O carro fora emprestado debaixo de mil recomendações. Íamos a uma festa e queríamos aparecer num carrão exótico. Demos um polimento na lataria tornando-a mais brilhante e partimos para o ensejo. Uma estrelada noite no ano de 1963, felizes, ainda sem a égide da Dita Dura.
Ás quatro da manhã, quando voltávamos, no silêncio da madrugada, e curtindo o barulhinho sincronizado do motor do Simca Chambord, os feixes de molas bastante flexíveis, fazendo o carro baixarem a traseira elegantemente, o calor do Chivas bebido e, ao passarmos pelo temporizador que havia na Avenida Geraldo Athayde: falamos todos ao mesmo tempo, instruindo ao motorista, a esta altura já chateado pela cautela excessiva que tomávamos com o carro emprestado: Vai devagar... Olha os trilhos... Cuidado com o feixe de molas...
Curtíamos o balanço suave do carrão e ao diminuir a velocidade, quando passávamos pelo temporizador, já na baixa, ouvimos os gritos de um conhecido, que correndo, e vestido somente de cuecas brancas, botões de pressão e pedia desesperado, que abríssemos à porta do carro. Escancaramos uma porta sem parar o veículo, e ele pulou para dentro de qualquer jeito, rogando para acelerarmos.
Atônitos, pois não sabíamos o que estava acontecendo, ouvem os estampidos de arma de fogo em nossa direção. O marido traído chegara de viagem e, surpreendera o nosso conhecido com a esposa, e agora armado, o perseguia pela baixa do bairro Alto São João. Encontrando o descampado, o chifrudo iniciara os disparos.
Imprimimos velocidade no carro que parecia não sair do lugar! O nosso desespero aumentando, os estampidos já perto, os gritos dos ocupantes do veículo, que a essas alturas já estavam curados da ressaca. O motorista dirigindo abaixado sem olhar para frente, o paredão de concreto do posto de combustíveis à frente nos esperando, a curva acentuada e escorregadia da Praça de Esportes se aproximado, com aquele poste do lado direito que já provocara a morte de muitos. Os tiros não paravam, e o tempo não passava.
Após escutarmos o sexto disparo e já concluída a curva fatídica, feita somente sob as graças do Divino e passado o perigo, paramos na esquina da Avenida Padre Chico. Botamos o Ricardão para fora, e lhe demos uma bronca. Assustados, esvaziamos as bexigas, já para estourar e conferimos à lataria do carro, procurando as marcas de balas. Para a nossa sorte o marido traído como sempre, no calor da descoberta, não acertou uma.
Respiramos aliviados, e ao entrarmos novamente no Simca, só aí é que notamos os bancos fedendo a urina. Dois dos ocupantes havia mijado nas calças! No dia seguinte, para entregar o carro de volta, foi preciso uma comissão para fazer as justificativas ao proprietário atônito.
O homem ficou fulo! Em represália, encomendou outro Simca Azul da concessionária em São Paulo. O carro mijado, para descarregar o seu ódio, presenteou-o ao seu motorista de confiança, que havia se aposentado recentemente.
Entre mortos e feridos, salvaram-se todos! Somente o Simca Chambord ficou mijado, assim como a cueca branca Torre, botões de pressão, do feliz Ricardão, que se escapou pela coincidência da nossa passagem com o carrão francês, que ficou de presente para o aposentado...
À noite, com o vento trazendo arrepios de montão, sempre é má conselheira. Ela nos ínsita a aventura, ao prazer e às vezes, nos apresenta surpresas nos colocando em rota de impacto com a morte que viaja na garupa do insólito.
Cinco rapazotes vindos de uma noitada regada a scotch curtem o frisson do balanço de um carrão francês passando por um temporizador, sem saber que o destino lhes pregaria uma peça.
Alguém disse que Deus cria os infortúnios para que as gerações tenham o que contar!
Caro Overmano e Overmina!
Aproveite a oportunidade e nos relate uma sua experiência hilária ante a morte, notadamente ocorrida no período mágico da infância ou da adolescência.
Algo com uma pitada de humor inglês!
Recordar é viver!
