Seis e meia da noite
e a cidade é escurecida
pelo constante movimento
do planeta.
Nos postes espalhados nas calçadas
as primeiras lâmpadas
ensaiam sua coreografia
milimetricamente dormente.
O visgo da noite
engolfa com extrema similitude
o semblante ameno
dos transeuntes mais desavisados.
Ou ninguém percebeu
a vitória incontinenti da noite
ou o voraz e ilimitado frescor do sereno
já faz parte do nosso vestuário noturno.
Ago96
Beleza de texto Pepê. Você deve estar falando da noite de Macapá não é poeta. É pena que eu ainda não tive o prazer de conhecê-la mas um dia, quem sabe? Parabéns amigo e um abraço.
Carlos Magno.
Ok, Carlos, este me surgiu quando perambulava pelas ruas de Macapá lá pela hora do ocaso e esperava a saída de minha (então) companheira de seu trabalho. Mas pode ser de qualquer lugar do planeta. Tenho flagrado pôres de sol fantásticos - na verdade, sempre foram fantásticos... eu é que andava meio cego pra essas maravilhas da vida. Outro exemplo foi aquele que ilustrou minha poesia Tisna, a qual você amigavelmente também comentou. Obrigado por seus comentários. Abração.
Pepê Mattos · Macapá, AP 1/5/2007 22:58
Olá Pepê, não foi amigavelmente não, eu comentei porquê aquele poema teu que eu li, era maravilhoso e se não me engano ainda de quebra tinha uma marinha como ilustração, com a tua assinatura. Então eu fiquei deslumbrado com os dois trabalhos que tu mostrás-tes ao mesmo tempo. Mas uma vez, parabéns e um abraço, amigo.
Carlos Magno.
De qualquer forma, amigão, você é uma pessoa que julgo possuir o dom de fazer amigos, tal a gentileza e a constância de seus comentários. Também admiro sua arte no trato com as palavras. Forte abraço.
Pepê Mattos · Macapá, AP 5/5/2007 00:12O provilégio de morar na linha do esquador permite que vejamos o dia ir embora neste horário, dando lugar ao sereno da noite, que devido nossa umidade, é bem volumoso. Tanto que quando são seis e meia da manhã a cidade começa a enxugar. :)
PauloZab · Macapá, AP 9/5/2007 15:17O curioso disso tudo é que mesmo à noite sentimos o mormaço pespegar ao nosso corpo, mesmo morando às margens do Grande Rio Amazonas. Coisas tucujus. Abraços.
Pepê Mattos · Macapá, AP 10/5/2007 02:00Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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