Lendo uma recente matéria de jornal, me trouxe à baila a expressão, muito usual no Norte da Inglaterra, e que significa salvo pelo gongo. Refere-se a um costume de se amarrar um cordão à mão do defunto recém enterrado, e se vindo o mesmo a acordar, após um possível ataque de catalepsia, a mão mexe e o cordão puxa um pequeno sino no exterior da tumba, consequentemente, se fazendo notar, safando de ser enterrado vivo!
Uma minha tia, portadora de percepção extra-sensorial; velada no sul de Minas na época do caixão em pé; levantou-se pouco antes do enterro, fazendo em seguida várias predições. Escutadas somente pela minha mãe, a única que aparou o cavaco e teve coragem de permanecer na sala. A morta, na verdade teve uma catalepsia!
Em 1957, num famoso mosteiro de capuchinhos, monges recém iniciados velavam o corpo de um superior da ordem, e na ocasião faziam brincadeiras, caçoadas, e contavam piadas obscenas. O defunto saiu da catalepsia; deu a maior bronca, e foi um salve-se quem puder.
Quando menino, lembro-me de um tema correlato debatido via rádio na época. Relatavam as estatísticas feitas com coveiros os quais alegavam que: Vinte por cento dos que morrem, são enterrados ainda vivos. Fatos comprovados somente quando ao se esvazia as sepulturas, por alguma necessidade, a ossada do de cujus é encontrada de bruços. A matéria radiofônica, sugeria a espera de três dias em velório até o enterro, evitando assim o fatal erro de avaliação. O que é bem mais comum do que se pensa.
No mito de Er, descrito por Platão na República. O marinheiro irlandês encontrado dez dias após a sua suposta morte em combate, e já estando o corpo na pira, ao sentir o calor do fogo, Er, acordou e em seguida relatou o que viu nos Hades (As câmaras de retificação do conhecido Inferno!).
Em 1962 o incidente com cabo Quirino, aqui nos Montes Claros, que ao acordar no velório; botou todos os vivos que estavam no Hospital Militar, onde estava sendo velado, para correr. Na Bahia um defunto levantou, e virou bicho, porque o filho mais velho havia trocado as suas botinas novas, por outras usadas.
Com a pressa da modernidade de hoje, aliados ao desprezo por aqueles que já foram, e mesmo os que supostamente foram, mas ainda não foi, a loucura dos herdeiros, para logo disputarem os bens, para furtarem tudo o que puderem; imagine o que já aconteceu e acontece pelo Brasil afora.
Cito o caso de uma rica fazendeira local, que por duas vezes morreu, e voltou da catalepsia, e que na terceira vez que piorou, os herdeiros esconderam os remédios importados, que a mantinham insistentemente viva (neste detalhe, houve testemunhas oculares) apressando assim o passamento da enferma... Segundo foi constatado, o rosto da morta, ainda suava na hora de baixar o caixão. (Imaginem o que faz o pensamento seletivo!).
No dizer de Rachel de Queiroz: O diabo tem uma capa e uma campa. Trinta minutos depois, os herdeiros já se digladiavam, patrocinado para todos os que assistiram a maior cena de sangue já ocorrida na rua da falecida, onde tentavam a partilha antecipada da dinheirama, deixada em moeda corrente, das fazendas com gado, dos imóveis, das jóias antigas! Foi um Deus nos acuda! Seis viaturas policiais e seus efetivos foram usados para acalmar os ânimos dos herdeiros, que eram numerosos.
No dizer de um observador que a tudo assistia escorado na parede do lado contrário da casa era um: pequeno Vietnã!
Nos meus vinte e cinco anos de viagem pelo Nordeste, meio-norte, Norte, Minas, São Paulo e Paraná presenciaram casos de catalepsia comprovados com o despertar de um suposto morto. Na Avenida Frei Serafim em Teresina-Piauí, um carro fúnebre freou violentamente no tráfego da Avenida Frei Serafim, jogando o caixão com o conteúdo no bulevar.
No choque, o defunto, saiu da catalepsia, se levantou e gramou o beco (obviamente paramentado de de cujus) provocando abandono de veículos, próximos, e debandada geral, dos transeuntes que assistiam ao incidente, além de congestionar o transito por horas. Foi preciso lavar a pista da avenida com água do Rio Paraguaçu, para tirar a cuamga!