A vida é feita de pequenos nadas e o relato do fato ajudará a manter a sua saúde emocional e a memória epidérmica.
Entre na brincadeira e seja feliz!
meu amigo poeta como sempre um excelente texto, gostei de seu relatos, é por ai mesmo, parabéns e depois eu volto.
O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 29/9/2008 06:47W. Marques! Beleza meu caro overmano!É o retrato de um instante dos anos 60 onde imaginávamos sermos felizes!
raphaelreys · Montes Claros, MG 29/9/2008 07:08
Poeta Devay! E vivas a ilusão dos anos 60. Foram anos dourados para a nossa pobre alma! Obrigado pela carona no carrão francês!
raphaelreys · Montes Claros, MG 29/9/2008 08:30Nasci ao apagar das luzes dos anos 60 , dezembro de 69. Mas, como antigamente as coisas não se consumiam tão rápido assim, tenho da minha infância lembranças da idéia daquele tempo. Mas são lembranças de infância. Sem ideais , só sonhos e algodão doce. Parabéns pelo texto.
Vanessa Anacleto · Rio de Janeiro, RJ 29/9/2008 09:11
Saudosos anos 60.
Bela cronica de saudades.
Ah... sim. O Simca era de uma beleza incrivel.
Um belo design.
Um abraço
Na verdade, talvez eu tivesse algumas estórias mas nesse momento estou sem lembranças! hahahahaha
Mas, te digo, o SIMCA era um carrão!!!!
E tua hilária estória muito comum nos tempos passados, porque hoje o marido traído dá é graças à Deus de livrar-se do entulho da mulher! hahaha
Beleza como sempre adorei e já já volto para ler novos relatos!
beijão poeta querido!
Nossa! O play-boy da minha cidade tinha um, rs Eu era ainda criança, mas a figura meio a la Marlon Brando,com jaqueta de couro e calça Lee de veludo e camisa xadrez, rs...e tinha outro rival, que tinha um cor prata, isso era uma subversão , pois carro prata era o sonho americano ...o sonho dos anos mais inocentes de uma juventude 'transviada' Valeu!!!!
.
Raphael,
Que conto para alegrar esta manhã distraida.
Parece que os meninos pintavam e bordavam,
mais que uns diabinhos.
lembrei que meu irmão tinha um Sinca Chambord amarelo,
que até serviu de pouso para a namorada quando um dia,
havia brigado com a mãe.( depois a recolhemos em casa e ele continua casado com ela até hoje)
Mas o Sinca era um carrão de fazer inveja e deixar lembranças.
bjsssss
Livre desse tipo de transtorno, tenho um acordo com os meus amigos no qual jamais pararia para socorrer alguém numa situação dessas, é prejuízo na certa, pois é claro que o cidadão tinha culpa no Cartório e a amizade vai até certo ponto, pois estão cobrando muitopara extrair balas hoje em dia !
Um forte amplexo, meu caro e solícito amigo, sempre a postos ajudando fornicadores alheios...
interessante a narrativa e engraçada
a trama e o desfecho, valeu...
O conto é magnifico...com "coitus interrompitus", traição, mijo, tiroteio vesgo de corno e tudo mais...rs
O Sinca era paixão !
Meu pai sonhara com um , à época !...Infelizmente não deu !...Outros até melhores advieram à frente, contudo o Sinca ficou no sonho !...pra sempre !...voltamos ao "coitus interrompitus", pois na vida tb existem...rs
ósculo e amplexo, caro overmano !
Joe
( dá uma passadinha : http://www.youtube.com/watch?v=khZQHyVD88s
Eita história porreta, menino!!! prende a gente desde o início.
E esses menino, hein!!!
volto
Beijos!
Olá Raphael:
Sua história é deliciosa!
Como são belas e doces as recordações de nossos tempos despreocupados, quando a responsabilidade sobre nossos dias era de nossos pais e a nossa era só estudar!
Eu não tenho nada especial para contar sobre aqueles anos, mas vale lembrar o aparecimensto dos Festivais de Música, que tanto sucessso fizeram nos anos 60.
