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SABORES DA NOSSA INFÂNCIA.

DIVULGAÇÃO
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raphaelreys · Montes Claros, MG
10/2/2008 · 172 · 84
 

SABORES DA NOSSA INFÂNCIA

Dos românticos anos 60, as reminiscências de gostos e sabores que marcaram a infância, nos nossos Montes Claros, aldeia do bandeirante Figueira.
O agradável e borbulhante sabor dos guaranás Champagne, tomados no bar de Nelson Vilas Boas, com canudinho de palha, deixando a língua entorpecida e uma sensação de ar preso na barriga.
O sabor encorpado e permanente das drágeas de chocolate Bhering, grudados no céu da boca, e a coca cola que nos fazia arrotar feito turco, nas matinês do Cine Coronel Ribeiro.
A queimadinha de suco de laranja curraleira batida com bicarbonato, tirada com a concha da lata de flandres, nos fundos do Mercado Municipal, ao lado da loja do russo Joel Stark. Era beber e sair correndo para o banheiro!
A maciez e o sabor das balas de chocolate Toffe, compradas com exclusividade no bar de Adaíl Sarmento. O gosto de infância do guisado espremido, os bolos ao estilo capitão na casa de Geraldo Lopes, amassados à baiana pela minha bisavó Dinha.
O café feito no fogão de pedra e adoçado com rapadura, tomado no alto dos Morrinhos o pouco gelado e pouco higiênico caldo de cana de Jason, que fazia descer o pedaço de pão de doce com cheiro de manteiga Alvorada, atravessado na garganta.
No meio do pão, uma gostosa e suculenta fatia de requeijão de Salinas, ou de Monte Azul.
O doce cavaquinho de rapa com açúcar de Dinha Preta, as cocadas com mamão de Dona Swargar, vendidas no Colégio Diocesano e o pirulito Gostosão da Padaria Globo, de seu Antônio Pernambucano. O picolé de groselha, pura água do Bar Sibéria.
Os docinhos de leite em formato de coração de dona Bila, irmã de Chininha, tia de Nair Macedo, e a gostosa e insuperável pomadinha de leite e os doces pingados de dona Lica de Abreu, avó de minha amiga Virgínia de Paula.
O levíssimo frango caipira com arroz grudento, quiabo e um ovo estrelado por cima, na casa de dona Carmelita Martins.
O prato de esmalte era posto em cima do fogão de lenha e dava para sentir o calor do borralho na perna esquerda. De sobremesa, doce de fígado cristalizado, ou de caju, esses tirados na casa de Pedro Paulino, depois de longa negociação.
As gemadas consistentes da minha avó Belarmina Alves e sua baianês e a bacia de flandres cheia de bolinhos de bacalhau Noruega da minha tia Preta, a morena dos boleros, servida nas intermináveis partidas de buraco, aos parceiros e para encanto do Barão de Ururaí Filpi, o bom vivant tropical.
Os sonhos recheados de doce de leite e o cheiroso vinho caseiro feitos por dona Geny Freitas, no bairro São José, ainda uma lagoa cheia de tabuas, ofídios, seriemas, maçaricos e de cavalos de raça do Cow-boy de Janaúba.
O seu bife com fatias de abacaxi, feitos a pedido da meninada. A mesa farta e saborosa da fazenda de Tiãozinho Viriato, nas Cabeceiras, terra da cachaça Viriatinha e o gosto do Cinzano Rossi e o sabor da azeitona gelada no Martine Dry, tomados escondido às margens do Rio do Melo.
A puxa vendida à porta do Colégio Imaculada, pelas Filhas de Maria, os pirulitos de rapadura derretida, postos na tábua furadinha e os roletes de cana caiana espetados nas taliscas de bambu, que deixavam os nossos maxilares doendo de tanto triturar.
Beijos trocados com a namorada, mergulhado no brilho dos seus verdes olhos e a boca com sabor de drops Dulcora e de pastilhas Valda.
O jenipapo de sabor ocre colhido no fundo da casa dos Martins no bairro São José, com as mãos cheirando a esterco do curral, visgo de pegar passarinho e da borracha de atiradeira.
Outros sabores e aromas foram próprios da nossa infância campesina nos saudosos Montes Claros no início dos 1950. Só para encerrar, o saboroso pão alemão quentinho, decorado como casco de jacaré e entregues sob encomenda e na bicicleta, por Adão Padeiro, ainda no lusco-fusco das

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raphaelreys
Ficha técnica
Reminiscências dos sabores e odores que marcaram a minha infância na provinciana cidade de Montes Claros-MG.
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Ester Charmeira
 

Meu caro Rapahel,

Não posso deixar de lembrar do Abiu (ou Abil) roxo, das cocadinhas e das balas de côco!
Em época de Cosme e Damião, tinha o cocô de rato (pipoca de arroz).
Mas minha grande paixão era o pé-de-moleque!
Esse artigo me trouxe ótimas recordações!
Bjs

Ester Charmeira · Rio de Janeiro, RJ 8/2/2008 08:53
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raphaelreys
 

Esse dialeto de doces é próprio do carioca? Abiu roxo, bala de côco deixa ujm sabor de permanência na boca, deveria ter bala de feijão. A pipoca de arroz não conhecia minha cara Ester! O pé-de-moleque é paixão nacional e doce de tem tá apaixonado. Com tantas recordações tome um bom copo de água cristalina! e para vc. que éfilha de Oxalá, a saudação em Yoruba: Cosí Obá Can, Afí Olurum! Obrigado pela viajem, minha flor de canela!

raphaelreys · Montes Claros, MG 8/2/2008 09:05
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victorvapf
 

A Farmacia Americana, de quem mesmo? O arroz com pequi e carne de sol...A revendedora da Ford, perto da Pra;a de Esportes...Parabens pelas lembranças

victorvapf · Belo Horizonte, MG 8/2/2008 09:23
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ana wagner
 

Ai que delícia de texto. Raphael!
Gostaria de escrever sobre minha infância
mas grandes bloqueios me impedem.
Adorável! Voltarei.
Ah ...também quero uma saudação...

ana wagner · Porto Alegre, RS 8/2/2008 09:31
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raphaelreys
 