Rumores recentes relatam que ao se desenterrar um morto para apanhar, (com ordem judicial) um documento que havia ficado inadvertidamente no bolso do paletó do defunto; e tirando-se a tampa do sarcófago... Surpresa!... Nem defunto nem terno! Haviam surrupiado tudo, ou o dito foi resgatado pelas hierarquias celestiais, com corpo e tudo e conduzido aos céus. Supostamente na presença Divina.
Houve uma época na cidade de Morro do Chapéu na Bahia, em que: Tradicionalmente a tampa do caixão, já na tumba, era deixada despregada; e sem a terra por cima durante os três dias que precediam o suposto falecimento. Cautela usada por lá, já que haviam sidos constatados vários casos catalépticos. Enterravam também, bêbados crônicos após os sedarem, para que os mesmo ao acordarem, no susto, correrem desesperados. Após o episódio, nunca mais bebiam, ou morriam de tanto beber... De medo!
Assim como os bêbados, os portadores de gagueira eram enterrados sedados e ao acordarem, no trauma do susto corrigiam a deficiência e passavam a falar numa boa. Se não surtisse efeito o impacto do susto no ambiente macabro batiam com uma colher de pau na cabeça do paciente. A colher rachava e era Tranchã...
A parapsicologia descreve casos de médiuns de efeito físico e projetista de corpo astral, que ficaram por três dias consecutivos apagados. Uns até exalavam mau cheiro, mas continuavam vivos. Já presenciei médium de efeito físico, ficar as setenta e duas horas em projeção fora do corpo. Ficou com cor de cera e não mexia um músculo.
Imagine se a moda da precaução pega por aqui! O desespero dos herdeiros do bem bom, dos meletes, dos amigos do morto, dos parentes que furtam até as roupas, as jóias, os cartões de crédito e calçado do defunto.
E para encerrar a crônica, o caso comentado (a boca pequena), do coveiro que se especializou em vender ternos usados.
Olho vivo!
Um pouco de humor negro não faz mal a ninguém . Corpos submetidos à necropsia e encontrados em decúbito dorsal mostram claramente que os mesmo foram enterrados ainda com vida. Foram vítimas de ataques catalépticos ou similares. Profissionais agindo às presas os herdeiros exercendo pressão sobre a liberação do cadáver para sepultamento. Se o cataléptico for rico sofre o ataque ao meio-dia e as 18horas da mesma tarde já estão enterrados. Alguns ainda suando!
Aviso aos overmanos! Olho vivo! Deixe o seu pedido de verificação registrado em cartório. Faça valer as setenta e duas horas, tempo máximo exigido para a volta do paciente.
Prezados overmanos e overminas! É apenas um instante de humor, levemente negro. Feito tão somente para aplacar o estresse da urbanidade opressora! Uma verve!
raphaelreys · Montes Claros, MG 30/6/2008 10:42
opa !!...quem ja não se viu atormentado com essa possibilidade ????....rsrsrs
Mais um conto seu, extraordinário...que leio, NOVAMENTE , numa plumbea 2ª feira braba que se inicia aqui em sampa...
...e ja surtiu efeito, mudando o meu ponterio do pensar e pos-me um sorriso "macabro" na face !!!...rsrs
abraço, escritor amigo !
volot pro voto, claro !
Joe
rsrsrsrs....
Esperto esse coveiro!... seu 'humor negro' simplifcou um complexto tema!
rsrsrsrs....
Esperto esse coveiro!... seu 'humor negro' simplifcou um complexo tema!
Minha sogra contava um caso parecido: dizia ele que, certa vez um casal estava em hora de almoço e só tinha três ovos para comer. Ambos queriam comer dois ovos e, no calor da discussão o homem gritou que queria comer dois e teve um ataque de catalepsia, sendo dado como morto. Enterro em cidade de interior dispensa carro fúnebre, são amigos que seguram a alça do caixão até o cemitério. E todos acompanhavam o cortejo. Até uma aleijado segui o povo. Certa hora, o defunto levanta dizendo: "Eu quero comer dois!" Todos saíram em disparada, menos o aleijado, que capengava e dizia:"Ai, meu Deus, que será de mim e de outro!"
Beijos, meu lindo!
Por essas e outras é que muita gente tem pavor de ser enterrada viva.
Bom o seu texto, mas vai aumentar o número de apavorados.
Abraços.
Estive esse fim de semana num Centro Espírita e recebi uma psicografia interessante do Sérgio Cardoso, dizendo pra mim vir ler o teu texto, eu nem vinha, pois não gosto muito desses lances de Tanathos, sou mais Eros, bem sabes disso, mas como dizem, há males que vem pra bem, não há bem que sempre dure e nem mal que nunca se acabe...