Que carrão bonito era o Simca Chambord!
Parabéns!
Bjs
Rapha, que lindo túnel do tempo vc nos faz viajar nas lembranças
dessa época de ouro. Infelizmente não a vivi, mas ouço e leio muito
sobre esse tempo dourado, onde a vida parecia ser tão bela.
Estou errada? Mas vivi com você esses instantes enquanto lia.
Muito lndo, parabens! beijos
Vanessa Anacleto!Parabéns pelo algodão doce. Eu peguei rapa de panela e chocolate Bering tipo pastilhas e guaraná Brotinho. Era o puro sonho minha cara overmina. Andar de Simca era o máximo!
EdmoGinot! Meu caro overmano! Sem dúvida um belo design e o balanço inconfundível alem do barulhinho sincronizado! Axé pela sua presença!
Celina Vasques!Um carrão certamente! Dizes a verdade. O marido agradece a Deus por comer doce com os amigos ou ficar livre da bomba relógio que a qualquer hora dá o maior papoco!
Cíntia Thomé!Calça de veludo cutelê! O Simca lembrava a James Dean. Tinha um por aqui que tinha toca mini-discos. Um verdadeiro barato de músicas francesas que animavam os nossos fins de semana de namoro coletivo à beira das estradas tomando Cuba Livre e comendo canapés!
Doroni Hilgenberg! O Simca fez história junto à rapaziada dos anos 60. Muitos amores começaram nos bancos do carrão!
Alcanu! Eram fornicadores dos tempos ainda do Romantismo! Pode ajudar numa boa. Os maridos não atiram mais de revólver. Atiram palavrões cabeludos e jogam praga contra o Pé de Pano (esse nome é usado no Maranhão).
Carlos Mota! Obrigado pela presença no postado e pelo comentário caro overmano! Um abraço do rapaz do Simca Chambord!
Joe Brasuca! Bem relatas o indefectível “coitus interrompitus” que funciona como coito contraceptivo! Não impedindo, entretanto os ósculos passionais e os amplexos das preliminares!
Lena Girard! Conte-nos alguma daí da sua região. Lugar quente dá muito caso de cifre divertido! Um abraço!
Laila Murad! Os festivais encheram os nossos corações! Era pura adrenalina minha cara. Bem lembrado. Obrigado pela passagem no postado e um abraço!
Raphael,
Texto saboroso, de saudosas aventuras de outrora. Gostei, muito bom. Com certeza um belíssimo carro, em um momento não tão belo na hora, mas depois, bom de se contar em uma roda de amigos, dando risada do acontecido...
Parabéns ! Vo(l)tarei.
Abraços poéticos
Cara Ysabella! Eram anos dourados. Tudo ainda era mágico. O poder da ilusão falava mais alto. O Romantismo deixou uma aura de felicidade que nunca será apagada. E os salões de festas com boleros os lupanares com tango a meia noite e as meninas usavam laquê no cabelo para armar o coque i rem às festas! Belza que viajas conosco nos mistérios do Simca Chambord!
raphaelreys · Montes Claros, MG 29/9/2008 13:28Gustavo Adonias! Meu nobre poeta baiano! Bom mesmo do momento era deveras contar o causo na roda de amigos, fumando cigarros Columbia e tomando HiFi e vestindo calça Roebucs!
raphaelreys · Montes Claros, MG 29/9/2008 13:31
Eu sei de uma coisa, Raphael:
eu tenho em minha coleção esse belo carro.
É bonito prá caramba!
E ele deve ter contribuído para a confusão por ser
vermelho! :)
Abraços.
Raphael,
Suas reminiscências, sem dúvida, nos levam as nossas,
guardando as devidas proporções de tempo e do espaço.
O hilário e o 'profano' das recordações.
Gostei da leitura e certamente voLtarei.
Estou saindo de uma virose, ando sem muita coragem.
Beijos,
Regina
Amigo Rafa, me lembrei de um episódio acontecido em BH, mais precisamente na Rua do Ouro. Para os que não sabem, é uma rua comprida que liga a avenida do Contorno ao bairro Serra e termina aos pés da Serra do Curral.
