Firo com raiva sua distância das idéias.
Das que gostas tanto de trazer em coleção
E que mostras a amigos e inimigos com a mesma emoção.
Minha ira a essas letras desenhadas
Que te trazem tanto orgulho,
Quando sobes na tribuna
E te vês todo em brilho.
O mesmo brilho dourado que te cega.
Na verdade o que ouves no momento
É apenas eco de um lamento
Que tentei lançar-te uma eternidade atrás.
Desfruta deste eco como tua companhia
E fala em altos brados toda a filosofia...
Compêndios, conceitos, contudos!
Eu lamento a tua solidão ao fim do dia,
Porque a sala há muito está vazia
Todos que em si não cabem já se foram.
E o meu eco...
Aproveita-o,
Porque este foi o último.
Firo com raiva sua distância das idéias.
Das que gostas tanto de trazer em coleção
E que mostras a amigos e inimigos com a mesma emoção.
Minha ira a essas letras desenhadas
Que te trazem tanto orgulho,
Quando sobes na tribuna
E te vês todo em brilho.
O mesmo brilho dourado que te cega.
Na verdade o que ouves no momento
É apenas eco de um lamento
Que tentei lançar-te uma eternidade atrás.
Desfruta deste eco como tua companhia
E fala em altos brados toda a filosofia...
Compêndios, conceitos, contudos!
Eu lamento a tua solidão ao fim do dia,
Porque a sala há muito está vazia
Todos que em si não cabem já se foram.
E o meu eco...
Aproveita-o,
Porque este foi o último.
Sua força poética cala o tempo, a filosofia, a retórica;
e, talvez, até o ser amado,
que insiste em não te ouvir após o ato consumado.
Meus aplausos de poeta, menina.
Forte a sua mensagem! ~E o coração que a recebeu?
raphaelreys · Montes Claros, MG 21/4/2009 19:11
Wancisco querido, esse poema, na verdade, escrevi depois de ler mais uma das muitas entrevistas de certo político caquético em nossa cena, que fala com tal orgulho de si mesmo e não há nada em seus olhos enquanto discursa para as câmeras.
Foi isso, mas serve também pra qualquer um que fala o que não faz e tem orgulho demais de si.
Beijinhos
Ei Raphael, obrigada por atender ao meu convite... mas o poema, a princípio foi escrito pensando em políticos e todos que usam a tribuna pra brilhar, mas estão muito longe de fazer o que dizem...
Bem, mas os amores muitas vezes se encaixam nisso, não é?
Então é válido tb.
Abração e obrigada pelo comentário.
Não entendo...
Bem que eu não queria confessar que não entendi. Sem ironias, mas com aplausos. Então reli. Mari, a poeta, estaria puxando as orelhas de alguém? Alguém que ela amou e agora despreza? RELI:
“Firo com raiva sua distância das idéias.
Das que gostas tanto de trazer em coleção”
E conclui: não, ela não amaria um paspalho desses... E quem lhe causaria tanta raiva?
”Minha ira a essas letras desenhadas...” Certamente quem vive com um discurso pronto. “E fala em altos brados”, cheio de “não obstantes”, arrotando conceitos que não pratica e nem entende. Agora posso afirmar que entendi. E chega de prosa senão vou parecer tão enfatuado quanto o tal que Mari odiou!
“Todos que em si não cabem já se foram.”
E me vou, humilde e admirado: a moça Mari é boa de prosa e de poesia!
Essa forma de dizer as coisas ainda que seja cuspindo fogo, precisa ser hábil, imagina tecer isto também em versos?! Nossa, foi demais...de bom!! Bjs.
poesiabrindada · Rio de Janeiro, RJ 22/4/2009 00:03
Mari Tiscate · Rio de Janeiro (RJ)
SEM APLAUSOS PARA A IRONIA
Um Título marcante pra nos instruir e nos preparar para cuidarmos e nunca deixarmos as relações chegarem a este ponto da ironia.
Um Tema extraordinário para todo muido cuidar com muito respeito para o mundo melhorar.
Deixando a relação de ironia agigantar, pode vir ema nova etapa das "lutas de foice",
Por isso a Vida é para sempre cuidar.
Com Carinho e afeto como uma flor querida.
Parabéns pois tem tudo a ver com a vida de todo mundo.
Abração Amigo
Ei, Onivaldo... Seus comentários são poema, idéias tão bonitamente ditas, que aquilo que escrevemos se enfeita com laços de fita e sorri.
Sempre bom demais receber você aqui.
Poesia Brindada...
Que bom que aceitou meu convite. Me sinto aqui entre aqueles que podem compreender minha linguagem e a cada novo poeta, como você, que conheço, agradeço essa felicidade.
Beijo no coração
Ei Erhi,
Seu comentário é poético e belo, agradeço muitíssimo sua presença e atenção aos meus escritos.
Um abraço carinhosos
Azhuir, meu amigo.
Uma alegria receber esse seu carinho e atenção. Obrigada por mais uma vez ter vindo prestigiar os meus escritos-desabafo.
Abraço!
Corrigindo para o Erhi:
Abraços carinhosos
Mari,
reflexivo poema
pior coisa é ser obrigada a seguir a mesma cartilha e compartilhar das mesmas idéias que as vezes são demais de ironicas
Todo esse brilho que cega, tráz arrogância e prepotência,
acaba por deixar a pessoa sozinha
e eu costumo dizer que " O prepotente é um Rei sem trono"
bjs
Mari,
Prazer em conhecer teu trabalho. Um texto forte mostrando o teu apelo não atendido, onde a arrogância predominou, cego e mudo desprezou e talvez nem o último eco tenha-lhe tocado.
Prepotência é nada mais nada menos que o simbolo da estupidez!
Parabéns!
bjsss
Pelo amor de Cristo! Esses caras são uns chatos de galocha,
capa de chuva e guarda-chuva e dormem de touca... Poema forte, tchê!... . Mas eu curti bastante o seu estilo diferente. Votada!!!!
http://www.overmundo.com.br/banco/gaucho-bom
To na área! Ecco!!!
Baci da Mamma
Doroni querida, tem razão... a prepotência e a arrogância são erva daninha no coração... beijo e obrigada pela presença!
Meus traços e linhas... prazer imenso em recebê-la... obrigada! Isso, vamos ficar atentos à nossa própria estupidez! Volte sempre...
Poesia Brindada! Temos que cuspir nosso fogo senão ele nos queima por dentro, não é? E o exercício de fazer poesia disso pra mim é a água do equilíbrio. Beijo!
Vanderlei... seja bemvindo aqui, volte sempre. Fico feliz que tenha gostado! Abraços
Ei Greta, seja bemvinda! Volte outras vezes, viu? Meu grande abraço!
Meu amigo novo poeta, obrigada por seu voto e visita. Felicidades!
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