E o Sol disse, melancólico, à Lua:
- Jamais estamos juntos, em um mesmo lugar.
Pouco nos vemos; sempre vou antes do seu raiar.
Sucessivamente você chega e não posso ficar.
Quando vou ter, para sempre, a presença sua?
Resignada, põe-se a dizer ela ao Sol:
- Altaneiro, devaneia sob seu brilho, desvairado.
Não vê que, continuamente, passo noites em claro
para andar poucas horas do dia a seu lado?
Brilho, em esforço, quando some no arrebol.
Assim, em torno do adequado eixo nosso,
giramos, eclípticos, qual satélite de nós próprios.
Sem luz ou brilho que nos projete, sóbrios,
surgimos e sumimos no horizonte, no lado contrário
de quem nos segue em estratosférico esforço.
salvador/ba.2008
Ari... lindo poema!!! Realista, esclarecedor e bem construido, nos dá motivos para meditar. Bjsss e voltarei para votar
Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 19/6/2008 23:50Fico feliz com sua avaliação, Doroni, muito obrigado! Agradeço, antecipadamente, pelo voto. Um abraço
Ari Donato · Salvador, BA 20/6/2008 11:29Meigo que nem você, Arizinho. Adorei!
Silvana Malta · Salvador, BA 20/6/2008 18:40
ÔO baiano bom de versos! Bacana demais!
adorei!
votadissimo!
beijos
Obrigado, moça. Fico feliz com isso e agradeço muito a você e aos demais que votaram em mim. Bjs.
Ari Donato · Salvador, BA 20/6/2008 21:55Oi Ari, tenho prazer de voltar para votar em seu lindo poema. Bjsssss
Doroni Hilgenberg · Manaus, AM 20/6/2008 23:56
Ari, primeira visita e vejo esse poema diálogo, bem humorado e gracioso. Esses amantes que se miram e jamis se encontram .Mas, tb qdo se miram - na alvorada e no crepúsculo - a natureza pe a coisa mais linda. Parabéns.
Vim, vi e votei;)))
Você me faz lembrar a frase de Júlio César: Vim, vi e venci, pois, mesmo que não some os pontos necessários, só em ler comentários iguais aos seus sinto-me compensado. Obrigado e abraços.
Ari Donato · Salvador, BA 21/6/2008 22:20Silvana Malta, Silvaninha. Muito obrigado pela força e por me indicar e me ajudar a entra para este espaço. Obrigado mais um vez.
Ari Donato · Salvador, BA 21/6/2008 22:30
Ari, vc merece todos os pontos, todas as palmas. Esse diálogo é sublime. Obrigada pela visita. Lindo!
Mille baci
Bea
Ari.
Gostei muito da tua poesia e fiquei feliz em completado o de número setenta.
Sem métrica, me fez lembrar o grande Patativa do Assaré, que por vezes desobedecia a todas as convenções e tratados, possíveis e imagináveis.
Abraços
Meu prezado Pedro, por seu intermédio, quero agradecer a todos que votaram em meu poema. Fiquei imensamente feliz com seu comentário. Muito obrigado, mais uma vez.
Ari Donato · Salvador, BA 21/6/2008 22:47
Prazer em conhecê-lo, Ari.
Gostei demais do poema. Bela reflexão.
Um abraço!
Nydia
Obrigado Nydia. Estimulado por vocês e por seus comentários, arriquei e postei um soneto. Quando tiver tempo, veja
http://www.overmundo.com.br/banco/decada-servil
Lindo, lindo, lindo!!! Amei, adoro o eterno desencontro do sol com a lua, acho super poético. E vc soube defíní-lo, tão bem, gostosa de ler essa conversa entre os doisE no fim vc fala dos seus próprios desencontros. Meus sinceros parabéns!! Abração!
Dete Reis · São João de Meriti, RJ 27/6/2008 10:49Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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