Será que o coitado do Sérgio tava querendo dizer alguma coisa ?
A bola é sua, Raphael !
Um abraço !
Existem coisas que se repetem em todas as cidades brasileiras: uma rua Presidente Vargas; um moleque que joga mais que Pelé, uma loira no cemitério e um catléptico estão entre elas.
Marcos Pontes · Eunápolis, BA 30/6/2008 12:20
Rapha,
Overmano que texto mais cataléptico....rs
Qdo criança e ia a enterros, costumava reunir meus primos para aguaradar o tão esperado momento em que o defunto levantaria e explicava sobre catalepsia, coisas de moleques. Nunca aconteceu, alguém ser salvo pelo gongo.
Aliás não temos gongos aqui no Brasil,talvez por aqui o senso comum pude-se introduzir, salvo pelo grito, ou o que o valha, pois se snterrado, grite em caso de cataleosia, e, por falar em costumes de outras culturas, é de bom tom na índia antiga que a viúva seja enterrada junto com seu falecido marido e na atual Índia, como elas não aceitam de bom grado serem enterradas vivas, são linchadas pela população ao seu calvário em terra. Mas não é em todos o scasos e também se for o contrário, o viúvo pode se casar novamente. Nem gongo pra salvar!
parabéns pelo texto tão bem escrito e rico de experiências.
abços.
Com certeza que concordo com Sonia!
Eu tinha uma tia que sempre tinha medo disso! rsrsrs
beijos
Raphael,
esse é um assunto que muita gente se arrepia só de pensar.
Abraços e parabéns pelo texto muito bem escrito.
Caro Joe Brasuca! Parece ser uma preocupação unirversal essa!
Iliamar Pan! Coveiros são criaturas terríveis!
Cara Lena Girard! Essa do aleijado foi genial. Já pensou se tivesse uma bichona no cortejo. Decerto não correria.
Cara Sonia Brandão! Com tantos filmes de terror que passa nas telinhas ninguém mais liga a mínima apra a minha história.
Nobre Alcanu! Olho vivo nobra Alcanu! Avise aos seus para observar as setenta e duas horas. Vc. tem geito de médiun projetista, desses que tewm sono profundo e longo@! Olho vivo!
Caro Marcos Pontes! São comuns mesmo em todas as cidades as histórias da loura do cemitério, do melhor que Pelé, da rua presidente Vargas e um sempre fantasma da ponte!
Caro Cristiano Melo! Na sua Teresina-Piauí, fui testemunha de um desembargador que levantou no velório na rua Sete de Setembro, vou colar o texto na mensagem seguinte para sua apreciação.
Celina Vasques! Tem pessoas que tem realmente medo, é natural, todas as possabilidades são prováveis até a acontecer ou não. Até avião pode cair em cima de nossas cabeças.
Em seguida colo o texto de O VELORIO DO DESEMBARGADOR.
O VELORIO DO DESEMBARGADOR
O bacharel já era a terceira geração de desembargadores, na família. O seu pai e o seu avô também o foram; isto he dava status social elevado, alem da perpetuação do nome da estirpe.
Residia à rua Sete de Setembro, no centro da cidade de Teresina, Capital do Estado do Piauí num casarão centenário, onde moraram os seus ancestrais.
Era pessoa bastante conhecida, tanto nos meios forenses, como em sociedade. Como era solteirão, tinha todo o tempo do mundo, para cultivar os amigos, ligados à profissão, os quais fluíam à sua casa, quase que diariamente.
A cena que se via, no final da tarde, eram carros negros, limusines, advogados, autoridades do poder judiciário. Às vezes, era tanta gente, que a policia tinha que fechar a Rua Sete de Setembro, no cruzamento com a Avenida José dos Santos e Silva, e colocar um policial para cuidar do trânsito.
O ponto alto da casa era a sua adega, sempre lotado de importados. Os comes eram feitos pela Cícera, a negra velha que era a governanta e exercia ascendência sobre ele. Na verdade era a única pessoa que o monitorava.
Ela era a sua mãe, falecida ainda jovem, exercia o papel da sua esposa faltante, e ele tinha uma verdadeira adoração pela mesma O outro personagem que fazia parte da casa era o Damião, um policial militar aposentado, também solteirão, que era o seu motorista e morava no barracão, nos fundos.
Como fora criado e vivera em ambiente de sociedade, fórum, tribunais, não cultivara relacionamento com os vizinhos imediatos, os quais, na verdade, ele nem os cumprimentava.