Havia entre os "playboys" que frequentavam o Xodó e o Porão, na década de 60, na Praça da Liberdade um maluco chamado Kid Cabeleira. Ele tinha uma Sinca Tufão branca, daquelas com afogador no painel que aumentava a potência, suspensão rebaixada, com talas largas cromadas, pneus cinturato Pirelli e dois canos de descarga de cada lado sem silencioso, que colocava aqueles 110 CV do motor V8 pra fora num barulho que era espetacular.
Numa noite, tamo lá tomando umas, chega o Kid e sua vasta Cabeleira, encosta a Sinca e vai dizendo, meio que pasmo:
-Bicho, precisava ver o doidâo que eu vi agora descendo a Rua do Ouro, pra mais de 140 por hora num Brasinca...
- Muito doido e tocava pra ca.r..lho...
-Que isto Kid, 140 na Rua do Ouro ? conta outra...
-Mais é verdade, bicho, o cara era muito doido...
-Mais quem é que te disse que ela tava a 140 ?
-Bicho, eu vi no velocimetro da Sinca; e eu tava ali ó, coladinho no parachoque trazeiro dele...
Rafha,
Seus textos são enxutos igualmente aos anos 60. Gostava de assistir o Festival da Canção!
Beijos
Conto muito interessante... Típico da molecada da época...Acho que naquele tempo não tinha tantas drogas, a não ser com os hippies usando o tal do LSD, como hoje temos com os jovens.
Anos 60 lembro de ter servido exercito e bem na época do golpe militar. Como disse a Laila num comentário acima em 1966, Chico Buarque se revela ao público brasileiro com a canção, "A Banda",
interpretada por Nara Leão. O mais importante para mim naquela época é ter conhecido uma pessoa e que depois de todos esses anos passados voltamos a nos reencontrar e hoje é a musa de meus poemas.
Coisas que a gente faz na juventude!
Parabéns pela alegre e hilária narrativa!
O que posso dizer daquele tempo?
Há alguns meses, por ocasião do cinquentenário da conquista do primeiro título mundial de futebol pelo Brasil, escrevi um comentário para o Globo Online, que está na Internet.
Falo de coisas acontecidas no saudoso, charmoso e inesquecível ano de 1958.
O título do texto é este: "O dia em que Bellini levantou a Taça do Mundo".
Agradeço àqueles que quiserem dar o prazer da leitura.
Abraços a você, amigo Raphael e a todos os overmanos.
Em tempo: voltarei para votar.
Rafa, uma adolescência, juventude sem riscos é impossível. é da juventide desafiar a morte. atitude contra-fóbica quando nos daos conta de que reamente somos mortais. amplexo e ósculo.
Compulsão Diária · São Paulo, SP 29/9/2008 15:51
Raphael,
Os maridos da antiga eram mesmo muito passionais, veja como são os ultra modernos:
O indivíduo chega de surpresa e surpreende a mulher em sua cama com outro.
Tirou o revólver da cintura, tomando cuidado para não ser percebido pelos dois, armou o gatilho e já ia se preparando para meter bala neles quando parou para pensar.
Foi se lembrando de como a sua vida de casado havia melhorado nos últimos tempos.
A esposa já não pedia dinheiro pra comprar carne, aliás, nem para
comprar vestidos, jóias e sapatos, apesar de todos os dias aparecer com um vestido novo, uma jóia nova ou uma sandália da moda.
Os meninos mudaram da escola pública do bairro para um cursinho
super chique.
Sem contar que a mulher trocou de carro, apesar de ele estar a quatro anos sem aumento e ter cortado a mesada dela.
O supermercado, então, nem se fala, eles nunca tiveram tanta fartura quanto nos últimos meses.
E as contas de luz, água, telefone, internet, celular e cartão de
crédito, fazia tempo que ele nem ouvia falar delas.
O caso é que a mulher dele era mesmo um aviãozinho, baixinha, toda gostosinha, mesmo com três filhos o tempo não passava pra ela.
Coisa de louco...
Guardou a arma na cintura, com muito cuidado para não ser percebido, e foi saindo devagar, para não atrapalhar os dois.
