Será dor financeira?
Maldito word, que teima em me corrigir, que opressão é essa, opressão lingüística, causada pelo Bill.
Ah, a música, música que não estou entendendo, mas que divaga com o psicotrópico.
Exercício de ficar sozinho, escrevendo algo que nem sei se eu mesmo algum dia lerei, morte, vida, tentar traduzir na velocidade dos dedos o que meus pensamentos e devaneios tentam dizer.
Que vida é essa, escolhi ser gay, e ser gay é ser feliz de acordo com o termo inglês, pessoa feliz, mas pq eu não consigo ser feliz, se parece que tudo ao redor me falta.
Só me resta psicotrópicos e álcool, tudo é legal, e ah, só o tabaco, esse tal tabaco com amônia talvez vai me matar. Mas o que é morrer, todos morrem, morrem de rir, de chorar, de enchente, de prisão.
Abro o google news, e o que vejo é repórteres ávidos de obituários, querendo dizer quantos mais morreram. E no senado, na TV, a idiotice ou a clareza ou o supra-sumo do conhecimento.
Devaneios de uma mente desocupada de um profissional em crise. Estaria eu feliz se estivesse em um Laboratório Informatizado, trabalhando com crianças.
O msn pula, gritando algumas palavras de um amigo do qual compartilho essa loucura.
Ele falou que teses são sem tesão, e eu acredito. Escrever com nexo talvez seja algo que todos procuram, tentanto dizer que algo tá certo, Marx, Kant, Hegel, Foulcaut, Fernandes, Nite (filho do demo).
Tomo agora alcool, pra ver se dá tudo certo, e amanhã, quem sabe algo sai.
Organiza as idéias, som alto, um rock que não entendo. Mas eu amo, amo alguém, e sinto que esse é o elo que não permite que a vida me deixe.
Palavras bonitas, chuva caindo, mais chuva, leptospirose, loucura, amigos que tentam definir suas vidas.
Estou beirando a loucura, meus olhos marejam agora, mas não sei se foi a música ou minha condição. Pergunto se alguém vai querer ler. Let it be diz a música que ouço, disseram que ela é uma das 50 melhores do Rock, mas é? Como a música??? Pare word de botar letra maiúscula, eu não a quero. Quero um texto que quando eu quizer, eu faça o maiúsculo..
Escrevo palavras melosas, eu aprendi, tenho um vocabulário, que de nada me serve pra organizar as idéias.
E agora, perdemos a hora. Eu quero escrever, escrevo e essa página que não pula, pula msn.
Comecei a reler, o que havia escrito, e nada tinha sentido, faltou sentido, que sentido é esse?
Sinto que aprendi a escrever, vou voltar a música, que essa está chata, Highway to hell, parece sintetizar o que quero, Estrada para o inferno. Inferno é esse, ficar nessa loucura, drugs, transceder a racionalidade. Acho que alguns caras já se ferraram por conta disso, mas quem foi.
Lembrei, vou salvar, antes que dê uma queda de energia, e tudo se torne virtual como um devaneio de uma louca mente enbevecida, onde o Ego, ID e superego deram pânico, vou lá, buscar me manter assim, quero conversar, arrancar.
Que merda é essa que a droga, será que é droga? Queria desligar, se eu tivesse um plug.
Um plug que me desligasse, opa... não salvei ainda. Pronto, agora tá salvo.
Pedi pro meu amigo me dar um XAU, ele queria se vestir para um compromisso. Acho que ele deu xau agora.
Devaneio escrito para o Sarau Literário para conclusão da Disciplina Violências e o Outro do mestrado em Psicologia da UFSC. Enquanto aluno ouvinte.
Era de se esperar, todos se entorpecem, mas o acordo tácito do não fale nada, e não vejo nada, só esse mundo real é legal.
Pena que não sai por ai, comentando poesias para ter a minha publicada, me sinto até vitorioso.
Afinal, era só um devaneio.
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