Sinto-me o próprio risco líquido,
moldando-me à forma dos alheios sentires:
seres plenos de si e de outros ,
em espelhos que dobram esse Mar,
esse olhos...
Sim,
carrego para mim o que há de vivo:
vossos corações!,
em doce e mais plena ainda poesia,
emendando-nos em abstrARTEções & atomiquânticidades da mente:
abruptas palavras,
inusitados saltos,
cachoeira...
verboragia:
hemorragia do espírito
a espalhar vermelho na nuvem aqui passante
para chover vísceras dos céus das cidades,
essências desse nosso poema!
Tecido costurado em colcha de retalho
de espíritos em chamas
a abrasar-me em noite fria...
elo calo no peito,
dúvidas...
Em cada poesia uma poça de mim,
risco líquido circular,
gota de chuva nessa grande mar de nós
amarrando-nos às lágrimas mesmo sal.
Hipertensão! Muito sal!...
dezenas de overdoses em uma overdose!
putos sentimentos que se dão
genizepelinichiqueanamente...
mas não pra qualquer um!
só a esse um que somos todos juntos,
...ou separados!!!
Desapareço...
Intertextualidades abrasantes
amalgamam a fogo brando
poema a poema em interações inevitáveis
de toques em abstratas orgias
de êxtases coletivos e gozos líquidos
que escorrem riscos.
Obra 'coletiva', pois as palavras em negrito foram extraídas de comentários feitos no poema: sobre as palavras serem pontes de ligar o todo ao Infinito, acrescidos de sentimento-agulh&linha para emendá-los em um só Ser!
Pedro Monteiro
Regina Lyra
Alcanu
Fernando Ciscozappa
Saramar
&
Nydia Bonetti ,
deflagradores desse corte...
Salve, André!
Sua poética continua bela e instigante...
Valeu!
Sinto-me o próprio risco líquido,
moldando-me à forma dos alheios sentires
Bela colcha de retalhos. Tecido raro: gotas, chamas, nuvens vermelhas, lágrimas do mesmo sal...
Bonito demais...
Abraços!!!
Pura emenda de alma-mar, mares de palavras, Poeta, que sua sensibilidade extremada transforma em amalgamares, "carregando-as para si" e transbordando em intensidade.
Belíssimo encontro!
beijos
Uma bela colcha de retalhos, só você, mesmo, meu mestre !
Alcanu
Ola pssoa!!
Sempre o mesmo, rio,
águas q venha ser derramadas,
curso das q são passadas...
unir um profundo juntar...
Muit legal seu scrito, com palavras d correntezas fortes,
eu q ñ sei nada...
a fundo nas palavras, apreendendo respirar com elas.
"...em colcha de retalho
de espíritos em chamas
a abrasar-me em noite fria...
elo calo no peito,
dúvidas..."
At +, 1 abrço.
André,
Você produziu um poema bastante reflexivo e belo.
Estas colocações com frases, colocações e comentários
e sua própria criação foram de uma riqueza ímpar.
É a poesia buscando rumo...
Beijos com voto,
Regina
André, meu caro amigo.
Este teu trabalho é uma demonstração do poeta que és.
E eu estou feliz, por ter de alguma forma, contribuído para esta concepção.
Abraços
ei meu irmão!
esta teia tecida
cuidadosamente
anuncia e, ao mesmo tempo, revela
um olhar terno sobre a palavra humus: terra
a terra que nos liga e nos reúne
daí, desse humus, vem o meu agradecimento
pela bela interinvenção
pela terna intenção
pelo vento que sopra e inventa esta profusa e polvorosa prosa
e desse humus, ainda
tiro o meu chapéu
e humildemente
agradeço,
abraços ternos
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