Victor! A Farmacia Americana era dos Peres, o arroz com pequi é atração no Mercado Central. Tem uma festa de socidade O Arroz com Pequi da Feli. A Feli é uma jornalista que promove a cultura local. A Praça de Esportes perdeu o charme, fechou e a muito a Boate Maracanghália, onde em 1960 aprendi a dançar tango de maneiras passional e luxurienta! O brigado pelas recordações da minha urbe!

raphaelreys · Montes Claros, MG 8/2/2008 09:39
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raphaelreys
 

Cara Ana! As reminiscências da sua infância estão indeléveis no seu inconciente, nos registros Akássicos. Se algo impede , nada melhor do que o tempo, devorador de todos os males. Obrigado pela energia terna! Abração Overmano!

raphaelreys · Montes Claros, MG 8/2/2008 09:41
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Cintia Thome
 

Ah! Lembro-me do canudinho...um belo pedaço de queijo e marmelada, o romeu-julieta, o Kibamba, o chocolate Diamante Negro, paçoquinhas...maçãs do amor...seven-up...Dulcora, balinhas de latinha, cigarrinho Pan...vai longe, rs
Belo retrato Raphael das gostosuras...das mesas de comida farta e de gente bondosa, o mundo era na mesa e com alegres cores e sabores...Arrasou nesta colaboração.

Cintia Thome · São Paulo, SP 8/2/2008 10:35
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Cintia Thome
 

Preciso urgente de arroz com pequi! abraços. Vou tomar água .

Cintia Thome · São Paulo, SP 8/2/2008 10:37
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raphaelreys
 

Cara Cíntia! Arroz com pequi, e carne de sol dois pelos de Mirabela! Um trago de cachaça Viriatinha, na versão ambâr. Sobremesa um pedaço de quebra-queixo para agarrar na arcada dentária! Bem lembrado o canudinho, só que aqui era de doce de leite om recheio.O chocolate Diamante Negro me lembra de tragédia, levava o mesmo para uma namorada dos Olhos Negros, quase foi consumido pela passionalidade. O cigarrinho Pan era um barato de sabor misturado, chocolate com papel. As mesas eram fartas, ficavam expostas 24 horas, tudo coberto com quardanapos. E tome lembranças!

raphaelreys · Montes Claros, MG 8/2/2008 11:21
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raphaelreys
 

Cara Cíntia! o seu...arrasou, me deixou cheio de ar! Inflamou o meu Ego Cambaleante e semi-campesino! Tudo por causa dos sabores....

raphaelreys · Montes Claros, MG 8/2/2008 11:24
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azuirfilho
 

raphaelreys · Montes Claros (MG) ·
Um Trabalho admirável que alem de nos encantar tem o poder inspirador e o impulso pedagógico para nos preparar emocionalmente para também fazermos para a nossa gente
Pois um Resgate nesse nível de valor e de contribuicáo para a bem da Juventude e da própria familia tem de ser imitado como Valor Moral e sentido para a vida.
Isso faza vidavaler a pena.
Parabéns pelo muito merecimento.
Abraco Fraterno.

azuirfilho · Campinas, SP 8/2/2008 12:12
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Ester Charmeira
 

Gente, ler esses comentários e o texto no horário do almoço é uma verdadeira tortura... Carne de sol... hummmmm
Carne seca com abóbora e a excelente feijoada da minha mãe :)
Um grande abraço, vou almoçar! rsrsrsrsrs

Ester Charmeira · Rio de Janeiro, RJ 8/2/2008 12:21
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Nydia Bonetti
 

Que delícia os sabores da infância, Raphael...
Lembro tão bem de meu avô pedindo para alguém fazer omelete de flor de abóbrinha, e raiz de "almeron" refogada, que ele comia na sua infãncia, na Toscana. Era um sufoco para conseguir. Depois de comer, ele dizia decepcionado: mas não era este o gosto.
O gosto da infãncia... Vivo apenas nas nossas lembranças...
Abrço!

Nydia Bonetti · Campinas, SP 8/2/2008 12:28
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brigitte
 

Cadê o arroz doce com muita canela ou o cural de milho verde com canela?
E eu de regime, pode? Isso não se faz, uma viagem dessas é tortura!!rsrsrs.
Amei.

brigitte · Goiânia, GO 8/2/2008 12:55
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Ferry, B. Joe
 

as reminicências da infância através de sabores,
um texto degustável...
maravilhoso, Raphael...

abraços do amigo,

Ferry, B. Joe · Teresina, PI 8/2/2008 14:37
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raphaelreys
 

O abraço é meu caro Azuir! Obrigadão pelo impulso no sabores. Cara Nydia! Só poderiam ser de Toscana esses sabores, diginos de um " capo". Brigite do coração inflamado! Arroz doce com canela e muita luxúria. A gula é um dos sete pecados capitais e nos Hades teremos lugar reservado, dado a agravante do curral de milho ' ÊITA BELEZA! e Ferry, B nãoo falou da " panelada de Teresina" da " Mão de Vaca" com uma dose de cachaça Mangueira, tomada no Mercado do Cajueiro, e se esqueceu tambem, caro Ferry, do " capote" comido na beira do Parnaiba se fazendo acompanhar de uma piauiense da canela fina cheinha de amores tropicaise exóticos. ' ÊITA SABORES" Vai dar pano pra manga!

raphaelreys · Montes Claros, MG 8/2/2008 15:02
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Anilson
 

Não só lambuzei "os beiços" como também lambuzei a alma. Um grande texto de uma época que os aromas e sabores teimavam em pairar na ar. Parabéns...isto faz bem prá alma!!

Anilson · São Luís, MA 8/2/2008 15:31
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raphaelreys
 

Grande Anilson do meu Maranhão de Codó de muitas magias e " paneladas" de muitos sabores, com quaraná Jesus e Geneve! Obrigado pela lambuzada! Aviso aos navegantes Overmanos, cuidado com a diabetes! Muita glicose nesses comentários que exitam o apetite. Quem estiver de dieta, cuidado dobrado! Não se deixe levar pelo poder de sugestão!

raphaelreys · Montes Claros, MG 8/2/2008 15:41
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Benny Franklin
 

Oi, Raph.
Seu texto é de prima.
Parabéns!

