A minha dor não vive em minha casa,
mas num jardim de séculos correndo
em seu tropel mordaz. O tempo abrasa,
e o engenho desta hora vai sofrendo.
Das avenidas largas na cidade,
os carros atravessam linha torta —
cavaleiros em motos, sem idade
vieram me abordarà minha porta.
Um levou-me o relógio. Outro o anel.
O meu cordão de ouro se partiu.
E o quarto bandoleiro me sorriu
ao ter o meu olhar dentro do seu.
Sacou da cinta arma enrubescida.
Beijou-a. Deu-me a rosa e a minha vida.
... cavaleiros em motos, sem idade
vieram me abordar à minha porta.
Brida,
"Um levou-me o relógio. Outro o anel.
O meu cordão de ouro se partiu.
E o quarto bandoleiro me sorriu"
O eu-lírico perdeu tempo, promessas e valores,
mas ganhou uma rosa que atingiu em cheio seu coração.
Como seus poemas fazem comigo.
Abração e beijão no coração
Meu querido Wellington, você me lê!
Não há maior alegria para um poeta, você sabe disso.
O quarto bandoleiro é como você - lê, me parece.
O eu-lírico não esperava um quarto bandoleiro, já que só havia 3 motos e três cavaleiros. Aí ele surge, o bandoleiro. Os outros não são denominados assim. Por que? Me diz?
Outra: quem "coloca o olhar" dentro do dele, é o eu-lírico. Penso que é assim, de modo geral. Falo de escolhas amorosas.
Beijo, menino.
Ela de Jesus
Ele da Rosa,
Erguidos do chão
pelo olhar vivo
por um terno fio
eternamente
Se pode verificar o que o eu-lirico sofreu até encontrar o quarto bandoleiro.
Brida,
"Um levou-me o relógio. Outro o anel.
O meu cordão de ouro se partiu.
E o quarto bandoleiro me sorriu"
O eu-lírico perdeu tempo, promessas e valores,
mas ganhou uma rosa que atingiu em cheio seu coração.
Belíssimo.Lindo demais.
Os três tiram, chegam sem dá nada. O quarto que não era mais esperado chega de repente com um olhar diferenciado dos outros. Olhou pelo espelho da alma. Trouxe vida.
Ecila Yleus · Recife, PE 18/8/2008 21:54BRIDA, VOLTAREI PARA VOTAÇÃO E COMENTÁRIOS. POEBEIJOS.
Vives · Porto Alegre, RS 19/8/2008 05:43
O meu sincero desejo é de que as rosas sejam protegidas, jamais violadas. Bjs.Dê
Denise A Souza · Guaratinguetá, SP 19/8/2008 21:00
Brida-Rosa,
Queria tanto comentar este teu poema quando voltasse para votar, mas, perdoa-me, vou recorrer à "intertextualidade" que muitas vezes reverbera nossas palavras, com este clip do youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=GzcrexvDZO8. Você já sabe que seus poemas me encantam.
Abração e beijão no coração
O link acima não funcionou, segue novamente meu ´"comentário"-musical:
http://www.youtube.com/watch?v=GzcrexvDZO8&feature=related
Brida
Sempre digo que os textos bons tem diversas interpertações
E em forma poética retrata os dias de hoje onde o cavalo branco foi trocado pelo metalico e quase e que os bandidos quase sempre ganham dos mocinhos
Beijos rosáceos
Que lindo poema , cheio de verdades e com um toque de uma bela poeta que com suas palavras arranca suspiros do seus admiradores. Bjs...
delen · Cotia, SP 20/8/2008 02:04
Obrigada a todos vocês, gratíssima mesmo.
Abraço e beijo para vocês. E um cheirinho baiano.
Estou com um novo poema em fila de edição:
http://www.overmundo.com.br/banco/amanhecer-2
Não me canso deste poema; sedicioso, inquietante - inteligentíssimo.
bj,
camacho
Muito bom! Novos tempos, novas armaduras...
Parabéns!
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