estou prestes a encontrar um outro lugar.
toldos pincel arte. nova propaganda feita para colar. cuspe natalino e catupiry, tudo bem lambuzado, morango chocolate - it's so easy - em tudo, bem aqui. dentro do escritório, máquinas de escrever programadas para matar, um dia de dar inveja a qualquer assassino em série que se preze a passar alguns anos, décadas despercebido, incólume; um tanto bom e divertido. sonhos ruins acometem qualquer um, só o que consola é na véspera pressentir. e esta noite virá novamente, esta noite serei eu e tua mão, debaixo do travesseiro, atravessando sonos dispersos, vidas insones, "ai que vexame sua calça está rasgada, ai que cuidado, zeloso demais"; esparramando suas roupas no chão, começa outra vez, a noite é a propósito de mil cenas, divertimentos gritados em faces ofuscadas pelo calor do fim do mundo. sonhos ruins acomentem qualquer um, é só chamar pelo nome, é só piscar os olhos, escolher com quantos porcos começar o jantar com quantos dentes morder, com quais das bocas se por, lentamente, a mastigar. é dinheiro que você quer? traga mais uma interessante proposta que comece com 7 - sete veias cortadas jorrando velhas histórias de trás para frente, como gostam de inventar histórias, como gostam de ouvir canções, como gastam combustível pra fugir de toda espécie de interesse e combustão.
no país das maravilhas, um convite sobre a mesa. doze dias a contar desta vez. meus pés sujos de lama estão descalços enquanto limpa seus braços com as costas das mãos, é que de empréstimo nem mãe sobrevive, manda cortar o quanto antes sua medicação, manda voltar a encomenda de medicamentos, manda fechar mais cedo a loja hoje, manda riscar uns versos no vidro do banheiro. pede pra guardar um pouco de vinho pra mim, pede pra me trazer um daqueles refrigerantes coloridos. sobre a mesa, junto ao convite. manda pedir um pouco mais de calma, pede pra ficar, enquanto todo mundo vai embora.
quem é que controla essa bodega? onde estão os caroços e as castanhas? como pára essa coisa? onde pára essa coisa? - ei baby, sua morte é tranquila como um piscar de olhos na madrugada. era insone, era incolor, era esvaziamento, e era tanto regozijo de uma vez que ficou branco aquele menino. que ficou com os olhos de vidro pendurados na frente das calças (ficaria ele mesmo pendurado se pedissem, mas mandaram embora - os empregos são as mentiras mais chatas que podem nos apresentar - há mentiras divertidas, assim como verdades desinteressantes... ) e vem com a cintura, numa dança que é pra noite inteira...
sereia em mares imaginários dentro da minha cabeça. respeito é obra do pecado, é outra bobagem essa mesmisse roqueira e sem sal, forjar uma maldade parecendo quebrar um copo pra resgatar confiança. vê se entende o que pretendo nesta linha que se segue (vidas de bonequinhas e de soldados):
dança dos sete pares na frente do espelho - teve palavra saindo do ouvido da madame, como gelo deslizando na pele do morto ainda quente. sereia em mares distantes dentro da minha mente. é uma questão de honestidade:
quem pode tocar sua face no espelho sem hesitar?
com prazer dou partida à sua votação!
Excelente texto! parabéns!
beijo no coração!
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