sem pressa, fico e me afogo
refogada em fogo salgada
toda ao mar destrambelhada
tomo uma vaca, bebo nada,
a mula empaca na braçada,
Aquecem dores geladas
fortalezas desaparecidas,
da solidão deserdadas
exposta à radiação das pedradas
saio muito devagar, chumbada
desculpada das olhadelas
feitas olheiras desmazeladas
às escuras e claras desfeitadas
a vida escancarada escarrada
em pleno solasolaço desavoada
sem mais aventadas risadas
no tète-à-tête desenganada
pouco dada, guria encorporada
a prazeres evanescentes ou nada
álcool, gasosa, encanzinada
amansada na entrada enfeitada
sou quem me cria e até descuidada
presa ao mundo, sem ser apressada,
só quero ser amada, como ser, amada
sem essa que amo só o que penso
penso é que devo ser muito amada
E viva a arte de Mercedes Sosa!
Eu também penso, mas como dia a nossa Ritinha Lee, a felicidade que buscamos não está em lugar algum a não ser dentro de nós, mas se ela brota, vai saber, né??? eita coisa difícil...raiz tem , mas quem rega, né?
falei
e tenho dito!
abs
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