lançamento.
ab
Amigos, é muito bom sentir esse "conchego" (Machado de Assis. Memórias Póstumas de Brás Cubas, cap. 8).
Hideraldo, o poema também é seu, tá certo? Quando a gente se apaixona ou se reapaixona pela mesma pessoa, tudo fica de um azul cerúleo. Beijo com carinho.
CÃntia querida, obrigada. Como você sabe serem os Azevedos meus contra-parentes, bruxinha? Grande beijo.
Doroni! Que maravilha ler você! Entende agora porque minha prosa tem de ser loooooooooooooooooonga? Assim, livro a poesia de qualquer lixo verbal e reabilito o repertório passivo do léxico desta nossa excepcional LÃngua Portuguesa. E, veja, maninha, não escrevo para ninguém. Não me ocorre "comunicar" nada. Se eu conseguir, quero expressar - deixar as experiências vividas subirem à flor da forma perfeita. Beijo com toda a amizade.
Sim, queridos, vocês conseguiriam uma rosa azul para compor a página deste poema?
Brida · Salvador, BA 7/11/2008 02:23Sei sim...Carlos Olympio Pinto de Azevedo Neto foi meu namorado em Sampa no inÃcio dos anos 80..., um amor maior nessa vida, mas destinos...destinos...Tenho o maior respeito, amor, amizade e admiração a este teu primo que é uma graça, inteligência e capacidade Ãmpar. Fiz até um postado sobre ele aqui no Over e declamei uma poesia dele Cavaleiro de Cedro....Sempre nos falamos.bjus
Cintia Thome · São Paulo, SP 8/11/2008 12:22
ei brida...lindo soneto...
votando
Samuel...
A pele é escrava do tato
O tom reflete o que é som
E nós...vagamos sozinhos (De: "Limiar". Samuel Luciano Assunção).
Eis o poema que é seu, Aqui está o sumo, o núcleo, a grandeza desse poema. E é meu e seu, pois nesses três versos se situa a "Rosa Azul".
Promete que vai se centrar nesses versos para trabalhar este seu poema?
Trabalho e trabalho, ostinato rigore (Leonardo Da Vinci) - eis a vida do poeta.
Beijo, querido, com minha mais pura gratidão
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