Parou na porta da sala, refletiu um pouco e disse pra si mesmo:
- O cara paga o aluguel,
o supermercado,
a escola das crianças,
as contas da casa,
o carro,
o shopping,
todas as despesas e eu ainda vou pra cama com ela todos os dias...
E, fechando a porta atrás de si, concluiu sorrindo:
- Puta que o pariu!!!...O CORNO É ELE!!!!
Abraços
Querido amigo,
adorei teu texto. Essas lembranças nos fazem rir...quando não acabam em tragédia, é claro. Tenho muitas desse tempo maravilhoso. Me lembrei das tardes de domindo, quando saíamos ,não de simca, mas de carman guia. É assim que se escreve? A gente andava no alto petrópolis, a mil, se achando o máximo e escondido dos pais. Na volta o acordo é de que ficavamos toda a tarde no clube....traquinagens inocentes...
Valeu,
Beijos
Juscelino Mendes! Bonito e macio meu caro overmano! É ideal para romances explosivos e para se fazer declarações de amor! O vermelho é charme puro! Obrigado pela contribuição ao postado!
Regina Lyra! Para curar a virose e se recuperar nada melhor do que uma voltinha em um Simca Chambord vermelho! Bem dito, o hilário e o profano das reminiscências! Axé e boa recuperação!
Caro Peninha! O tal Simca Tufão era beleza pura meu caro overmano! E os pneus com aquela faixa que dava o maior charme! O Kid era mesmo um bom verificador! O branco era colosso! Beleza a sua passagem no meu Simca Chambord com a adrenalina dos tiros do chifrudo! Corno sempre erra o alvo!
Claudinha! Bem lembrado os festivais minha cara overmina! Era pura magia! Um amplexo e dois ósculos para vc!
Omar Costa Umbro! Feliz reencontro. A minha dos anos 60 musa ainda esta casada. Infeliz mais está! Vez por outra passo só para vê-la ao longe! Jamais serei curado da paixão! É para sempre! E viva a Banda!
Eloy Santos! Obrigado pela passagem no meu postado meu caro jornalista! 1958 foram anos mágicos. Assisti ao jogo final em um radinho de pilha que foi jogado na rua após o término. Eram anos mágicos ainda. O Romantismo ainda grassava os nossos corações! Beleza e axé. Vou te ver! Um amplexo!
CD! O nosso mal é sermos mortais (no físico) A alma, entretanto leva os pequenos nadas para consolo da divindade que ousou nos criar! Amplexos passionais e ósculos de pura paixão písciana!
Falcão! A coisa mudou para melhor! Só se sente corno quem quer! Ademais existe a filosofia de que é bom comer doce com os amigos!
Zilka Jacques! Bem nos ajuda a lembrar os anos dourados e as traquinagens inocentes! Havia ainda um pouco do Romantismo no ar! Beleza a sua energia no postado! Um beijão!
Que bela narrativa, gostosa de se ler! Parabens amigo, volto para votar!
bjs
Silvaline! Obrigado pela sua presença alegre e pela energia! Aguardaremos o seu retorno!
raphaelreys · Montes Claros, MG 29/9/2008 20:06
Raphael, você e suas histórias hilárias!
Bons tempos aqueles. A moçada de hoje nunca terá dessas pra contar.
Eu me lembro de um fato que aconteceu na saída de um baile. Depois de ter tomado umas e outras, era difícil chegar em casa meio alterados, pois sempre a mãe ou o pai acordavam e vinham ver como tínhamos chegado. Para dar uma melhorada, diziam que nada melhor que umas voltas de carro, com o vidro aberto, pois
o ar batendo direto no rosto fazia passar mais rápido o efeito do álcool. Numa dessas vezes, saímos com um amigo que estava com o carrão do pai (pegou escondido- não me lembro que carro era, só sei que era um carrão). O carro lotado, todo mundo meio zureta, e roda que roda. De repente, uma das meninas que estava no banco de trás gritou para que parasse o carro pois queria vomitar. Acha que deu tempo? Foi uma lambuzeira só; banco do carro, nossa roupas, tudo melecado. E pra chegar em casa e explicar o acontecido? Quem levou a pior foi o menino que pegou o carro, levou uma tremenda surra do pai.
