Singelo ritual.
Longe. Bem longe das luzes de gás néon,
curumins dançam para lua cheia.
Velho xamã nômade passeia na via Láctea
em busca da sabedoria de seus ancestrais.
No calor tropical da floresta úmida,
telúricos seres translúcidos,
festejam os enigmas da natureza.
Na cidade dos homens de cinza,
Apesar das embalagens coloridas,
e de insanos sons animalescos,
“creo-creo, creo-creo”.
Escorre entre as quatro paredes,
o isolamento humano.
Almas amordaçadas sem rumo.
Nos campos, vilas e sarjetas das favelas,
como içá alvoroçada em desova,
aumenta o número dos excluídos.
Velho xamã nômade passeia na via Láctea.
Sofre com a fragilidade humana.
Arrebatado entre as Estrelas,
intercede pelos filhos da "Aldeia global"!
jbconrado*
Da Série: Poemas da Floresta... Enquanto Ela existir.
Salve, Ayruman!
A natureza e seus mistérios
muito tem a ensinar aos homens.
É pena que eles não têm olhos para ver...
Parabéns, belo escrito!
Abraço Pantaneiro.
Também vejo um tom de cinza cada vez mais presente na URBE.
Ivan Cezar · São Sepé (RS) · 14/10/2008 22:30 alerta
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JB, meu caro, sua série "Poemas da Floresta... Enquanto Ela existir"
Está demais, muito pertinente para refletir sobre nossas vidas, de como as levamos ou na cidade grande ou nos campos, meus parabéns. E a colagem? Perfeita! Artista pleno, fico muito contente de ter a oportunidade de conhecer o seu trabalho.
Parabéns novamente
abraços fraternos do cerrado de Brasília, enquanto existir!
Puxa, JB, você é o espírito da floresta em pessoa. De ti transbordas a beleza que a natureza em harmonia proporciona.
Ah, se todos foeemos assim....
beijos
Lindo e Forte!
quando a gente pensa que falas da floresta e seus encantos estás abrindo as cortinas, desatando as correntes, iluminando a gente!
Volto.
JB,
Como a natureza poderia ensinar,
caso o bicho homem a respeitasse.
Gostei muito do seu poema.
Beijos,
Regina
Velho xamã nômade nesta lua cheia andou pela Avenida Paulista. E os curumins sem teto dançaram com ele.;))
Compulsão Diária · São Paulo, SP 16/10/2008 10:41
Dos caminhos miraculosos das estrelas, sempre é mais fácil ver o verde das florestas...enquanto existirem. Belo trabalho por um grande ideal.
Abraços
Noélio
"Escorre entre as quatro paredes,
o isolamento humano.
Almas amordaçadas sem rumo."
Triste e cruel realidade.
Abraços
Você arrebatou com esse seu poema todas as dores aguçadas do mundo. Mexeu fundo com o problema mais doloroso que há. Fez um trabalho espetacular e muito bem arquitetado. Parabéns, mesmo.
Ecila Yleus · Recife, PE 17/10/2008 08:38
Não podemos dormir assim, saboreando a desigualdade. A margando que nem jiló a vida por ver a indiferença, o descaso que dão as nossas crianças, aos índios, aos idosos, aos desempregados. Faço governo e não faço ver-nós como gente com direitos humanos conhecidos pelo plano de Educação em Direitos humanos.Lei 10.172/2001 regida pela constituiação.
Onde diz: Compromisso do estado com a concretização dos direitos humanos e ade uma construção histórica da sociedade civil organizada.
tópicos desse compromisso:
Democracia garantida
Desenvolvimento
justiça Social
Cultura de Paz
Igualdade, inclusão
Oportunidade para todosCidadania(estudo e trabalho).
Compromisso de educação de qualidade.
As coisas têm que sair verdadeiramente do papel. Acredito que muitas coisas são feitas sim,mas a contra gotas.
Mais uma vez belo trabalho.
A aldeia global está fragilizada
Distante do bem comum
Cada vez mais longe do equilibrio
Seu poema é uma invocação
JB,
e há tantos excluidos
nesta aldeia global....
Até o velho chamã
esta desorientado,
onde incluí-los?
bjss
Velho xamã nômade passeia na via Láctea.
Sofre com a fragilidade humana.
Arrebatado entre as Estrelas,
intercede pelos filhos da "Aldeia global"!
jbconrado
Cristo volte a Terra!
Deviamos todos estar dançando
para a lua cheia. Ao contrário
hoje, vivemos sem lua...
Belissimo.Bela colagem.
um abraço
Eae Janjão, na pazzz?? :-)
Maravilha de poema! Votado!
Abração e ótimo final de semana!
poemaço,
crueza e destreza.
sua gaia crítica ferve na verve lírica de nossas retinas.
brilhante meu camarada,
saudações telúricas
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