Era um dândi, sempre bem vestido, com ternos feitos com tecido importado, personagem obrigatório nos acontecimentos de alta sociedade e, nas horas vagas, escrevia e declamava poemas eróticos.
Dele, sempre se contavam histórias exóticas, de ambiente jurídico, de vida noturna, de porres homéricos e de alta sociedade.
No dia do fato, acordara com uma forte ressaca. Cícera preocupada fez chás, ministrou medicamentos e o obrigou a permanecer na cama. Na hora do almoço, foi chamá-lo para a sopa de verduras, e o encontrou rígido e sem respiração. Chamou rapidamente um medico próximo, tendo o mesmo constatado o óbito.
Prepararam o velório numa sala ao lado da entrada. Foi então decretado feriado para os organismos judiciários e, às l6: 00 hora várias ruas em volta da sua casa já estavam isoladas, para o fluxo de autoridades de todos os escalões. Era o festival dos ternos escuros.
Os íntimos foram chegando para o velório e, como vingança, apossaram-se da rica adega, já que era a única parte da casa onde ele sempre ditava condições severas. Cícera não se opôs, pois queria ficar livre daquele fardo etílico.
Logo o coro foi engrossado por funcionários do poder público e advogados militantes na capital. As dependências da casa, assim como os passeios e a rua em frente fervilhavam como em um festival.
O corpo do de cujus permanecia sozinho na sala solitária, sem que nenhum amigo estivesse a velá-lo. Preocuparam-se em formar rodinhas, contando os seus causos, tomando os seus importados envelhecidos e comendo gostosos tira-gostos.
O nosso desembargador, na verdade havia sofrido um ataque de catalepsia, estava, pois hibernado. E às 17; 00 hora, acordando do incidente e, vendo-se num caixão, presumiu ter sido alvo de uma brincadeira de mau gosto por parte dos amigos.
Ao escutar o vozeio e o barulho dos copos tilintando, levantou devagar e, vestido de terno escuro, como todos os presentes, chegou perto da primeira rodinha tentando entender o que estava acontecendo. Como ninguém lhe deu atenção, por tê-lo como mais um de terno escuro, irritou-se, e, à grande voz, solicitou a presença do responsável pela invasão da adega.
Foi um Deus nos acuda! Uma enorme correria, rua afora! Atraída pelo barulho, Cícera, ao vê-lo em pé no jardim, lhe disse: Doutor, até depois de morto o senhor me dá trabalho.
Passados oito anos do incidente, ele veio a falecer de causas naturais, entretanto, desta vez, a notícia foi recebida com reservas por todos, que presumiram ser uma brincadeira macabra.
SAVED BY THE BELL
raphaelreys · Montes Claros (MG) ·
Um Texto duplamente de utilidade pública.
1- Pra gente se preocupar com os outros.
2- Pra gente ter chances de conseguir antes, que alguém se preocupe pela gente.
Valeu esse seu Trabalho que tem um merecimento muito grande.
Abração Amigo e gratidáo.
Caro overmano Azuir Filho! Obrigado pela sempre presença e apoio! Como bem relata Alejo Carpentier: Sereias? Ora,mais valem duas tetas do que duas carretas. Uma clara alusão de que um puco de realidade vale mais do que o excesso de fantasia.
raphaelreys · Montes Claros, MG 30/6/2008 17:48
Caros overmanos!
Para melhor graça e leveza do texto de humor negro, um pouco de humor mesmo com outro velório colado logo a seguir:
O VELÓRIO DE JUVENAL
Tonicão, exímio armador de ferragens em construção civil foi tão bom de serviço que botava banca com mestres de obras e engenheiros. Sua presença era requisitada nas maiores obras da construção civil em Montes Claros.
Tinha a sua própria equipe de serventes e operários que ajudavam a erguer a novos Montes Claros e, como ele, viviam no maior porre. Dentre os melhores de serviço e de copo, Juvenal. Bebedor diuturno,
Bem casado, Juvenal desfilava com uma parceira morena tipo abre alas de escola de samba. Faceira, lábio grosso e sensual, bumbum proeminente, fechava o comércio quando passava. Como Juvenal era um galo valente, a galera só a devorava com os olhos de soslaio...
Morto o gato o rato toma conta. Após uma farra homérica, Juvenal elevou demais a pressão arterial e bateu as botas. Foi para a cidade dos pés juntos.. A viúva recorreu ao Tonicão, solicitando do patrão providenciar as despesas do enterro, já que o “de cujus” gastava tudo que ganhava. Era um bartira!
