SER
Assis Pio
No arqué era o amor
O amor era único.
Não havia ainda o ser,
Nem qualquer existência.
O amor então concebe,
Na solidão gera o ser.
Criado pleno,
Embora solitário.
O ser se transforma,
Fragmenta-se em dois corpos,
Difundindo-se sobre a face da Terra.
As partes chamamos almas,
Que são atraídas
Uma em direção à outra
Buscando sua metade.
Na busca do seu total,
Confusas se embriagam
Com o licor da paixão.
Uma alma sozinha
Não é ser.
Vive angustiada
Sentido falta de si
Saudades do outro seu.
Completa-me minha alma
É o desejo do amor
O pai que nos criou.
Uma bela explicação para o poder existencial, filosófica, criativa e poeticamente perfeita. Parabéns
Coluna do Domingos · Aurora, CE 20/10/2008 14:26
Gostei, Assis! Também está estreando no Overmundo?
MariaLuísa · Brasília, DF 20/10/2008 14:49
A Bela Poesia do Amor para náo deixar o coracáo e a mente embrutecerem, para manter o humano ativo, no ideal do amor para a vida.
...Completa-me minha alma
É o desejo do amor...
O pai que nos criou...
Parabéns.
Abracáo Amigo
Apesar de não adotar concepção monista, reconheço seu belo texto. Meus votos de sucesso e muita arte e pensamento.
Compulsão Diária · São Paulo, SP 22/10/2008 15:29
assis pio · Aurora (CE)
SER
Com todo carinho de volta para mais uma leitura e um abraco pelo belo trabalho apresentado.
Saudaçóes Fraternas.
Parabéns pelo trabalho, Assis.
Votado e acima de tudo apreciado.
abraço.
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