Sapatos
Agenda de 1982.
Livros envergados como juncos...
Asas azuis de borboletas
no peso de papéis sem papéis...
Música de Jobim sofrendo
há anos dourados foscos...
Coca, gelo e limão.
Santos ocos, querubins,
medalhas clamando terços
Flores embriagadas,
anéis abandonados...
Marasmo branco da parede.
Lustre cambaleante, dançante,
Na singela penumbra sonolenta...
Chão com meus sapatos
em desalinho...
Precisam dos teus
ao pé de minha cama
Beijar teus pés...
Amar você,
Em desalinho...
Cintia Thomé
*Direitos Autorais
CÍNTIA,
tudo aí é lindo... "amar você em desalinho" é dez!
Parabéns!
Abçs de Betha.
Betha
Muito obrigado pelo comentario, mas quem não quer????rs
Que te venha esse homem, que te bagunce a cama, te te rasgue as calcinhas(ui!!!), que descanse em seu peito aconchegante....
Bjs
Um lindo poema de esperança e os dias de aguardar a chegada.
Este é um tema que gosto demais. Só não sei falar do seu jeito, tão bonito assim.
beijos
OSHF,
Vá com calma em busca desses pés - de que se refere no ótimo poema -, lembre-se do "Amor Partido", hein?
Bjs.
BENNY
É MAS É UM CLAMOR AO AMOR PARTIDO RSRSRS
FOI...RSRSRS
.
A anotação de agenda está ótima.
ou seria um diário?
Trago um tapete, para colocar teus sapatos.
alinhados.
depois dou uma massagens nos teus pés. Que tal?
um beijo, do santinho do pau oco!
Cíntia!
Saudade...
Dos "Anos Dourados"?
Da "cuba libre"?
Anos 50, 60, 70... Já é 1982!
A saudade é a mesma!
De quem?
Hoje é agosto de 2007...
Parabéns!
Beijão!
Lailton Araújo
Humberto
Fala sério! rs Voce é o proprio santinho cheio de idéias...rs
Obrigado por ter lido e do tão "singelo" comentario rs
Obrigado prá valer...rs
Lailton
Quem não tem saudade...é mas 1982 foi divisor de águas...parei no tempo, mas a saudade corria no LP de Jobim...Bethania (Mel)
Ah! Anos onde respeito, sonhos existiam... e não se esperava acontecer(Geraldo Vandré)
Mas como dizia Gonzaga meu coração fica como pudim...molim molimcom tanto "dengo" de voces.Obrigado Um abraço.
Cintia, fui ouvir sapatos
pq não posta aqui tb?
letra e voz tudo junto.
agora, feito um querubim: bjs!
Cintia, nossa moderna Cinderela que com coca gelo e limão nem esperou pelas doze badaladas para amar ao príncipe.
Adorei!
Bjs
Ligia
Pois é...sapatos deslinhados rs...prefiro os meus aos de cristais(esses só nas estorinhas da carochinha rs...12 badaladas???? Esperei anos a fio a volta rs O princípe era sapo e eu não sabia rs Com
esse post estou dando muita risada...
Obrigado Ligia. valeu.
Hoje,
para não ferir meus pés,
calcei os teus "sapatos"
e andei nas nuvens...
Um abraço, Cintia.
Cintia.
Teus poemas são garantidos! Este é de uma suavidade digna dos melhores soft-shoes... ahahahahha
Lindo, querida! As palavras estão todas por aí. Até nos dicionários elas estão, presas. Mas você as junta com maestria, com beleza, com a verdadeira arte.
Gostei demais. Voltarei para pegar os meus sapatos e votar!
Beijú do,
Baduh
Gostei...
os sapatos e outras coisitas mais sempre ficam pelo chão, como diria o Rei, mas ôh tempinho bom.
Tá votado!
Gostei muitíssimo... suaves descrições de uma espera ;-)
Flores sempre @>--
Gostei das imagens que tua poesia propõe. Saudosas...
E que ilustração. Excelente casamento.
Um abraço.
Cintia.
Existem sapatos que sempre deixam pegadas, anunciando uma volta, um nova chegada.
Beijos
Noélio
parabéns, Cintia.
mais um grande poema!!! palavras que tocam, sussurram, e evocam a nostalgia...
abração,
Na passagem incerta entre os anos dourados e os anos rebeldes, meus olhos opacos ficam se perguntando, como no poema de Humberto Firmo: onde estão os meus sapatos ?
Mas tudo vale a pena quando a alma não é pequena.
Prazer te ler, Cíntia.
Oi Cintia, desculpe o sumisso, mas o tempo está me faltando...
Achei o texto duma criatividade sensacional.... as palavras me atingiram duma maneira bem gostosa.
Beijos
Teu poema está deliciosamente belo!A imagem linda...
Beijos.
Em tempo, Cíntia:
A passagem incerta a que me referi é a da minha trajetória pessoal, que o teu poema me evocou.
Eu acrescentaria:
Dos anos dourados aos anos rebeldes, passando pela geração coca-cola e desembocando no culto do efêmero, na diluição e no caos do que se convencionou chamar de Pós-Modernidade.
E sem saudosismo, tudo tá valendo, como diz Fernando Pessoa.
Um abraço.
Cíntia,
que maravilha! Quando pensei que você não se superaria, eis que me deparo com estes Sapatos de 82 que, sem nenhuma dúvida, me levaram aos versos mais lindos de sua obra (o que não é fácil afirmar diante de tanta coisa de qualidade, creia).
Lembrou-me muito os versos da saudosa Ana Cristina César (você conhece?), pelo ritmo e a combinação de elementos cotidianos para expressar sentimentos, com tanta delicadeza, poesia e precisão! "Agenda de 1982./Livros envergados como juncos.../Asas azuis de borboletas/no peso de papéis sem papéis.../Música de Jobim sofrendo/há anos dourados foscos.../Coca, gelo e limão." Uma beleza! Perfeito! Irretocável!
Bjs.
oi cíntia,
escritura em agenda sempre tem um caráter meio de inventário, né? uma lista de imagens que carregam acontecências, como retratos envelhecidos. também costumo guardar minhas agendas antigas...
beijos,
r
HUUUUMMM... muito subjetivo pro meu gosto, mas está bem escrito e as imagens são fortes, evocativas da época. Mais parece texto de cinema, curtametragem em pretoe branco. Você leva jeito para roteirista, boneca. Parabéns pelo poema, irretocável é o têrmo exato. Abraços,
"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 29/8/2007 19:01
Adorável amiga Cintia, um verdadeiro show de versos gostosos. Meus sinceros aplausos e beijos.
Carlos Magno.
Voltei para reler e depositar o meu voto.
Beijo,
Baduh
Lindo, romantico, poético, saudoso, em fim...
Que belo poema!
Abçs.
Ai Cintia, sua agenda de 1982 é tão, tão, tão linda...Encontro de sapatos em desalinho ao pé da cama...existe algo mais mais expressivo do amor e da paixão cúmplices?
Bjjjjjjssss
Parabéns, estou inebriado pelo encanto da poesia do teu poema! Tenho lido muitos textos, porém nenhum ainda à altura deste! Chega perto do que é melhor que se pode fazer, se é que há! Bravíssimo!
Erode Lino Leite · Campo Grande, MS 6/11/2007 19:43
Olha o voto aí querida amiga Cíntia.
Beijos.
Carlos Magno.
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