Tanto o patrão como o peão morava no alto dos Morrinhos, e como a vida por lá é em fraternidade de iguais, Tonicão, esperto, fez uma lista para angariar fundos para as despesas do enterro.
Arrecadou três vezes mais de que precisava, já que o caixão encomendado na funerária de Leonel Beirão fora do tipo popular. Pano roxo e madeira trançada, o dito caixão de quinta categoria.
O restante do capital empregou em uma homérica farra no barracão do falecido, durante o memorável velório. Muita comida, muita cachaça e muita cerveja, enquanto a alma do morto vagava nos Hades dantescos. O pandeiro correu solto, o cavaquinho chorou e logo um puto samba de fundo de quintal irrompeu na madrugada!
A viúva, corpo escultural, vestido coladinho, bumbum tremendo que nem gelatina, toda vez que curvava pra beijar o rosto do falecido soluçava, fazendo tremer a sua apetitosa nave morena.
Já tava todo mundo de cara cheia, o pandu arrastando no chão, quando um gostosão do pedaço, que vibrava de tesão pela morena, cheio de gás foi logo passando a mão nos glúteos da viúva.
Deu o maior rebú!O cunhado do morto, irmão da gostosura cor de canela, um valente do pedaço, gigante de tamanho e de músculos, meteu a mão nas fuças do engraçadinho. Ai o pau quebrou na casa de Noca! Logo o delegado Miguel Abdo chegou com a sua equipe e levou todo mundo em cana.
O corpo do defunto ficou dependurado no paredão do morro e o engraçadinho cheio de tesão foi de ambulância para Belo Horizonte, onde penou seis meses flertando com a morte dentre leito hospitalar e UTI. Nem Pitanguy deu jeito!
E estamos conversados!
Nos Morrinhos é assim, escreveu não leu, o pau come na fuça!
Nossa Rapha,
Eu não conhecia a estória do senhor da sete de setembro, muito embora tenha passado diversas vezes pela mesma. Mas como você é um poço de estórias meu caro, memórias como as suas são aras...Eu não consigo me lembrar de muita coisa. Bom para nós que pudemos ler e rir um "cadinho" desse seu humor picante.
Obrigado e parabéns
abção
Rapha, tem um caso de uma ambulancia que levava um caixao, com ocupante, quando deu uma trombada fatal, matando o motorista, capotando, mandando o morto morro abaixo, com caixao e tudo despedacando... se cataleptico, morreu de novo!!! Beleza de conto, abrs
victorvapf · Belo Horizonte, MG 30/6/2008 21:49
Raphael,
Na minha querida cidade maravilhosa, de balas perdidas e sustos da vida, até morrer está complicado.
O famoso gurufim, não mais existe, o defunto fica no caixão sem ninguém para o velar e somente na hora do enterro é que a galera aparece, se for um desses casos, já era!
A mudança de costumes foi imposta por medida de segurança, pois já houve caso de o individuo estar sendo velado, chegar os assaltantes de Kombi, tirar o defunto o caixão, dá uma geral em todos presentes, colocando seus pertences no caixão e em seguida conduzir o caixão até a kombi e sairem voados.
Tá feia a coisa!
Abraços,
Caro Raphael
Por essas e outras é que já dei ordem aqui em casa: só me enterrem semo meu coração.
Já ouvi muitas estórias assim.
Muito bom o seus contos.
Abraços
Caro Cristiano Melo! A história do desenbargador da Sete de Setembro me parece que foi coisa de 1980. Ele veio a falecer em 1988. Moradores da rua São João adjacências do Mercado dos Cajueiros, muitos testemunharam o acena grotesca e hilária.
Caro Victorvapt! Tem morto que dá o maior peso. Em 1975 participei do enterro de um adolescente meu vizinho. O pai encorporou na entrada do cemitério polou inisperadamente sobre o caixão. A alça vazada do caixão que segurava rancou o couro da mão de quem segurava. Foi sangue para todo lado, O enterro foi pela manhã e as 14hs do mesmo dia eu estava à porta de uma minha loja de confecções quando ele chegou e como fazia quando vivo tiropu brincadeira comigo. Foi um festival de mijos pernas abaixo de todos os presentes. Conversávamos em uma rodinha! Aí foi só fechar as portas e gramar o beco para casa!