Eu, de castigo, fiquei uns bons tempos sem poder ir aos bailes.
bjs
kakakakakaka!!!!!!!
Delicioso! Valeu cada linha, cada palavra, cada letra lida!
bejim
Belos tempos, belos tempos. Mas tudo passa, tudo se acaba. Vivemos de memórias e, como o homem não seria nada sem sua história pessoal (dizem os psicanalistas), que venham as mijadas nos simca chambord ou as vomitadas nos carrões para que possamos contar e recontar antes que o conto da vida se acabe.
Abraços.
Sônia Brandão! O carro lambuzado certamente um Simca Chambord! Esses fatos exóticos só em carros exóticos!Tempos de inocência, ainda. Os anos dourados e a sua mística que jamais será esquecida. Beleza a sua passagem no postado e a voltinha no Simca! Um abraço!
Yve Menon! O que mais valeu foi ver essa sua imagem de deusa grega! Obrigado pela passagem no banco do Simca! Beijos!!!
José Carlos Brandão! Beleza as recordações! A vida é feita de pequenos nadas! Beleza a sua presença e comentários no postado!
Bem
Em 1963 eu tinha eu tinha 4 aninhos,não lembro bem,mas eu tinha um irmão que tocava violao nas ''tertúlias''e cada dia chegava com uma história
Acho que essa foi no início dos anos 70,ele ganhou de um amigo que chegara do Rio de Janeiro um sapato CAVALO DE AÇO [era e o ''must'' da época] o sapato ficou muito apertado mas ele queria fazer bonito na festa que fora convidado porque era a primeira vez que ia como tal e nao como tocador
Bom,como não ia andar mesmo e ia de carona com amigos,ia suportar o aperto do sapato
Durante a festa começou uma briga e alguem puxou um revólver e ele mais uns amigos saíram correndo e se dispersaram na fuga e ele percebeu que umm cara vinha correndo atrá dele e ele corria muito achando que o cara queria pega-lo,os pés já em carne viva e qto mais ele corria mais sentia o cara alcançando ele,até que ele não aguentado mais resolveu entergar os pontos e morrer ou apanhar se fosse o caso,qualquer coisa seria pior que aquela tortura
Quando parou o cara passou batido por ele e ele percebeu que o mesmo tambem estava fugindo e o chamou,não tinha mais ninguem atrás deles,passaram resto da noite sentados rindo deles mesmo,os dois estavam de CAVALO DE AÇO apertados
Seus trabalhos, Ah! seus trabalhos com gosto de saudade, na esfera do tempo galopante.
Ecila Yleus · Recife, PE 30/9/2008 07:48Ailuj! Coincidência essa dos sapatos Cavalo de Aço! E tinha as calças Cavalo de Aço com aqueles desenhos horríveis. Eram compradas na 25 de Março em S.Paulo. Cnasei de viajar para comprar e revender nas festas do interior. Corri de muita briga e fiquei preso num canto de muro com um 38 na mão suada e a cabeça rodando a mil por hora! Beleza a sua participação no postado. Um xero e outro xero!
raphaelreys · Montes Claros, MG 30/9/2008 07:50Ecília Yleus! É realmente na esfera do tempo galopante minha cara overmina! Recordar é viver! O brigado pela sua passagem no postado!
raphaelreys · Montes Claros, MG 30/9/2008 07:52
Salve, Raphael!
Suscitastes belos resgates dessa época de ouro.
Mais atualmente nos anos 70 me lembro que abastecíamos
o tanque do carro com somente duas ou tres moedinhas...
Bela obra e belo contexto.
Parabéns.
Abraço Pantaneiro.
Rangel Castilho! Bons anos aqueles meu caro overmano! Havia o milagre brasileiro, fabricado mais havia! Obrigado pela presença pantaneira no postado!
raphaelreys · Montes Claros, MG 30/9/2008 17:41
Ah,Rapha ...adoro tuas histórias. Acredito que as belas lembranças
de uma juventude bem vivida são realmente dessa época...
