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Sinistreirias sinestesicanestesiantes do último som entendido pelos olhos

do autor
1
André Teixeira · Aracaju, SE
15/9/2008 · 63 · 5
 

Sinistreirias sinestesicanestesiantes do último som entendido pelos olhos



O barulho entra pelos poros:
a vida,
dodecafônica e tal e etc,
coisamente entre suas anteposições,
soa espelho.

Algures,
a alma distendida do cerne,
vai além de suas questões carnais
a imprimir em mídias vazias - nuvens cheias de chuva,
páginas digitais,
a pele toda boca aberta,
o sangue marcado a ferro & fogo
pelo invisível
que corrói qual lava -
o Tudo que o Nada semeia
no passo transformado
em vôo
quando o Abismo é um melhor amigo.

==

A.T.

Sobre a obra

escrito agora mesmo, 8h26, desse 13.09, em comentário na poesia Coisificações espiritualiquidificadas em liquidações de camelôs, sobre comentário de Dito Venéreo

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Autoria
André Teixeira
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Dito Venéreo
 

Seu André,
agrada-me tal verborréia surreálica.
seus "títalos" (um erro craso ou a sábia e profícua fusão entre título-titã) muito bem trabalhados.
acho que é isso aí, nessa batalha, estripar e estuprar o significante das (meras) palavras.
interessante seu projeto-processo de criação.

saudações efusivas

Dito Venéreo · São Paulo, SP 13/9/2008 10:58
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O NOVO POETA.(W.Marques).
 

bonito poema.votado.

O NOVO POETA.(W.Marques). · Franca, SP 15/9/2008 21:30
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delen
 

Excelente trabalho , deixo meu voto e admiração. Abraço...

delen · Cotia, SP 17/9/2008 00:52
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Claudia Almeida
 

Hermético e original trabalho!
Abraço
Claudia

Claudia Almeida · Niterói, RJ 17/9/2008 07:51
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André Teixeira
 

Hermeticirculariouroboralidades

Preso em hermeticidades do sonho,
o Verbo sai de sua treva para a Luz
de signos gramáticos que lhe emprestam
Norte.

Desacorrenta-se do calabouço do peito
o sentimento,
primeiro em silêncio,
depois em gritos quase cantos,
depois, já cansado te esmurrar
pontas de faca,
em convulsões relâmpagas psicodelíricas.

Neologiso para fazer caber novos sentidos
& sentires
no espaço exíguo da palavra
a enxertar-lhe o ermo e o desértico.

Assim,
abrutofogueteirizações do espírito
colorem a noite do poema
de artifícios cheios de concretudes
betoneirizadas da massa abstrata
em alicerces de folhas ao vento.

==========

Cláudia Almeida, da palavra 'Hermético', saiu essa poesia. Espero ter-lhe amalgamado certa liberdade, pois quero, ao escrever, exatamente isso q acima digo: liberdade!

GRANDE abraço!!!

A

André Teixeira · Aracaju, SE 17/9/2008 08:08
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