Falcão S.R.! E os que voltam para atirar novamente no morto como uma super vingança. E as amantes que chegam e se engalfinham com a esposa primeira. Os herdeiros que se matam no velório já discordando do cabo-racha dos pertences imediatos. Na mesma Teresina que relato para o Cristiano já na rua São João presenciei familiares disputando um coleção de porcelana inglesa do séculos XVIII no tapa. Fiquei na linha de fogo pois estava por lá de olho na doméstica da casa ( que também tinha simpatia por mim)uma baita morena taurina de pura luxúria. Escapei fedendo!
Saavedra Valentim! Faça o seu pedido por escrito, dê ciênia do mesmo aos familiares e registre tudo em cartório. Não se pode confiar em herdeiros, genros e noras. Família é Karma!
Querido escritor,
muito boa a crônica. Realmente cômico mas realmente assustador pensar em ser enterrado vivo. Já fiz meu inventário em vida...Aos parentes , aos amigos já doei tudo..minhas jóia, meus quadros, meus livros, meus lençóis de cetim até os pecados ...os que tive e os
que deixei de ter. Rsrs....
Eu quero que retirem meus órgãos antes de enterrar! Aff!
Sempre boas histórias Raphael!
Beijo.
Cara Zilka Jacques! Doar os seus lençois de cetim é realmente uma estado de renúncia! Vendo a sua beleza de deusa loura fico imaginando, morrendo de inveja dos encantados guerreiros que foram vítimas felizes dos pecados! Obrigado pela energia dos Pampas.
raphaelreys · Montes Claros, MG 1/7/2008 09:19Ana Wagner! Poetas não morrem. Sublimam o estado de alma e volitão aos Mundos Encantados dos Oráculos. Vão mesmo ao Olimpo conversar com os Deuses que morrem de inveja da coração daquela cedntelha em ter encarnado em um mundo louco como o nosso!
raphaelreys · Montes Claros, MG 1/7/2008 09:21
Nossa... uma aula... de escrita de referencias... um enorme prazer lê-lo... abraço
força na pena e luz no poema!
Beleza a sua presneça meu caro Flávio Melo! Obrigado pelo incentivo!
raphaelreys · Montes Claros, MG 1/7/2008 18:16Fosse apenas no Nordeste, aquele mordomo inglês do filme A classe governante não precisaria continuar cuspindo no chá durante a leitura do testamento do falecimento inesperado doi loorde que se suicida . Corre a lenda de que a pessoa humana é feita de consciência e bolso. E vovó Marinalva, que completou feliz seus 83 anos dia 14 último, relembra que mortalha não tem bolsos, nem caixão tem gaveta.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 1/7/2008 21:14Deixando minha leitura e carinho (INATIVA)
clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 1/7/2008 21:40
Raphael. apesar de ouvir muitos causos, a gente não leva em conta que muitas vezes pode acontecer mesmo. O melhor ainda é se prevenir, tanto de uma possivel catalepsia, quanto de hereiros sem escrupulos, muito embora o ultimo não seja meu caso. Mas que vc deu muito pano para a manga ah.. issso deu!!! Foi tétrico e divertido. Como é que nínguém lembrou do "Zé do Caixão?"
bjsssss
Caro Adroaldo! Bem lembrado quando relatas a feitura do ser humano de conciência e bolso. Assisti cenas dos dois estilos por esse Brasil afora. Acontece coisas que não dá nem para relatar dado ao impacto que produz se for escrito. Aqui no norte de Minas teve caso de um prefeito que depositou um cheque nominal ao de cujus no caixão do mesmo pagando uma aposta. Lembranças a Marinalva!
Clara Arruda! Obrigado pela sempre presença. Abraços.
Doroni Hilgenberg! O Zé do Caixão é o lado fantasia macabra da história. Repito aqui Alejo Carpentier: Sereias? ora, mais valem duas tetas do que duas carretas! Um pouco de realidade é melhor que um punhado de fantasias. Um meu amigo milionário falecido recentemente, quando em vida brincou ao seu modo pedindo a sua secretária que uma das suas oitenta casas fosse passada em meu nome. Na partilha tumultuada dos bens regrada a ódio, sangue e falcatruas a família veio me perguntar pela casa. Queriam a devolução! O fato é que salvei a vida desse homem quando ainda vivo e baseado nisso acreditaram na brincadeira da doação casa. Isso realmente dá muitu pano para manga!
Raphael.
Teu texto devia vir com um aviso para os claustrofóbicos como eu.
Ainda na infância pedi aos meus irmãos que no dia em que eu morresse eles me sepultassem com uma faca ao meu lado; enfim...
Depois resolvi que seria melhor ser cremada; também garantido e mais ecológico.