Parabéns pelo texto e pela experiência dramática(hilária tbm),rsrs
Beijos...
raphaelreys · Montes Claros (MG)
SIMCA CHAMBORD
Um carro muito bonito e que na época representava o requinte e o bom gosto, tem uma arrojada História.
Que ninguém nunca imaginaria.
Impressionante.
Parabéns Por nos ter contado.
Abracáo Amigo
Rafha.
fantástico e hilariante texto. Fato para ser contado e recontado.
para ser lido de um gole só. Final surpreendente.
grande lembrança, Rafha, prometo que mandarei um fato dos velhos tempos.
Abraços
Noélio
Yasmim Backer! Uma história mesmo hilária. A adolescência tem cada uma! Obrigado pela passagem!
Azuir Filho! O Simca era realmente um carrão! Obrigado pela mensagem e sua presença! Um abraço!
Noelio Mello! Aguardaremos as suas histórias da adolescência! Obrigado pela passagem!
CD! Amplexos passionais e ósculos de pura paixão luxurienta! Obrigado pelo carinho preliminar e pelo voto overmano!
Ivy Menon! Recebo os beijos de uma deusa grega e de joelhos suplico por mais beijos! Obrigado pela carona no meu Simca Chambord vermelho como a cor do pecado!
Gustavo Adonias! Obrigado pela volta e pelo voto sufragador! Sou candidato ao cargo de cronista nos seus corações! Um forte amplexo sem os ósculos que estão reservados para as overminas!
EdmoGinot! O bug teima e comer o seu comentário na votação, mas não como o seu voto overmano! Obrigado pelo apoio!
Joe Brasuca! O bug está de campana comendo comentário de overmanos! Mas não come os votos sufragadores! Axé pela sua sempre presença e pela carona no meu Simca Chambord!
Raphael, o Sinca marcou um tempo... bons tempos, ha muito nao vejo um, abracos
victorvapf · Belo Horizonte, MG 1/10/2008 10:51
Não tive a oportunidade de conhecer o Simca. O texto é hilário. Muito bem construído.
Sucesso.
Votado.
Victor! Beleza a lembrança do Simca. Em SP tem colecionadores do carrão. Obrigado pela passagem no postado!
Yasmim Backer! Um amplexo apertado e vários ósculos. Obrigado pela carona no Simca Chambord!
Giovani Guidi! O Simca marcou o fim do Romantismo meu caro overmano! Obrigado pela sua presneça no postado. Um abraço!
Falcão! Beleza que retornas pra o sufrágio! Obrigado pela sempre presença!
Juscelino Mendes! Obrigado pelo voto e pela revisita! Um forte abraço overmano!
raphaelreys · Montes Claros, MG 1/10/2008 18:02
Muito Bacana!...
Com um ritmo e uma velocidade muito boa de leitura... Divertido demais!
Esse Ricardão é um folgado da zorra.
gostei, seu relato prendeu minha atenção e foi para mim um pequeno prazer o um minuto e meio que passei investigando suas lembranças... não ouso tanto com as minhas...
Hipocrisia Livre · Rio de Janeiro, RJ 2/10/2008 01:14
Raphael! muito divertida esta crônica! Me lembrou de quando era ainda bem pequeno, e meu pai tinha um Simca cinza, que ficava lustrando na porta de casa enquanto eu passeava pela calçada de tico-tico...Mas ele ficou pouco tempo com o carro. Logo o trocou por um corcel branco, quatro portas...
Um abraço!
Carlos Vin! O Ricardão era folgado e espaçoso! Não se fazem ricardões como antigamente. No Maranhão eles são conhecidos como Pé de Pano! Obrigado pela carona no meu Simca!
Doroni Hildenberg! Beleza que me sufragas! Um abraço e um beijo!
Hipocrisia Livre! Benvindo a carona do meu Simca Chambord! Pode ousar e contar também as suas que serão benvindas no overmundo!
Businari! O Corcel Branco também fez história na minha vida. Quialquer hora conta a saga do meu Corcel Branco! Obrigado pela passagem no meu postado caro overmano!