Benny Franklin · Belém, PA 8/2/2008 15:48
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raphaelreys
 

Caro Benny! Obrigado, mas nos fale dos sabores de Belém, do Pato ao Tucupí, e dos doces das feiras? E da Cerpa gelada? Abraços!

raphaelreys · Montes Claros, MG 8/2/2008 17:45
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Dalena GVL
 

Você me deixou com água na boca, assim não vale, pois aqui de Portugal fica dificíl de procurar tais delicías...:)
Muito bem escrito, sem dúvida nenhuma.
Um abração cá deste lado do oceano, de uma eterna carioca que adora o nordeste do nosso país.

Dalena GVL · Portugal , WW 8/2/2008 19:33
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raphaelreys
 

Cara Dalena! Nos deixe com vontade e fale das guloseimas da Santa Terrinha! E os sabores cariocas da sua infância? Estamos aguardando!

raphaelreys · Montes Claros, MG 8/2/2008 20:38
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silviaraujomotta
 

Aguçou meu paladar...Quanta saudade.

silviaraujomotta · Belo Horizonte, MG 9/2/2008 02:36
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Liz Krause
 

De dar água na boca!

Liz Krause · São Paulo, SP 9/2/2008 03:45
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raphaelreys
 

Obrigado Silvia! Nos Belo Horizonte, quando passava por ai ainda menino o barato era comer angu doce! Enchia a pança! Dava uma enorme sensasão de peso. Liz Krause nos fale dos doces de São Paulo no seu tempo!

raphaelreys · Montes Claros, MG 9/2/2008 04:13
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raphaelreys
 

Meu caro Jairo! O canudo era de fibra vegetal. Simétrico, polido na casca, tinha cheiro bom. Parece que era obra de japoneses, Descartavel, embora fosse flexível. Logo foi feito de fibra de papel, perdeu a graça e a beleza. No Piauí havia nativo um capim chamado pelos índios de "piri piri". Era um tubo duplo, ou seja um canudo capim dentro de outro canudo de capim. O nome deu origem a uma cidade Piripiri. Obrigado pela leitura, pela edição e pelo comentário. Abraços overmanos!

raphaelreys · Montes Claros, MG 10/2/2008 05:43
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Zingara RJ
 

ooi Rafael, nossa! lembrei de uma bala que qd criança adorava...(vou procurar pra ver se ainda existe...rss) a bala boneco! caramba... dulcora, paçoquinha...meus deuses!! vc me fez lembrar de coisas boas da infancia... adorei!!!

beijos no coração...

Zingara RJ · Rio de Janeiro, RJ 10/2/2008 08:06
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raphaelreys
 

Essa bala boneco eu não conheci minha cara cigana de Granada! Drops Dulcora no cinema para beijar a boca da namorada com mais sabro! Paçoquinha agarra no céu da boca, Um beijão!!!!

raphaelreys · Montes Claros, MG 10/2/2008 08:14
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victorvapf
 

A Estaçao de Trem acabou? Viagem de BH para Montes Claros de Trem, nao tem mais... Parabens, votado

victorvapf · Belo Horizonte, MG 10/2/2008 09:22
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Cintia Thome
 

Sabor mais doce da saudade que temos.Sonhos de valsa, Freitella, pirulito Zorro,balas de cevada, maria-mole(a verdadeira),cocadas, balas puxa-puxa, corações de abóbora e beterraba...balão de gás, cata-ventos,galinhas ao molho pardo, pastéis na mesa de minha avó cobertos toalhinhas xadrezinha nas tardes das férias...De manhã, um ovo caipira crú, em fila para os netos , a pamonha, o real biju, o biscoito polvilho-doce no papel de seda... Chaleira no fogo por todo o tempo...o Dantop (pai do Inha-Benta)...tudo em banha de coco (lata verde)....o torresmo feito em casa...Raphael, e tudo isso com a sangria ou groselha...depois veio o tal Ki-suco e o bolo Pullman...aí crescemos...
Cata-ventos girando na memória....Este vou salvar com prazer para ter um domingo com arroz-doce..."doce vida"....

Cintia Thome · São Paulo, SP 10/2/2008 10:02
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Cintia Thome
 

Frutella nas matinês...corrigindo

Cintia Thome · São Paulo, SP 10/2/2008 10:04
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Dalena GVL
 

Voltei para reler e votar em tão bela escrita.
A minha infância foi passada em Moçambique( África) e as guloseimas não eram muito diferentes daí. Só tinhamos um doce que aí não conseguia encontrar que era o pastel de nata.
Mas quem sabe não escreverei as minhas comidas em África, como o caril de camarão.
Um abração

Dalena GVL · Portugal , WW 10/2/2008 10:40
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raphaelreys
 

Caro Victor! A viagem mais falada era a de MOC-MONTE AZUL, dava de tudo durante a viajem, até triangulações amorosas. muita sanfona de oito baixos, jogatina pesada, cerveja quente, cachaça curraleira. As vezes um tiroou uma facada, perfuro-contusa ou perfuro-incisiva, buraco a escolher! Era um verdadeiro expresso do meio-dia!

raphaelreys · Montes Claros, MG 10/2/2008 10:50
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raphaelreys
 

Cara Cintia! Ao seu real biju, Dantop e a galinha cabidela( faltou a pimenta malaqueta) biscoito no papel de seda é luxuria tropical! Acrecentaria um bom gole de café na chicara de esmalte. O café feito no fogão de pedra, coada na pedra polida e adoçado com rapadura de Monte Azul. Bala de coco dá dor de barriga! Frutella é demais, me lembra o meu braço rocando no braço da amada no cinema. Êita Bom! Essa rendeu!

raphaelreys · Montes Claros, MG 10/2/2008 10:54
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raphaelreys
 

Cara Dalena! Caril de camarão, deve ser o mesmo bobó de camarão que se degusta na Bahia de Todos Os Santos e de todos os Orixás! O doce de pastel de nata dá para sentir como é. Ficou todo mumdo melado e de pança cheia nessa crônica de sabores! É a mística da tribo do OVERMUNDO. Abraços e beijos prá galera!

raphaelreys · Montes Claros, MG 10/2/2008 10:59
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Anilson
 

Voltei e votei

Anilson · São Luís, MA 10/2/2008 12:02
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Frazao my brother
 

Como reunir lembranças tão doces num sonho recheado de leite e saudades mineiras. Os pirulitos no tabuleiro furado também adoçavam nossa infância rondoniense, concorrendo com doce e refresco de jenipapo.
Texto para encher a boca de água, literalmente.

