Houve um silêncio.
Os pássaros pousaram.
Cachorros e gatos estancaram.
Não havia vento para balançar as árvores.
É como se fosse um último dia
de algum filme de ficção.
Não havia hora
nem relógios.
Nem carros ou aviões da ponte aérea.
Não havia sons.
Só da minha pele brotavam gotas
de uma chuva interna, silenciosa,
que molhava, inundava.
Eu não era eu.
Era só olhar.
Quem se espanta com o que há?
Não havia passos.
Não havia risos.
Não havia espaços abertos.
Só a minha mais interna claustrofobia.
Fechado em mim observava.
Quem pode escapar
do seu próprio olhar?
O dia parara
ali onde nasce a escuridão.
E tudo isso só para ver você bocejar
despreocupada com estado das coisas mais pequenas.
é, ás vezes em que me pergunto
em que raio de momento perdi a noçao do limite
de amar???
claustrofobia.....virtigem e vomito nas horas
silenciosas........bocejo cansaço de espera.
por que te falo isso? sei la.......num entendi o poema.....mas senti.
(risos)
bjsss;
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