Ai se uma pulada
de amarelinha
a vida fosse!
Desse no que desse
fosse adonde fosse
eu me desse
por mim
mil vezes
assaz assim
feliz
A pular
repular
voltar
revoltar
A jogar de novo
a pedra
num garrafão vermelho
de eternidades
a me dar por mim
enfim
Ai se a cada uma destas
repuladas provas
me fossem
sendo dadas
de mãos beijadas
outras vidas
Vidas tantas
que dando
no que dessem
sempre fossem
como amarelinhas
renovadas
a serem puladas
para dentro e para fora
sem hora
sem princípio
nem fim.
Spírito Santo
Abril 2008
Que interessante... No ritmo do jogo, gostoso de ler e instigante a pensar. Quem dera a vida fosse apenas um inocente joguinho com direito a recomeço depois do erro...
Marcos Pontes · Eunápolis, BA 28/4/2008 21:29
Quem dera voltar a ser criança,
Jogar amarelinha,
Saltitar, pra lá, pra cá,
Jogar...ganhar, perder,
Recomeçar...
Entre riscos, risos, brincar.
Lindos versos.
Lindo, Lindo! Lúdico, nostálgico, gostoso de ler. E as fotos estão ótimas (principalmente montadas assim). Você está se revelando nas imagens.
Abraço!
Ilha,
Bondade sua, bondade sua...Aliás, preciso consultá-la sobre imagens sim. Vou lá no teu espaço fazer isto.
Abs
É Spirito!
A vida e a infância são as mais belas manifestações que podemos experimentar, quem dera fossem eternas...
Forte abraço.
"Vidas tantas
que dando
no que dessem
sempre fossem
como amarelinhas
renovadas..."
Spírito, tive que repetir esta última estrofe. É lindíssima!
abs.
Spirito, fiquei sem ar com o poema. Além de ter me calado fundo (quem não desejaria o que seus versos enunciam?), me lembrei vagamente do O Jogo da Amarelinha de Cortázar que li há muito tempo. Tem alguma coisa lá (não sei bem o que) que me deu uma vontade incrível de recuperar. SE eu achar, digo o que era pra vc.
Bj
Ize
Robert, Nydia
Bacana que vocês gostaram. O mais legal é que tão fácil...É só lançar a pedra e sair pulando.
Abs
Ize...anh? Quem? Ize?
É mesmo! O Cortazar tem um conto, um livro, sei lá 'Jogo da amarelinha'.
Não lembro, nem vagamente, o que ele dizia, mas, lembro bem do clima da época, do boom da literatura latino americana, popularissimas resenhas no Pasquim. Vargas Lhosa, Garcia Marques, Cortàzar, Borges e aquele cubano genial, o Alejo Carpentier (você leu 'No reino deste mundo', a melhor narrativa-romance sobre revoltas escravas no Caribe setecentista?)
Cheiro de papel de livro novo nas narinas (e de jornal velho também)
Putzgrila!
Bj
Em não sendo,
Assim mesmo
Faz-se de conta
Antes que nos dêem
as contas e aventuras,
sem que as peçamos.
Belo jogo amigo,
Adro,
E olha que nem mesmo te destes conta de ter sido (o lado bom de quase morrer) o muso.
Pois fostes.
Grande abraço
Ei Adro, ser o muso desses versos é demais, não? Quase vale a pena ter passado pelo tal umbral (credo em cruz, virge maria!!!).
E Spirito, como assim anh? Quem? Ize?
LI todos os que vc citou, inclusive, e sobretudo, Carpentier que adorei, mas que não lembro porque.
Vc vê como são as coisas...Vc escreve o Rubramarelinha (pro Adro) e a gente vai acabar nos tempos em que líamos Cortázar e Carpentier. Tem a ver com o pular, repular, voltar e revoltar da amarelinha, né não?
Hj mesmo vou atrás desses homens. Você acha que a gente gostaria das releituras?
DEpois eu volto
Bj
da Ize (Já lembrou quem eu sou? rsrsrsrsrsrsrsrsr)
Ize,
O "...Ize anh..." é que a Maria Luiza andava sumidona daqui (e ainda por cima voltou de cara nova)
Sobre reler os bons livros do boom da literatura altino americana, tenho certeza que nos deliciaríamos. O Carpentier eu sempre releio por causa do romance que eu citei que conta a história de 'Makandal', um incrível personagem 'lendário' (embora verídico) do Haiti quando colônia francesa (não sei onde anda o livro). Makandal, um 'negro brujo' que teve as mãos decepadas como castigo, usava venenos de Vudu como arma de libertação nacional. Preso, desapareceu do cadafalso, para nunca mais ser visto e virar lenda (aliás, você assistiu ao filme 'Queimada', do Gilo Petecorvo? O Marlon Brando fazia um mercenário, agente da coroa britânica fantástico. Tem a ver com o livro do Carpentier pois fala de Tousaint L'Overture, um comandante (uma espécie de Zumbi dos Palmares de lá) da revolução do Haiti que deu certo, quase na mesma época em que rolava o Quilombo de Palmares por aqui (lamentável que, por razões óbvias, a gente não tenha ainda um romance tão bom sobre este 'lado B' - e fundamental - de nossa história)
'Realismo fantástico', era o mote desta literatura. Pobres temos estes de hoje no que diz respeito aos romances de nossa região.
Abs
Ai que bom seria
Essas rubras amarelinhas
Como flores amanhecidas
Viçosas naquele jardim
Estão saltitantes e renovadas
...
Tuas escolhas
...
Beijos_Meus*
*
Ás saltitantes amarelinhas, remete-nos...
Somos um pouco isso... o que somos.
Abraços amigo Spirito.
Votei Spirito
Rubro, por pensar que, ao menos a minha, talvez seja
E eu não pulo e nem jogo a pedra, como tantos que tem chance e não o fazem.
Gostei muito mesmo
Grande abraço
Grande René!
Quo vadis? Wo him? Assim tão sumido?
Do speak english? Então joga a pedra, sô!
Adorei !!!
Ah! também queria chances de várias vidas a cada pulo !
Ainda brinco de amerelinha com minha Lulu, hoje dentro de casa, num tapete comprado das Superpoderosas ! As pedras substituídas por travesserinhos minúsculos .
Não deixa de ser divertido !
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