Frazao my brother · Anastácio, MS 10/2/2008 13:20
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raphaelreys
 

Bem lembrado o doce e refresco de jenipapo meu caro Frazão. O doce é de figo cristalizado, na hora que escrevi o texto me lembrei de outra crônica de boteco que falava de fígado e misturei. Um abraço e obrigado pelo retorno meu caro Anilson! E o camarão da Base do Germano aí em São Luiz. O bife à cavalo do restaurante da rodoviária, e a panelada do ponto de taxi, aí ao lado do Ferro de Engomar aliados ao bife com arroz grudento dos barraqueiros da praia Grande, e depois de tudo, um bom gole de Acaí! Êita Ilha do Amor que tem coisa boa. Já ia me esquecendo do refresco de coco em frente ao Hotel Athenas. Abraços overmanos!

raphaelreys · Montes Claros, MG 10/2/2008 13:58
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raphaelreys
 

Caro Victor!A Loja do Jabur acabou, Deba de Freitas , líder político, meu padrinho de crisma é saudoso assim como Neco Santa Maria, tambem coronel político dos Montes Claros de antanho. De Cursino do Banco ficou só o estígma!

raphaelreys · Montes Claros, MG 10/2/2008 14:06
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victorvapf
 

Raphael, obrigado pelos informes, e que so voltei em Montes Claros para levar numerario, quando estava na ativa no Banco, me lembro tambem de ter dançado Rock com uma Bessone, nao me lembro o nome dela... bonita por sinal,Abrs, amigo,

victorvapf · Belo Horizonte, MG 10/2/2008 14:29
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victorvapf
 

Walduque, o nome do dono da Farmacia Americana, magrinho, usava suspenso'rios...

victorvapf · Belo Horizonte, MG 10/2/2008 14:32
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raphaelreys
 

A família Bessone migrou para outras plagas da Minas Gerais, a Farmacia Americana deu lugar a outros farmácias. Tinha a Santa Teresinha ao lado de propriedade de Dr. Sinval, aviava receitas do médium Zé Fernandes. Medicina do além meu caro Victor! Montes Claros se tornou uma cidade escola. Dezenas de faculdades, anexos, cursinho, a grande UNIMONTES considerada a segunda melhor do Brasil. A população em grande parte é de estudantes do norte de Minas e Bahia, técnicos, etc. O folclore e os costumes ainda são mantidos pelas agremiações, instituições, pela Secretaria de Cultura da municipalidade. 28 de Fevereiro a 03 Março próximos a Festa Nacional do Pequi!

raphaelreys · Montes Claros, MG 10/2/2008 15:34
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Saramar
 

Raphael, acho que esse texto é pecaminoso. Aliás, incita o pecado da gula (risos).
Alguamas dessas delícias não conheci, mas há nele, certamente, dezenas de pedaços da minha infância...
Obrigada

beijos

Saramar · Goiânia, GO 10/2/2008 18:01
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raphaelreys
 

Cara Saramar! A gula é um Pecado Capital, certamente um atalho da Luxúria. É um dos piores e um dos mais gostosos pecados! Serve como exercício ao SERVICILHAMENTO da alma ao prazer. É um puta chichê! Altamento sugestivo e pecaminoso! Além de explodir a resistência dos diabéticos e similares. Obrigado pela advertência ao incitamento consciente!

raphaelreys · Montes Claros, MG 10/2/2008 18:58
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Jairo Oliveira Ramos
 

Votado, mas ainda não sei o que é canudinho de palha.

Jairo Oliveira Ramos · Aracaju, SE 10/2/2008 21:19
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anamineira
 

Raphael,
Vale lembrar da bala bico, do doce de batata doce, inhame com mel, melado de cana com queijo mineiro, cuscus de fubá com queijo e muita erva doce, caçarola italiana, intriga, broa de fubá feita com leite azedo, pão dourado, sopa de pão, e você sabe que tenho uma saudade de chupar aqueles coquinhos madurinhos, docinhos no quintal lá de casa, e depois de alguns meses voltava para quebrar os coquinhos, já secos, que davam umas figuinhas de coco deliciosas, lembra?
Obrigada por me proporcionar,com seu texto, tão deliciosas lembranças.
Abraços.
AH! Aceita um cafezinho de rapadura? Até hoje aqui em casa tomamos todos os dias esse delicioso café.

anamineira · Alvinópolis, MG 10/2/2008 22:20
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Juliaura
 

Geeeeeeennnnnnte! E onde foi parar tudo isso? Que só vejo a gurizada se empanturrando de salgadinhos (petróleo com gordura) empacotados.
Minha vovó Marinalva tá aqui pedindo pra lembrar Grapette, Crush e Laranjinha (que não são da cidade de deus nem do Botafogo). Fala também de bala quebra-queixo, brocoió e mandolate com amendoim. Bala azedinha (de cores tantas feito arco-íris) e confeitos de chocolate com amendoim que chamavam bonzinho (que lindim). Diz que tinha também tômbola nas quermesses e jogo de argola (rezavam e pecavam depois da procissão de Navegantes). Refresco de groselha era em canequinha de formato funil, de papel encerado. e Vendiam peixe em carroças nas vilas mais afastadas.. peixe! peixeirooooooooo! E o pdadeiro entregava o pão nas casas 6 da manhã, pra acordar os galos. tinha até galo pra acordar as pessoas.
Diz que saiam todas as gurias de guidis (uma espécie de sapato de lona) saia plissada, blusinha de ban lon e bolerinho (que será isso, meu deus). Levavam tudo na frasqueira, rosa, umas até vermelhas (pedindo namoro, ela diz). Tinha um tal de pó de arroz e...
(se deixa, vó Marinalva escreve um livrão dos grandão).
Recordar é viver
Eu hoje sonhei
com Você
(de uma marchinha de carnaval da Banda da DK).