Ai, ai, quem me dera não ter lido...
Enterrada viva...Ah! Eu até já fui só me esqueci de morrer realmente.
Um fraterno abraço.vc escreve muito bem,talvez com conhecimento de causa.
Abraços dessa overamiga.
Caro Joe Brasuca! Obrigadaço pela energia e pelo voto!
Caro Novo Poeta! Um poucoi de humor é como um pouco de amor, não faz mal! Obrigado pela presença!
Prezada Bethânia Zanata!É apenas um pouco de humor o meu texto! A telinha mostra diariamente filmes de terror puro, assustador. O cronista apenas pinça o cotidiano! Beleza a opção de cremar é memos mais ecológico!
Clara Arruda! Obrigado pela sempre presença! Obrigado pelos abraços overmanos. Muito bonita a figura de Madre Teresa de Calcutá. Linda homenagem a essa santa missionária!
Aprende uma coisa Rafa,que nenhum poeta ou cronista ainda que conceituado poderá entender.Morrer é da causa,amar é efeito.
clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 2/7/2008 13:57
Raphael,
Você me fez lembrar casos semelhantes ouvidos na infância, com curiosidade excessiva, que me deixavam de cabelo em pé e depois não conseguia dormir ou tinha pesadelos. Criança sofre! O tom picaresco deu um sabor especial ao texto.
Abs,
Clara Arruda! Beleza para o amar! Obrigado pela sua participaçãosempre com boas energias a todos!
Victorvapt! Obrigado pelo voto e a sempre presença caro overmano!
marcilioMedeiros! Bom que aprovas o meu tempero de humor. Obrigado!
meu caro com o pouco tempo que me resta,não vou fazer doce.
detesto meias verdades.Sou libriana lembra?
Morrer ou parecer morto o que importa amigo?
Pior que a fobia é a morte imposta.
Todos os dias nos deparamos com catalepsia.pessoas que nos enterram vivas
Raphinha....meu querido....mais um texto marvailhoso,q uenos envolve do começo ao fim... um humor negro,é verdade,mas muito inteligente....E haja causos de catalepsia por aí....morre muita gente disso....rsrs....
Que coveiro,hein?
Lembre-me também de muitas histórias de infãncia que contavam e que me faziam ficar morrendo de medo dos 'fantasmas'...heheh...hoje com certeza tenho mais medo dos vivos...rs
ParAbéns,meu lindo...super votado!!!
Beijinhos azulzenmísticos...
Raiblue
corrigindo:
Raphinha....meu querido....mais um texto maravilhoso,que nos envolve do começo ao fim... um humor negro,é verdade,mas muito inteligente....E haja causos de catalepsia por aí....morre muita gente disso....rsrs....
Que coveiro,hein?
Lembrei-me também de muitas histórias de infância que contavam e que me faziam ficar morrendo de medo dos 'fantasmas'...heheh...hoje com certeza tenho mais medo dos vivos...rs
ParAbéns,meu lindo...super votado!!!
Beijinhos azulzenmísticos...
Raiblue
raphaelreys · Montes Claros (MG
SAVED BY THE BELL
Com todo carinho meu voto no seu mérito de poeta que nos encanta.
Parabéns
Que beleza!
Parabéns.Voto certo com um beijinho doce, Sílvia.
Cruz, credo!
rssssss...
Haverá morte pior que esta morte antes de ser ela mesma?
beijos
Clara Arruda! Minha doce libriana! Seu coração é um coração de menina, cheia de amor e de doce! Siba que te adoro, não fique com raiva que vai estragar a sua aura libriana! Vc. mora e é dona do meu coração!
Raiblue! Desde que não tenhas medo de mim! Se eu aparecer no seo sonho ou enquanto vc. estiver atacada pela mosca do amor azul não se assuste, sou projetista, isto é projeto o meu corpo astral fora do corpo e vou aonde quero. Dentre esses " aonde quero" vc. se inclue " todinha". Axé meu feitiço baiano! Me mande um filtro do amor....Urgente!
Nobre Alcanu! De visual novo? Parece adolescente! Obrigado pelo " cara pálida", estou carente de uma índia de tanga e tudo!
Azuir Filho! Nobrfe overmano das mil e uma homenagens! Tens o coração de ouro! Obrigado.
Silviaraujomotta! Estava mesmo precisando de um beijinho doce, obrigado Silvia. Abraços das Alterosas!
Saramar! Pensei que estavas além mar! A morte por si só é uma metáfora metafísica!
