As naus que hoje vão a matar além mar
não desatracam de roma, saem da Grécia
porões mercantes atulhados da morte já
estafetas de marte alufados no de aqui até lá
deuses antigos desdenhados
nada fazem por inimigos
destes ciclopes novéis
não são os pares de Jasão
Nem o velo de ouro buscam
levam pólvora, chumbo e bala
e vão explodir mesquitas
hospitais, escolas
matar mulheres e crianças
em justa causa pela nuncapaz
nem cruzados nada são
nem cálice algum buscarão
só ambulantes da morte
espertos de sorte e vis
equilibrados em cadáveres civis
O siroco soprará de lá para cá
o calor das explosões,
é inverno mas virão monções,
primaveras, verões
pecadores todos
terão seus quinhões
prometem profetas
pelo Corão, pela Torá
na terra prometida
gente nela já havia
Escreva-se uma outra lenda
Em que o sangue não seja a tinta.
E ouvem tantas coisas que se esquecem de ouvir a Deus, e lutam por tudo menos pelo amor e a paz...Parabéns, belo texto!Já,já voto...
Abraços poéticos,
Grande Texto, caro poeta gaucho.Votado
Julio Rodrigues Correia · Manaus, AM 15/1/2009 15:34
Gostei do balanço do poema. Parabéns!!!
Dayvson Fabiano "Imorrível" · Recife, PE 16/1/2009 01:06
Muitas coisas cegam o ser humano: radicalismo, fanatismo, e muitos outros ismos por aí. Que pena!
Poema apreciado e votado!
Bj
Grato pelas presenças e comentários. Fico feliz.
Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 17/1/2009 00:18Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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