Juliaura · Porto Alegre, RS 11/2/2008 00:19
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raphaelreys
 

Caro Jairo! O canudo de palha era de capim vegetal, parece queimportado da China, mais espaço interno do que os de hoe, casca grossa, ficávamos mastigando entre dentes ainda com as borbulhas do quaraná na boca. Cara Annamineira! Inhame com mel chega a ser um pecado capital. Quanta coisa na sua memória! Cucuz de fubá é luxuria, caçarola italiana é um sonho acordado. Obrigava a minha mãe a me levar no Bar do Zimbolão para saborear as caçarolas com Mate Couro bem gelado.

raphaelreys · Montes Claros, MG 11/2/2008 04:23
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raphaelreys
 

Beleza a su avó Juliaura! Ela é do tempo em que sabores tinham a mística do Romantismo! Grapete era genial, o Crush espumante que nem champagne o mandolate com amendoim é afrodisíaco tropical. Jogo de argola numa festa com dança de fita era pura magia minha cara Juliaura! O refresco de groselha tomávanos em taças cônicas de alumínio com forro interno de cone de papelão, calçados guidis ou como aqui eram, chamadas Alpercatas Rodas. E olha que não falei do Cinzano que tomávamos nas margens ainda selvagens do Rio do Melo. Tudo mundo nú imitando a vedete Luz Del Fuego, a nudista de Niteroi. Êita que essa crônica rendeu reminiscências saborosas. É bem provável que tenha atiçado alguma libido!E viva a luxúria tropical! Êita galera bonita essa de Overmanos e Minas!

raphaelreys · Montes Claros, MG 11/2/2008 04:31
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raphaelreys
 

Que pecado minha gente! Já ía me esquecendo de falar do tijolo de doce de burití. Talhadas intercaladas com suculentas fatias de regueição de Salinas ou de Montes Azul. Doce de mamelada de cachorro, um fruto colhido nas cercas das fazendas na chapada. E o pecado maior minha cara Juliaura, conta para sua avó que bebíamos Licor de Pequi Corby e comíamos chocolate Bhering, usando também blusa ban lon ou buclê e que os fios enganchavam no cabelo da namorada e aí tinha que tirar a camisa para consertar! O licor fazia a cabeça ficar rodando leve e atiçava as asas de Pteros o deus alado. E que por aqui o pó de arroz combinava com camisola e anágua com as bordas rendadas, toda moça prezada usava esses apetrechos!

raphaelreys · Montes Claros, MG 11/2/2008 04:52
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Juliaura
 

Ih! Raphael, assanhaste a vovó Marinalva dum jeito que ela nem dormiu. Me acordou pra vir aqui saber das novidades.
Tá elétrica. Aliás, ela é Maranhense, de Magalhães de Almeida, onde piqui era mato, como diz.
Já tá lembrando de mandacaru 'fulorando na cerca' e de que isso era sinal de "saia, combinação e sapato alto", cintura bem cintada e adeus timão (nada com os corinthianos, era vestido reto de menina criança).
E de caranguejo no toque toque ou teco teco (coitados dos bichinhos, banhados em água fervente) com limão e... pinga amarelinha de cayana.
Diz que buclê era para gola rulê, que tinha uns guris de camisa volta ao mundo e gravatinha tuíste (que parece que era uma dança de gringo como raligáli, que também era e que os filhos dela dançavam em reuniões-dançantes de garagem ouvindo compactos duplos e longuipleis).
Mas ela adorava os cantores de Ébano, a Aracy de Almeida e a Dalva de Oliveira. Sem falar no conterrâneo aqui, o Nélson Gonçalves, que dizia ser um "Cavalo Cantador" (acho que era elogio por causa do vozeirão), e Chico Alves, que ela chama de Rei da Voz e Cantor das Multidões, carrreiras que ela acompanhava pela Revista do Rádio e pelos programas da Mayrink Veiga e Rádio Nacional.
E também fala dos seriados nas matinêss (que eram domingos à tarde, pode ser?). E de que foi ver Sissi a Imperatriz umas dez vezes.
Fala até de um tal de Vigilante Rodoviário, um herói de cinema brasileiro que Papá era fã (tinha fã clube com carteirinha em todo o país, tchê, pode também?)
Diz que na matinê tinha trailer e duplo, que aproveitavam os intervalos pra trocar gibi: "antigo valia dois", foi como ela montou uma enorme coleção de Bolinha e Luluzinha que eu leio e me esbaldo até hoje. Eu adoro o Alvinho e o Mino.
Vou parando porque vovó já tá remexendo umas gavetas aqui e vai dar enciclopédia pelo jeito.
Desculpa incomodar, mas vó mandava naquele tempo em tudo, era gente acatada, aconselhadora, respeitada, buscada por sabedoria e quitudes doces e salgados, abraços e beijinhos, ela diz, por isso é que eu "amo ela e meu coração por ti gela", segundo dizia, para se livrar de castigos "mais feios que a justiça da Granja".

Beijin.

Juliaura · Porto Alegre, RS 11/2/2008 09:07
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raphaelreys
 

Beleza Juliaura!Morei no Maranhão por 14 longos anos, os mais felizes da minha vida!

raphaelreys · Montes Claros, MG 11/2/2008 09:42
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raphaelreys
 

Cara Juliaura! Escapuliu e enviou antes de completar! O caranguejo hoje e servido nas BASES nome que dão aos restaurantes da moda na Ilha do Amor. A camisa Volta ao Mundo esquentava e corria suor com borra, era só para funcionários burocratas das metrópoles. Haligali em acetato de vinil em 78rpms. Chico Alves cantava Gardel, Aracy cantava ' Conversa de Botequim" de Noel Rosa...seu garçon/faça o favor de me trazer depressa/uma boa média/que não seje requentada...Os Cantores do ébano imitavam os The Plates. Lumumba o croner da voz grossa cantei com ele na Boate Papilon após a sua saída do conjunto. O filme Sissi, toda moça da época assistiu muitas vezes, era o fim do Romantismo. Dê um abraço na sua avó e diga para ela que eu namorei muitas maranhenses em festa de Boi, na Baixada Maranhense, que espapei de um naufrágio próximo as Reentrâncias e que me apaixonei em Pinheiro e em Codó, a terra da macumba e tomei muita Tiquira em Barra do Corda. Abraços apertados e beijos.