Abraços apertados aos overmanos e beijos nas overminas! Obrigado a todos!
Vo(l)tando para reler e rir também dos comentários. Só não faço isso à noite, nesta hora todos os fantasmas estão soltos, inclusive o meu que pode voltar.
Bjssssss com carinho
Ai Rapha,
Isso é muito sério...tenho pavor só de pensar!!!!
rsrsrs
Beijoosss e votos (c/atraso)rs
Votado querido
Esperem e eles sempre voltaram, vida e tratamento para a catalepsia!
beijinhos
Claudia Almeida
E vc nem viu as flores Rafa!!!!!!!!!!!!!!!
Uma passagem verdadeira.Tive uma irmã que pouco conheci dado minha tenra idade.Minha mãe chorava por tê-la enterrada viva.
Era interior e ela sofria de epilepsia.E ao chegar ao cimitério dizia ela,perceberam que estava com o corpo posicionado para o lado.sei que parece triste ou crônica mas não é.Tentei ontem despejar minhas mágoas me perdoa.Eu respeito seu trabalho.pq sei a pessoa maravilhosa que és.O que relato tb verdadeiro.Eu não posso dizer que vivi esse momento,pq só tinha 4 anos e não lembro.
rafa me perdoa amigo,por tudo.
Cara Doroni! Cuidado com os fantasmas! Sempre estão soltos entre às o:h e às 6:h da noite a matina. Muita preçe!
Ysmaim Backer! De retrato novo mostrando a beleza dos olhos! O tema é sério mesmo, na gozação dei o recado!
Claudia Almeida! Tudo que temos a fazer é esperar até que voltem. Na dúvida deixe o seu pedido por escrito e avise a família. Só depois de se constatar várias vezes, nada de emocionalidades!
Clara Arruda! Claro que ví as flores e a sua alegria! Sois um poço de emoção! Pareces menina! Está tudo bem, ainda bem que descarregou o que estava atravessado na garganta! Muitas pessoas tiveram passagens assim na vida de parentes, outros nem souberam que tiveram. A vida é assim! Vc. está atravessando uma fase de dor e é compreensível a sua mágoa!
Abraços aos overmanos e beijos longos nas overminas!
Rapha,
por mais de 24 horas sem internet, inclusive afetadas as lan-rause
somente agora pude reler e votar.
abraço
andre.
É a grande pane meu caro André! Daqui para frente vai pintar esses lances de pane. São os males do tempo e do vento tecnológico! Obrigado pela sempre presença! Um abraço!
raphaelreys · Montes Claros, MG 4/7/2008 06:37
Eu Também tenho medo de ser enterrado vivvo... Admito... O tema é intrigante... Parabéns pelo texto que faz refletir...
Airton
Estrela-RS
Caro Raphael,
Voltando e votando.
Abraços
Aepan! Todos temos esse receio. Devemos refletir sobre o tema e as possabilidades que se apresentam.
Saavedra Valentin! O brigado pelo rerotno nobre overmano!
Falcão S.R. PObrigado pela sempre presneça e comentários!
EU AMEI!!!!!!!!
SOMENTE UM ANJO TERIA ESCRITO ISSO! RAFINHA!!!!
HUMOR NEGRO...HUMOR: "COM A CORTESIA DO SERVIÇO DE INFORMAÇÕES FUNERÁRIOS ANJO BOM RAFINHA!"
OLHA ESE TEXTO DIVINAL REALMENTE FORA BEM ESCRITO PELO CAMINHAR DA SUA EXPERIÊNCIA COM A MORTE ....CONTA ISSO DIREITO! DE CONVERSÊ COM OS COVEIROS HEIN? MAIS VALEU MUITO A PENA LER ...PEDIREI MINHA 72 HRS. SIM! LEMBRA DO ARTISTA NOS ANOS 70 QUE FOI ENTERRADO VIVO? NA BA TEM MUITOS CASOS DE CATALEPSIA SIM! ACHO QUE NÃO SEI SE DOU RISADA OU SE FICO PREOCUPADA...RS. COMO NÃO TENHO O QUE DEIXAR DEIXO APENAS MEU LINDO SORRISO! HEHEHEHE BJOS DO CÉU!
Minha doce libriana baiana cheia de feitiços! No Morro do Chapéu ai na Bahia nos anos 40 e 50 dava adoidado casos de catalepsia. Meus bisavós e avós são de lá. Sorriso de librianas costumam serem mortais para almas plásticas como a minha de peixes!
raphaelreys · Montes Claros, MG 8/7/2008 07:02Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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