Recordar é viver!Um amplexo!
Claudinha! Alegras a minha manhã com o seu charme. Obrigado pelo beijo. Amplexos e ósculos!
raphaelreys · Montes Claros, MG 2/10/2008 07:01
Só fala uma coisa ! nasci na época errada!
texto massa, senti um pouco a década de 60, ! e escutando., sinca chambor do CAMISA DE VÊNUS....
VALEU ABRAZ
Beleza Kiko Takeuti! Obrigado pela passagem no meu postado! Tenho outras história já publicadas aq
raphaelreys · Montes Claros, MG 2/10/2008 07:51Kiko Takeuti! Publicadas aqui no overmundo! Veja aas outras, são boas para lembrar dos tempos de antanho. Abraços ao Sol Nascente!
raphaelreys · Montes Claros, MG 2/10/2008 07:52
Que aventura,Raphinha!!!
E que sorte do Ricardo encontrar o 'SINCA' ,que mesmo, lento demais,conseguiu salvá-lo!
Adorei o clímax...foi perfeito!Fiquei relamente tensa, pensando que ele não escaparia dessa!
Parabéns,meu lindo!
Super bem narrado e divertido!
Saudades...
Beijinhos bluecarinhosos
Blue
ops:'....realmente tensa..."
Lindo dia procê!!Azulzinho!!
bjksblueeee
Celina Vasques! O bug comeu o seu comentário mas não comeu o seu voto! Beleza!
Raiblue! Os Ricardões, ou Pés de Pano, como são chamados no Maranhão sempre dão sorte! Ademais marido traído, no ato do flaga sempre erra os tiros. A coisa fica mesmo é no teatro! Te adoro minha feiticeira azul!
babei com o carro... Putz que qué isso? n conhecia a coisa! Simca Chambord
Q charme heinn? carro frances! e dps o Alcanu diz que eu é q so francês!!!!!
Rafa, seu conto é emocionante, só discordo pq o carro foi pro motorista, devia ir pra gurizada. kkkkkk
Thiers!Simca Chambor foi imposto nos anos 60 pela política financeira da Fraça da qual dependíamos. Teve bola por fora. O certo é que nos agradou, a rapaziada que paquerava em grande estilo!. O motorista era também um guri. Esqueci de especificar na crõnica!
raphaelreys · Montes Claros, MG 3/10/2008 06:54
ah, não, eu nasci depois, na minha infância o "must" era o Maverick.... seguido, de perto, pelo Alfa Romeo de bundinha....
Mas, belo conto, vou pensar numa aventura de juventude prá escrever....
bjkk
O Maverick é o carrão dos meu sonho de consumo. Não n os prive das suas histórias Monyblu"! Somente depois de escritas elas se tornarão universasi! Beijos e abraços a vontade!
raphaelreys · Montes Claros, MG 3/10/2008 19:42
raphaelreys · Montes Claros (MG)
SIMCA CHAMBORD
Com todo carinho para dar mais uma lida e uma volta na onda revivida do SIMCA CHAMBORD táo bem colocada pela Maestria do Amigo Poeta em tudo.
Parabéns.
Abracáo Amigo
Caro Azuir! Mestre de tantas homenagens. Obrigado pela presença no postado!
raphaelreys · Montes Claros, MG 6/10/2008 20:01
Com seu SIMCA CHAMBORD , lembrei de Marcelo Nova com a Banda Camisa de Vênus , era bom d+ . Abraços...
Delen1 beleza a sua passagem no banco do Simca Chambord! Um forte abraço overmano!
raphaelreys · Montes Claros, MG 8/10/2008 05:52
Caro amigo,
Como sempre seus contos são pura recordação, que me faz viajar. Hilário, bem humorado.
Parabéns!
Saavedra Valentim! Obrigado por ir de carona no meu Simca, Cuidado com os tiros do corno! Recordar é viver!
raphaelreys · Montes Claros, MG 20/11/2008 17:57Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
A Revista Overmundo está chegando ao fim de sua primeira temporada e você não pode perder a oportunidade de colaborar! A edição nº 6 da revista,... +leia
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!