raphaelreys · Montes Claros, MG 11/2/2008 09:53
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Cintia Thome
 

Ai, Ai, ai...Isso vai virar um livro de gostosuras do "Sinha Benta " Fael rs...
Vi o copinho encerado pra groselha...mas aí se colocava também a tal "raspadinha"...gelinho raspado com essências (suco de verdade)
groselha, abacaxi, limão, maracujá...ei, ei, ei...Me dá um torrone, um balão, um sorvetão de máquina... e um "pedrão" (dinheiro)pra comprar também quentão. Não! Só pros mais velhos...que dó! Escondida, escondidinha, bebia o finzinho das xícrinhas. Ficava alegre, alegrinha...Rs

Que calor...camisa volta ao Mundo, gola rolê...mocassim de salto carrapeta! Tivestes o chaveirinho do "Mug" do "Simona"...Simonal...Ah! Meu limão, meu limoeiro...meu pé de Jacarandá...
Raphael, você trouxe tudo de bom neste texto! Volta e meia venho aqui abocanhar as delícias tantas...Vou de vale-refeição! Que dó!

Cintia Thome · São Paulo, SP 11/2/2008 10:08
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raphaelreys
 

Beleza que voltas cara Cintia! Bem lembrado a raspadinha de gelo e limão. O Torrone era para consumos em metrópolisonde a população era mais condicionada pela mídia. O Mug tinha o boné, comprei um em São Paulo na Silva Pinto, na época viajava para comprar confecções. Foi o rpimeiro boné Mug a entrar aqui na minha aldeia! Tarde da noite indo a uma farmácia de plantão ví debaixo do viaduto um grupo que tentava matar uma vítima, reconhecí o bone do dito. Era o meu irmão sendo atacado por marginais, efetuei vários disparos no paredão e salvei a sua vida, tudo por causa do boné Mug!

raphaelreys · Montes Claros, MG 11/2/2008 10:31
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silvya
 

oi meu amigo então to aqui á seu pedido e nossa que linda história me deu tanta saudades do meu tempo de infancia....e sabe que vontade de comer um docinho rss, bjus

silvya · Jaú, SP 11/2/2008 13:41
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raphaelreys
 

Seje benvinda minha cara Silvya! Obrigado pela presença e pela degustação de tanta coisa boa que rolou aqui nesses sabores! Coma os docinhos com moderação! Beijaço!!!!!

raphaelreys · Montes Claros, MG 12/2/2008 04:54
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MAS QUE SACANAGEM, seu Raphael... nos fazer voltar a esses tempos maravilhosos, inesquecíveis. Me senti como um passarinho ao qual abriram a gaiola, mas cortaram primeiro as penas todas de cada asa.
Volto adiante para comentar... meu tempo acabou!
Faltou falar das CARACU e MALZBIER no almoço e do pão -de-fôrma feito em casa, nos fornos de tijolo e barro de cada um.
Ah, belos tempos, velhos dias !
Falta falar das roupas, a calça Calhambeque "pescando siri" e do dinheiro em "MIRRÉIS", quase todo de moedas, papel era difícil!

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 15/2/2008 14:50
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raphaelreys
 

A Caracu era para acompanhar sabores fortes, a Malzbier com uma boa galinha cabidela e muita farinha Morro Alto por cima, fazia arrotar que nem árabe no deserto meu caro Nato! O forno de casa era forrado de pedras de cristal de quartzo, capricho de minha mãe que é libriana, esteta.Tinha o quizado feito em um buraco cavado no chão, uma verdaderira luxuria! As calças eram Far West e roebucks importadas via Santos. Ainda alcancei os tostões meu caro Nato. Sou do fim do romantismo! Abraços curraleiros.

raphaelreys · Montes Claros, MG 16/2/2008 07:21
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ana wagner
 

Voltei e votei com água na boca!
Beijos.

ana wagner · Porto Alegre, RS 16/2/2008 09:35
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ana wagner
 

Raphael, suas memórias merecem uma continuação.
Tá bom demais! rsrs

ana wagner · Porto Alegre, RS 16/2/2008 09:39
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raphaelreys
 

Cara Ana! Decerto que continuaremos a vasculhar as nossas reminiscências saborosas. Tem muito doce guardado no baú da memória. Nos fale dos sabores da sua infância, decerto coisas modernas já que sois uma nova ave do paraiso! Abraços

raphaelreys · Montes Claros, MG 16/2/2008 16:39
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A ENCICLOPÉDIA AMBULANTE, dona CÍNTIA, dando-nos um baile de conhecimento das coisas d'antanho. Mas faltou o saquinho de biscoitos vendido por um sujeito com uma lata comprida de mais de metro nas costas e que andava com uma "ratoeira grande" que ía chacoalhando pelas ruas e chamando a atenção de todos.
Em cima da lata uma tábua furada, cheia de pirulitos vermelhos enfiados nela.

Ah, não havia picolés (pelo menos em Rio Negro/PR, nos anos 60) mas sim máquinas de sorvete que faziam um "tolete" --- desculpem-me a expressão, mas era nisso que a garotada pensava -- de TRES CORES, vermelho para o sabor morango, branco era para côco ou baunilha e o amarelo não lembro que sabor tinha. Mas era um sorvetão enorme, que valia cada centavo gasto nele.
Tinha também um copinho feito de material das hóstias, com recheio de goiabada industrial dentro e que vinha com pazinha de madeira... ou coisa parecida. ESSA HISTÓRIA AINDA NÃO ACABOU!

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 17/2/2008 16:29
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MAS QUE MERDA... lembrei do cara do "latão"... era CASCALHO o nome do troço, enroladinhos de casca de sorvete ou coisa parecida, do tempo das anáguas e suspensórios, dos jogos de salão com a VÍSPORA (alguém sabe do que se trata?), o bilboquet, aquela "enrolação de barbantes" nas mãos --- como se chamava aquilo? -- telefone feito de 2 latinhas de Leite Moça, jogo das 5 pedrinhas, a "búrica" (bolas de gude) e o jôgo da fôrca. Faltou algum... alguém se lembra de outros mais?

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 17/2/2008 16:34
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raphaelreys
 

Tens razão meu caro Nato!Ainda não acabou, o espaço está aberto a mais lembranças e sabores.Por aqui além da tábua de pirulito vermelho tinha a tábua de roletes de cana caiana. afiava os dentes da molecada e enchia a boca de farpas. O sorvete era em taças de alumínio, com a parte interna de papelão. Haja Romantismo! A víspora é muito conhecida no interior do Paraná e o biloquê vez por outra aparece na mão de alguma criança por aqui! Obrigado pelas lembranças!

raphaelreys · Montes Claros, MG 17/2/2008 19:21
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Cintia Thome
 

Rs...Ih Raphael...Acho melhor você fazer o II capítulo, rs
Nato pediu para eu vir aqui para ler as gostosas lembranças...Calça calhambeque não tive, mas a boininha de Wanderleia minha irmazinha mais velha teve..., cinturoes largos, o lencinho no pescoço de Roberto, quem não se atreveu? Calças Lee eram importadas e camisas xadrez americanas, eram para os hoje chamados "mauricinhos".
Puxa, Raphael, salvar teu irmão, salve Simonal nessa, rs.Eu pintei muito "conga" com margaridas e o símbolo "peace",era hippie, camisetas pintadas com símbolos de peace...Mas o sorvete que Nato descreve acima é o mesmo que eu disse, os licores ficavam expostos em recipientes ,e a base para se tirar o sorvete, era uma mesa(tampo) em formica verde marmorizada...ainda existe em algumas rodoviárias ou mercados...Ah! Mercados, pastelaria do mercado, doce em listras coloridas, gelatina vermelha, rosa e branca...doce de mocotó...bom e a lata e norme de cha mate do Rio "Olhs o Mate", na praia de Copacabana (anos 70)...
Parabens mais uma vez.

Cintia Thome · São Paulo, SP 17/2/2008 23:21
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anamineira
 

Lembrei!
Sentar na porta da rua com a turma pra chupar cana até meia noite,
comer milho assado na brasa da fogueira, rebentar pipoca nas cinzas da fogueira, a pipoca estourava e era uma briga pra pegá-la, comer canudinho recheado de doce de leite, tomar café com sonho passado na canela, macarronada, tutu com linguiça e pernil assado nos casamentos na roça, canjiquinha com costelinha, depois vou lembrar mais.

anamineira · Alvinópolis, MG 17/2/2008 23:40
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raphaelreys
 

Bem lembrado minha cara Cintia! Já cabe o capítulo II, de sabores e paladares! Que lambuzada minha cara! Sua memória e Tcham! O lencinho no pescoço era " sú", e o mmeu cinturão largo de couro com fivela da Alpaca Eberle, bem grande. Canivete automático no bolso ao estilo "Juventude Transviada". Cogas para meninas e Alparcatas Roda para meninos calejarem a sola dos pés. A Avô da Luliaura esta nos acompanhando. Está para ter um troço só das boas lembranças. Mandei para ela 28 crônicas de lascar o cano! Puro deleite! Na cidade de Zé Doca, no centro do Maranhão o almoço no mercado é servido com o clientes sentado no tamborete uma tábua no colo, um copo de cachaça no chão, uma Cerma gelada perto do sapato, e tome apetite. A sobremesa é picolé de groselha, aí o gado que é criado solto, entra no mercado e abocanha o picolé com o palito e tudo. Um puta almoço exótico, minha cara Cintia. Bem curraleiro!

raphaelreys · Montes Claros, MG 18/2/2008 09:37
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raphaelreys
 

Por aqui na calçada comíamos moranga tiradas das brasas, batata doce, mandioca, pipoca doce que dava reações peristálticas graves, café adoçado com rapadura de Monte Azul, sonho sem canela, desde que melasse as mãos, linbguiça fininha dentro do pão de sal, baião de dois, cabrito assado no buraco e o arroz preguento de dona Carmelita. Eita pecado! A gula é pecado minha gente! Manera o pé cara Ana!

raphaelreys · Montes Claros, MG 18/2/2008 09:41
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raphaelreys
 

No capítulo II de Sabores da Nossa Infância minha cara Cíntia Thomé, vou misturar o franguinho caipira dos Montes Claros com a farinha amarela de Santa Rita do Maranhão de Marinalva, avô de Juliaura! De sobremesa o doce de abóbora vermelha e a Bolota de queijo em calda do Brejo das Almas. Uma canjiquinha com rapadura de Monte Azul, uma gamela de biscoito fofão com groselha, e uma chaula de café Primor.
Um tablete de doce de coco com leite de dona Vina da Baixada do Posto Candango aqui nos Montes Claros de Figueira. Uma barra de marmelada cascão de São João do Paraíso, uma boneca de requeijão de Salinas para tira-gosto da cachaça Seleta, ou mesmo um gole de Boazinha.
Uma calda de mamão em cachos com cravo da Índia e a luxurienta AMBROSIA de gema de ovo de Grão Mogol, terra dos diamantes I, II, e III da coroa da rainha da Holanda.
A todos esses sabores tropicais vai mais baba de moça com canela, guaraná Mirinda, ou mesmo Brotinho com canudo de palha. Uma moreninha com bicarbonato e uma Tanja ou mesmo um grapette gelado.
Na beira do barranco do Rio São Francisco um surubim na brasa, uma cachaça Januária, um pacumã ensopado ou mesmo uma piranha com abóbora ou uma costela de porco com moranga. Um crush gelado!
Uma paçoca de castanha de caju para aumentar a libido e potencializar o intumescimento dos corpos cavernosos. Um bom gole de licor de pequi artesanal do Ricardo Albuquerque, tomado no balcão do boteco no Santo Expedito.
Isso tudo minha cara Cíntia de Thomé!
Calçado o meu sapato Tank chapa metálica no bico e abraçada a minha namorada dos olhos negros e mortais.

raphaelreys · Montes Claros, MG 18/2/2008 11:37
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Cintia Thome
 

Olhos negros e mortais! uau! Gostei, eram fivelas da Eberle de POA(visitei a fábrica em 72), Arrepei com as linguiças de minha avó portuguesa penduradas no varal , com caldinho verde e caldo de gra-de-bico e galinha caipira...Cuz-cuz , doces Leão( acho que era do nordeste)...Falaram em Grappete , mas não sei se aí vocês conheceram : groselha Vanucci/Guaraná Vanucci e a tal de Cerejinha?
E não vamos esquecer das bolas enormes do chiclete Ping-Pong e os Delicados do cinema, juntos com Os Reis do yê yê yê! ( matava aula (cabulava) e ia pro cinema...).
E que tudo mais vá pro Inferno!
Bravo Raphael!
Mas vale uma colaboração, não um adendo...
Bravissimo

Cintia Thome · São Paulo, SP 18/2/2008 13:28
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raphaelreys
 

Certamente que as fivelas eram da Eberle de POA. Bem lembrado as lingüiças portuguesas com o caldo verde. O cuscuz é do nordeste, no Piauí tem o branco de arroz e o tradicional amarelo, servido nas feiras e mercados e posto em bacias de alumínio tamanho grande, dá talhadas de mais de quilo. Grappete e Mate Couro e o guaraná Tubaina. O primeiro chiclete que masquei em 1953 veio via Santos e custavam dois dólares. Tudo mais vai pro inferno desde que víssemos os Reis do Yê Yê Yê!
OS: A garota dos olhos negros será personagem da minha próxima colaboração: Os Olhos Negros e Grandes! Quase fatal, minha cara Cíntia Thomé!

raphaelreys · Montes Claros, MG 18/2/2008 14:26
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CINTIA, querida bandeirante... aquele "mate" das prais de Copa nos anos 70 era feito dentro de uma garagem de um prédio perto da Santa Clara, num tanque de cimento imundo, com água "bical" e sem tratamento algum.
Sei disso porque ajudava meu irmão AZN-666 a vender refrigerantes em carrocinhas no Calçadão da praia e o pessoal pegava as carrocinhas dentro da mesma garagem. Deve ter dado muito verme na garotada que tomava aquele "xarope", vendido pelos homens-elefante, uns sujeitos com umaboma de ar nas costas e uma "tromba" que saía dela. LEMBRAS DISSO ?

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 18/2/2008 15:28
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raphaelreys
 

O que na verdade valia era mesmo a alegria de tomar o mate!Tudo era festa, aliás tudo é festa quando se é jovem. Comprei diamantes fagulhas em um garimpo aqui no Norte de Minas quando adolescente, lá o almoço era servido em uma pá de tirar cascalho. Era o maior barato a comida quente fumegando na pá, meu caro Nato. Metia água de rio na pá para escorrer a terra e tamos conversado. Tinha que aderir para fazer parte da galera!

raphaelreys · Montes Claros, MG 18/2/2008 18:24
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Berioliveira
 

Maravilhoso esse texto! Uma verdadeira delícia em variedades que me fazem recordar com saudades, do arroz dôce, arroz com piqui, do alfinin, do arrubacão( aqui na Bahia chamam de baião de dois) delicioso uma mistura de arroz+feijão verde+queijo de qualha+tempêro-verde..Gostei muito em te ler, parabéns

Berioliveira · Vitória da Conquista, BA 18/2/2008 18:34
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raphaelreys
 

O alfinin não conheço minha cara Beri! O arrubacão com o queijo qualha mais parece rango indiano. Seje benvinda aos sabores desse overmano! Obrigado pela energia baiana e tome lá uma saudação em yoruba: Cosí Obá Can, Afí Olurum! E salve a Bahia de todos os santos e de todos os deuses da Mãe Africa! AXÉ!

raphaelreys · Montes Claros, MG 18/2/2008 19:57
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Berioliveira
 

O alfininn, é produto da cana de açucar, rapadura, uma outra chamada batida bem mais clara e macia. O burity, todos deliciosos...E o alfininn também chamado de puxa... depende do Estado e região.
Obrigada ,

Berioliveira · Vitória da Conquista, BA 18/2/2008 20:06
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raphaelreys
 

Beleza para o alfinin, já ví o produto! O tijolo de buriti, coratva as fatias e fazia cazadinho com talhadas de regueijão de Monte Azul. A barriga pesava e tomava uma queimadinha! Beleza Beri!

raphaelreys · Montes Claros, MG 19/2/2008 03:47
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Adroaldo Bauer
 

Dê-me dois tijolos de buriti, que um expatriado do Piauí não resiate a tanto. Aqui em Porto Alegre há apenas 54 anos, deixei de receber os doces de lá quando minha madrinha mudou para Goiás, e me enche a boca dágua só de pensar em um gosto, um sabor demais da conta, bichinho. Quando retornei lá Parnaíba em 1984, por rápidos três dias, juntou a família de dona Marinalva, os mais de próximo, uns trinta, e nos paramos a comer carguejo no toc-toc. E vou parar por aqui porque isso não acaba, sô.
Grato por enviar as crônicas à Juli, Raphael. Marinalva chega no sábado estamos preparando uma surpresa para ela com teus regalitos 9que é um movimento que faz jogando bilboquê, não é fato!).
Terno abraço.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 19/2/2008 09:30
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raphaelreys
 

Beleza neu caro Adraldo! Norei 14 anos por lá, comi muita panelada, mão de vaca, capote, cachça Mangueira, muito peixe assado em Parnaiba, Luiz Coêrra, tenho muito de Piaui e Maranhão no sangue. Bebi muita tubaina gelada. Tomare que Marinalva goste das histórias. Um forte abraço!

raphaelreys · Montes Claros, MG 19/2/2008 15:24
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clara arruda
 

Raphael ,vou acabar indo conhecer Montes Claros rsrs
Lindo meu amigo.Vote e votarei tantas outras vezes..
Um grande abraço.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 12/3/2008 09:19
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raphaelreys
 

Clara minha cara beleza loura! Spois humana ou sois uma ninfa dos Jardins Suspensos! Obrigado pela visita. Venha i irás adorar a cidade, as nossas festas e os nossos sabores. Um beijaço!

raphaelreys · Montes Claros, MG 12/3/2008 13:38
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nina araújo
 

Que coisa deliciosa de ler!!!!Carinho carioca!!

nina araújo · Rio de Janeiro, RJ 8/4/2008 22:51
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raphaelreys
 

Obrigado cara Nina! Logo estarei publicando o Sabores dois. Um abraço!

raphaelreys · Montes Claros, MG 9/4/2008 06:42
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